Sevilha teve mais encanto na hora da despedida



Sevilha já tinha encanto à chegada, mas à saída teve ainda mais. Um golo perto do final obriga o Sevilha a vir marcar 2 no Dragão.

23’ surgiu a primeira grande oportunidade de golo do FCP mas a cabeça de Medel apareceu no caminho do remate de James. Antes deste lance Rolando tinha desarmado Luís Fabiano na hora H e depois deste lance Rolando fez o mesmo a Kanouté.

O jogo teve parado uns 5 minutos, porque o senhor árbitro escocês andou perdido em campo à procura dos jogadores a quem mostrar o amarelo. Moutinho acabou por ser o injustiçado…

Aos 57 minutos Rolando antecipou-se a toda a defesa do Sevilha e esticou a sua longa perna para fazer o golo. Provavelmente em fora-de-jogo… 

8 minutos depois o Sevilha empata com Kanouté a usar a sua altura e o braço sobre Otamendi para ganhar vantagem e cabecear para a baliza. Este pinheiro do Mali não só marcou como empurrou a sua equipa para a frente com a sua passada larga, com os seus passes e com os seus remates perigosos. Um perigo!

Aos 85 minutos do jogo houve muito portista a gritar intensamente um golo importantíssimo para a eliminatória e o jogo terminou com um resultado generoso.



Notas individuais:

Rolando – teve alguns cortes providenciais e deu-se ao luxo de ir lá à frente mostrar como se faz. Regresso às boas exibições e com segurança, já não era sem tempo.

Guarín – Já pode ir para o twitter dizer que marcou um golo importantíssimo, pode não saber o que fazer para ganhar o estatuto de titular, mas tem sabido ser útil ao longo dos jogos.

Rodríguez – pode não estar nas condições ideais, pode não ter feito uma grande exibição. Mas é preciso ressalvar o grande mérito que teve no 2º golo. Não desistiu e isso foi muito! Teve ainda uma oportunidade de ficar isolado para fazer o 1-3, mas Hulk esqueceu-se de levantar a cabeça e vê-lo sozinho na esquerda.

Hulk – Apanhou gente rápida como ele e não lhe deram muito espaço para brilhar. Em alguns lances podia ter soltado a bola e com isso o ataque do FCP ficava a ganhar, mas Hulk é assim… para o mal e para o bem.

Foi o primeiro jogo da época em que senti que o FC Porto não foi superior ao adversário. Deixámos o Sevilha com muita bola e alguns remates perigosos, um misto de mérito e de sorte permitiu-nos vir para o Dragão com uma vitória.

Não deixa de ser prudente e importante que Villas-Boas na flash tenha reconhecido que o ataque contínuo e pelos flancos de Sevilha são armas poderosas. Também disse que quer tomar a iniciativa de jogo na segunda mão.

Kanouté, Navas, Luis Fabiano, Rakitic? Vamos continuar a ter respeito, mas não quer dizer que não façamos uma exibição autoritária.

Em Sevilha como se fosse a primeira vez!

O orgulho e a honra de Sevilha de 2003 por hoje está arrumado na gaveta. O orgulho direcciona-se todo para o Porto de 2010. Esta equipa estará lá pela primeira vez e deverá demonstrar o seu calibre...

Que façamos um GRANDE jogo! (e se não o fizermos, que Helton o faça...)

Penso que é quase unânime que os 11 guerreiros titulares deverão ser:
O seguríssimo Helton,
O assertivo Sapunaru,
O imperial Rolando,
O versátil Otamendi,
A locomotiva Álvaro,
O polvo Fernando,
O samurai Belluschi,
O organizador Moutinho,
O incrível Hulk,
O veloz Varela,
e o sagaz Falcao.

A dúvida é saber se teremos sagacidade no centro do ataque (acredito que sim!) e a locomotiva na esquerda (pouco confiante...). Mas individualidades à parte quem tem de entrar em campo é o NOSSO PORTO. Com pressão, rumo ao nosso destino...



Respeito o Sevilha e não tenho dúvidas que os andaluzes nos respeitam. Aqui não há ninguém assustado. Isto é um jogo de Champions! Não é uma eliminatória de parolos...

Pesos e medidas

Aquando da agressão de Jorge Jesus a Luís Alberto, os imparciais media afectos ao clube encarnado rapidamente vieram a terreno desvalorizar a situação. Um bate-boca, talvez um empurrão, mas agressão nunca.

O tempo é aliado da coerência e normalmente e não é preciso esperar muito para apanhar um trafulha. É a velha história do jogo da apanhada para mentirosos e coxos.

Na jogo de ontem entre o Milan e o Tottenham, Gattuso perdeu a cabeça e fez precisamente o mesmo que Jorge Jesus fez a Luís Alberto, ora vejam:

Gattuso - Jorge Jesus

É precisamente a mesma coisa. Com a mesma mão e tudo. Se um não passou de um bate-boca, talvez um empurrão, outro é claramente uma agressão:

"O capitão da equipa italiana agrediu o treinador adjunto dos Spurs" Está aqui
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