O "Informático"














André Villas-Boas foi apresentado como treinador do Futebol Clube do Porto dia 4 de Junho de 2010, passados cinco meses e meio o inexperiente técnico contribuiu para a conquista de uma Supertaça, para a liderança na Liga, para a liderança do grupo da Liga Europa e mantém-se na Taça de Portugal.

Villas-Boas, foi inicialmente apelidado de informático de forma depreciativa, por tratar da análise estatística dos jogos quando trabalhava com Mourinho e por não ter experiência de “campo”.

O meu conhecimento sobre informática é bastante reduzido, mas quer-me parecer que para um informático o nosso treinador tem tratado bem da máquina

Chegou ao clube assumiu com distinção o papel de admin, executou o setup de uma cultura de vitoriosa e uma filosofia de valorização do clube e entrou num loop de vitórias.

No discurso de apresentação teve a astúcia não prometer o título nacional, contrariamente aos treinadores dos clubes rivais. Se Mourinho foi genial no contexto de 2002 ao garantir publicamente o título, Villas-Boas também o foi em não o assegurar no contexto de 2010, preferiu optar pela utilização de keywords motivacionais e coesivas como, passo a citar, “orgulho enorme”, “compromisso com a vitória”, “sucesso inerente à cultura do Futebol Clube do Porto” e com uma referência histórica própria repleta de portismo ao “Vencer desde 1893”.

Na programação da época foi à cache aproveitar algum do trabalho desenvolvido pelo treinador anterior, fez um upgrade no meio-campo, para o qual muito contribuiu um produto Apple recentemente adquirido (que de podre nada tem) e fez um update ao modelo de jogo com novos princípios que são as tag deste Porto.

Aproveitou os mal intencionados banners dos jornais e em vez de os enviar para o spam transforma-os instrumento motivacional na equipa, utilizando as Conferências de Imprensa como firewall para proteger os “seus” e como vírus para hackar os rivais. Foi sua a ideia de fazer o upload das suas conferências de imprensa na internet de forma integral.

As suas competências como observador de adversários, são uma mais-valia para fazer um scan aos seus adversários e detectar os bugs a serem explorados.

Este “Técnico de Informática” inexperiente desafiou “O Catedrático”. Roubou-lhe o GPS, deixou-os perdidos em campo e aderiu às redes sociais para lhes enviar um Hi5.

Villas Boas tem sido um hit no mercado internacional e esperemos que saiba a password para mais conquistas…


Mau "timing"...

...é o que se pode dizer desta notícia.

Má altura para o nosso "palito" se lesionar, primeiro porque já se tinha entrosado perfeitamente e categoricamente no esquema de AVB, depois porque esta lesão vem numa altura decisiva no  campeonato, dado que aproxima-se a visita a Alvalade e até ao natal queremos consolidar o nosso 1º lugar e manter esta senda de vitórias e boas exibições.

Não que não possamos continuá-la, é certo, mas agora impõe-se uma questão específica para o lado esquerdo da defesa para o resto dos jogos até ao natal : Rafa ou Fucile?

Não tenho dúvidas que ambos serão capazes de cumprir a função de substituir o Álvaro, mas a questão é outra mais pertinente, que é a de qual deles terá mais aptidões ou qual deles dará mais segurança ao treinador e adeptos para cumprir bem aquele papel?

É claro que o Rafa é um jovem com potencial e seria sempre a opção "natural" para essa posição, dado ser o outro defesa-esquerda de raíz da equipa, mas por outro lado, o Fucile já está à mais tempo no clube, tem mais minutos nas pernas, está mais entrosado no esquema de AVB, e além disso já ocupou por várias vezes aquela posição com sucesso, tanto no clube como na selecção.

Portanto, na minha simples opinião de adepto, eu apostaria no Fucile para a maior parte dos jogos até ao natal para aquela posição, e digo a maior parte, porque por exemplo, para o próximo jogo da taça com o Moreirense apostaria no Rafa, para lhe dar minutos e possibilidade de jogar e entrosar-se, para depois, no jogo de Alvalade, jogo de maior dificuldade e quiçá mais importante que este da taça, meter o Fucile.

Mas gostaria de ouvir mais opiniões. Manifestem-se Portistas.

Que recuperes depressa Álvaro.

Rodríguez: A "Cebola" podre



Cristián Rodríguez é Uruguaio, tem 25 anos e chegou ao FC Porto há 3 épocas, numa transferência bastante badalada, pois na época anterior á da transferência o "Cebola" tinha actuado no..Benfica. O FC Porto pagou, nada mais nada menos, que 7 Milhões de € por 70% do passe.

Em relação a isto, a questão que coloco é: será que se Rodríguez não tivesse vindo "directamente" do nosso maior rival, o FC Porto alguma vez daria 7 M€ por 70% do passe de um jogador que estava "encostado" no Paris Saint-Germain?


Tenho dúvidas.

Quanto aos números, e após uma observação algo superficial, facilmente chego a conclusão que a única boa época que Rodríguez fez de dragão ao peito, foi precisamente a primeira. O ano passado, actuou cerca de 1500 minutos. Ora, fazendo as contas, numa época que tem 40 ou 50 e tal jogos, ele jogou 17. Este ano, parece que vai pelo mesmo caminho.


Será que não é pouco, para um jogador que custou este preço, e que é um dos mais bem pagos do plantel (se não o mais bem pago, não estou a par disso) ?

Sim, é verdade que os jogadores não têm culpa das lesões que sofrem, ninguém mais que eles gosta de jogar á bola. Mas também não é menos verdade que Rodríguez se apresenta inúmeras vezes num estado de forma lastimável, principalmente devido aos "kilinhos" que traz a mais.

Isso denota uma grande falta de profissionalismo, que não devia acontecer num jogador como Rodríguez, que tem, ou devia ter, a responsabilidade de jogar num clube como o FC Porto.

Serão os churrascos no terraço do Mariano? :))


No que diz respeito ao aspecto meramente desportivo..bem..quanto a mim, o cenário é ainda pior.

Actualmente, Rodríguez tem jogado porque o FC Porto quer, simplesmente, despachá-lo. Isso para mim é evidente. Se ele não fosse um grande encargo principalmente a nível de salários para o nosso clube, tenho a certeza que jogadores como Ukra ou James Rodríguez teriam mais oportunidades do que actualmente têm.

Para colocar um jogador em campo que a única coisa que faz é receber a bola, olhar para o chão e correr até á linha de fundo para ganhar um canto/lançamento, o Rui Barros serve perfeitamente.

Ok, aceito que me digam que Rodríguez está há 3 anos a jogar fora de posição (ele é médio-ala, e tem jogado sempre a extremo). Aceito-o, mas a minha resposta é: se joga há 3 anos a extremo, já devia ter aprendido alguma coisa, não?!

A "Maçã" está bem e recomenda-se. Quem está podre é a "Cebola".