Cair no ridículo

"ORGÃOS SOCIAIS PRESENTES

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, pediu aos adeptos que boicotassem os jogos da sua equipa fora de casa. No entanto, os adeptos não corresponderam, nem os elementos dos órgãos sociais, que ontem estiveram em PESO no Estádio do Algarve, enchendo a zona VIP e o camarote destinado aos benfiquistas. O director desportivo Rui Costa esteve presente, sentado no banco"


O que é que se pode dizer mais perante tanta incoerência...? Talvez dizer que Luís Filipe Vieira é ridículo e caricato...

Já agora, no dia do jogo o jornal A Bola referia que seria um teste ao boicote, após o jogo o mesmo jornal achou que não valia a pena falar muito no assunto...

"Uma questão de peso"

Vítor Baía sentiu necessidade de se esclarecer ontem, depois de ter sido "descontextualizado" na véspera. Para não haver confusões desta vez, explicou, como quem faz um desenho a um miúdo, que há quem use pesos e medidas diferentes para avaliar aquilo que se consegue no FC Porto e aquilo que se consegue nos clubes da capital. Nada de novo. E nada de velho, também. 

Tome-se como exemplo esta jornada europeia, até porque ainda está fresca na memória. Imaginem-se as loas que não se teriam tecido se uma equipa da capital do império tivesse ganho por 3-1 num dos estádios mais complicados do mundo, em (dupla) inferioridade numérica, e contra uma arbitragem fora-da-lei. Que génio não seria o seu treinador? Que artistas os seus jogadores? Que sonhos não estariam ao seu alcance? 

E depois, imagine-se o que não se teria escrito se o FC Porto tivesse perdido contra o 14º classificado do campeonato francês por 2-0 sem ter conseguido criar uma única oportunidade de golo. Estão a perceber? É disso que Vítor Baía falava.

by JORGE MAIA in OJOGO

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Tirou-me as palavras da boca!


"Incrível" vitória no inferno Turco



Grande vitória no estádio Inonu na Turquia, casa do Besiktas, que revelou, por parte da equipa, um grande sentido táctico, e também uma boa capacidade de reacção perante adversidades inesperadas derivadas de circunstâncias do próprio jogo.

O encontro começou com um Besiktas mais afoito, mas com o decorrer da partida, o FC Porto foi impondo o seu jogo e acertando marcações, dando sempre primazia ao jogo pelas alas, aproveitando a velocidade tanto de Rodriguez como de Hulk, que deu os seus resultados ao minuto 26, quando através de um canto cobrado por Belluschi, Falcao aproveita também a má saída do guarda-redes do Besiktas para se elevar entre os centrais e fazer o cabeceamento para o fundo da baliza fazendo o 0-1.

Ao minuto 36 Falcao vê-lhe ser anulado um golo que aparentemente parece limpo, não se vislumbrando fora de jogo nem sequer falta, portanto falha da equipa de arbitragem no ajuizar deste lance.

A primeira contrariedade para a equipa portista surge ao minuto 43, quando o central Maicon empurra o jogador do Besiktas Bobó, que iria ficar isolado frente a Helton, e recebe ordem de expulsão.

Curiosamente, pouco depois, o mesmo critério não é aplicado no lado contrário, quando Falcao ganha posição ao defesa turco e já dentro da área é empurrado, ficando um penalti por assinalar e um cartão vermelho para o jogador do Besiktas que faz a falta.

Previa-se uma segunda parte de paciência e sacrifício para a turma portista.

Villas-Boas, para a 2ªparte, mete de imediato Otamendi e tira Falcao, no sentido claro de apelar á contenção e ao reforço claro das linhas defensivas, jogando em contra-ataque e pela certa, deixando somente Hulk como avançado mais adiantado, e usando Rodriguez e Belluschi ( agora encostado á direita) como médios-laterais, com menores funções ofensivas.

Nestes primeiros minutos da 2ªparte nota-se um claro ascendente do Besiktas, fruto do recuar geral da equipa portista e da vantagem numérica a nível de jogadores, ascendente esse que foi abruptamente quebrado pelo golo de Hulk aos 59 minutos, aproveitando a inépcia dos defesas turcos e ficando cara a cara com o guarda redes adversário, batendo-o com bom domínio e muita calma.

A equipa do Besiktas, após este segundo golo do FC Porto, continuava a tentar reduzir esta desvantagem, mas já com menos ímpeto, sinal claro que o golo de Hulk fez mossa na moral da equipa, e é óbvio que a maior posse e troca de bola era feita por parte dos turcos, mas defensivamente os portistas estavam sólidos, e mesmo quando o Besiktas conseguia porventura ultrapassar essa estrutura, pecava sempre no seguimento que dava ás jogadas elaboradas.

Aos 78 minutos, Hulk ( quem mais poderia ser ) mata o jogo e faz o 0-3, beneficiando de um grande passe de Belluschi, posiciona-se em frente á baliza, ainda tem tempo de sentar um defesa adversário, e com colocação e classe acaba definitavamente com as aspirações de recuperação por parte dos turcos.

Até final do jogo, verifica-se uma gestão de resultado por parte da equipa portista, sendo de realçar neste período somente dois momentos, o da expulsão desnecessária de Fernando aos 87 minutos ( para que é que foste agarrar a bola com as mãos quando caíste ao chão pensando que era falta.. ), e o do golo da consolação do Besiktas, marcado por Bobó aos 92 minutos.

Hulk: Fez gato sapato da defesa do Besiktas e fez mais uma exibição de encher o olho, como tem sido apanágio esta época aliás, culminando essa fabulosa exibição com dois golos que deram tranquilidade à equipa...é defacto "Incrível" este Givanildo, e vai ser difícil, por este andar, segurar os "tubarões" já na próxima reabertura do mercado.

Belluschi: Em todo o lado, literalmente...muito correu o argentino, a defender, a temporizar, a assistir, a desmarcar, foi sem dúvida o compasso desta equipa, um verdadeiro "pau para toda a obra", que teve ainda a mestria de assistir Falcao no 1º golo e Hulk no 3º golo.

Resumindo, a equipa valeu pelo colectivo, apesar de Hulk e Belluschi destacarem-se por várias razões, e valeu pela maneira como reagiram à adversidade de ficarem sem menos um jogador mais de metade do jogo e também à adversidade de terem uns adeptos adversários incansáveis no apoio à equipa do Besiktas...valeu igualmente por terem sabido "matar" o jogo na altura certa e manterem a coerência defensiva e de marcação.

Primeiro lugar isolado no grupo L da Liga Europa com 9 pontos em 9 possíveis, facto que deixa Villas-Boas certamente mais descansado quanto á questão de rotação do plantel e de descanso de certas peças do xadrez portista nesta competição com o intuíto de salvaguardar outras competições em que o FC Porto está envolvido.

Grande vitória, siga para a próxima.