Passo GIGANTE para as meias!

Primeiro objectivo da época cumprido (Campeonato), segundo objectivo (Liga Europa) cada vez mais perto.

Acredito que hoje muitos dos adeptos que esperaram os jogadores até de madrugada na Alameda do Dragão, no domingo, estiveram presentes no estádio. Foi a continuação da festa.

Outra "manita" como dizem os nossos amigos "culés". 5-1 resultado final esta noite no dragão, 1ª eliminatória dos 4ºs finais da Liga Europa.



Entramos um pouco atordoados, ainda supostamente ressacados dos festejos da vitória "no campo sem luz", mas depois de uma excelente jogada colectiva, com um centro magnifico do Alvaro Pereira, para uma conclusão eficaz e espetacular do Falcao, lá entramos no jogo. Estava feito o primeiro!

Assumimos o jogo, o Spartak Moscovo (equipa superior ao CSKA, na minha opinião) baixou as linhas e focou-se apenas no contra ataque. Fomos assim para o intervalo, a ganhar 1-0, se bem que pelas oportunidades criadas, já se desejava um resultado mais dilatado.

Entramos com tudo na segunda parte. Varela, de primeira, finalizou uma jogada de futebol autêntico. Que lindo futebol que praticamos! Obrigado Villas-boas!

Depois, mais um golo de Maicon de canto. Tinha marcado à Académica, e hoje repetiu a dose. Esta é (jogo aéreo), para mim, uma das poucas características em que Maicon é superior a Otamendi. Hoje ficou no banco, não se entende bem porquê...

Logo após este golo, talvez galvanizada com os adeptos, a equipa desconcentrou-se e os Russos lá marcaram, mesmo com bastante sorte à mistura, numa das poucas oportunidades de golo que tiveram.

Eles vieram para cima de nós, e nós agradecemos, pois o nosso contra-ataque (entretanto refrescado, com a entrada de James e Cristian Rodriguez), como toda a gente sabe, é fortíssimo. Abriram-se espaços, e foi com naturalidade que dilatamos a vantagem no marcador. Falcao fez o seu segundo hattrick vestido de azul e branco, e teve direito a levar a bola de jogo para casa. Simplesmente um dos melhores goleadores que já passou no nosso clube!

Jogo com uma boa arbitragem, há que atribuir os Parabéns quando merecem.

Destaques:

Falcao: Para mim, melhor que Lisandro, muito mais eficaz, é um goleador nato!


Hulk: Pôs os russos de rastos na linha, faz do futebol um espectáculo. Aquela bola à trave no livre, era bonito que tivesse entrada..que pena!


Guarin: Guarin, Guarin, Guarin e mais Guarin: Parece que as pilhas deste jogador não acabam, um poder e força impressionantes! Está com o pé quente!

Fernando: Por favor, alguém que lhe ensine a chutar à baliza! É o melhor a fazer cortes, mas chutar como dizia um amigo meu "tá quieto!".

Helton: Um guarda-redes que faz duas posições: guarda-redes e libero! É mais um jogador. Com ele na baliza, o Porto joga com 12. Quanto a mim, é o melhor guarda-redes que passou pelo Futebol Clube do Porto. Alguém viu aquela assistência para o James? Fantástico!

Alvaro Pereira: "Que jogador"! Não consigo ver um jogo do Porto sem repetir esta expressão aí umas cinco vezes!

Tal como diz o título, hoje demos um passo gigantesco rumo às meias-finais, mas nunca se deve subestimar os adversários, princpalmente quando são bons de bola, com é o caso. O terreno lá é sintético, e viram-se bem as dificuldades que tivemos quando enfrentamos o CSKA. A bola circula muito mais lentamente o que não é propicio ao nosso futebol. Por isso, cuidado...

Antecâmara da contra-informação



Após a noite histórica vivida em pleno Estádio da (falta de) Luz, os responsáveis pelo Benfica mostraram a sua verdadeira cara, juntando-se à triste figura já antes realizada pelos seus adeptos, pela sua equipa de futebol e pela sua equipa de arbitragem.

O que se passou no dia 4 de Abril de 2011 não foi nada menos do que uma humilhação, das grandes e para o mundo inteiro ver.

Após o jogo o site do SLB publicou uma "reportagem" sobre o jogo, dizendo que apenas por manifesta falta de sorte não saíram vitoriosos. Não foi feito qualquer comentário relativamente ao facto do Porto se ter sagrado campeão, nenhum comentário sobre os adeptos, o apagão ou a arbitragem. Na realidade até o artigo acabou por desaparecer... o jogo deixou de existir, ou assim parece aos mais desatentos.

Já tinha ouvido alguns zunzuns sobre o assunto, mas quando ontem vi o Trio de Ataque não conseguia acreditar na lata do António-Pedro Vasconcelos. Em directo apresentou a santíssima trindade das mentiras, e recordem-se delas porque daqui a uns meses e anos seguintes esta será a "verdade" institucionalizada.

A verdade é a seguinte:

1. Os jogadores Portistas não entraram com as crianças pela mão

"O FC Porto equipa de azul e branco, toda a gente o sabe. Recusou, é verdade, entrar em campo com crianças equipadas à Benfica, porque, também toda a gente o sabe, sempre que se fazem este género de iniciativas, equipam-se as crianças com os equipamentos dos dois clubes e cada um entra em campo com as crianças com as cores adversárias. O Benfica recusou-o, como confirmou através da chamada telefónica que fez ontem para o programa Trio de Ataque. E dizer que tinha proposto, como alternativa, camisolas brancas ou cinzentas só mostra hipocrisia. A última coisa que esperávamos era que se instrumentalizassem crianças, mas há, de facto, quem não tenha limites à estupidez."


2. O Porto também apagou as luzes do estádio do Dragão, aquando da derrota na 1ª mão da taça de Portugal

"É mentira e quem o diz, caso não se retrate, só tem um nome: mentiroso. (...)

(...) A atestar a verdade podem ser questionados os senhores António Albino, secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol e benfiquista, e Rui Pereira, chefe de segurança do Benfica. Ambos, na companhia de Luís Silva, Director de Campo do FC Porto, deslocaram-se mais de uma hora depois do final do jogo e já depois da saída do estádio dos adeptos do Benfica, ao sector visitante para contabilizarem os estragos causados pelas claques ilegais do Benfica. Estes senhores podem atestar que nessa altura as luzes continuavam ligadas. Mas com certeza que também os próprios jogadores do Benfica – ou a polícia –, podem atestar que a iluminação se manteve a funcionar."


3. O Benfica deu tempo mais do que suficiente para os jogadores do Porto festejarem antes de apagar a luz

Com os meus cumprimentos, seguem então a imagem no momento em que é apitado para o final do jogo e o momento em que as luzes se apagam e os aspersores iniciam.


Passaram 2 minutos e 15 segundos....

Está oficialmente publicada a verdade, esforço inglório porque a nossa voz é pouca, mas quem sabe, quem sabe...

P.S. - Mais uma grande prestação do nosso Miguel Guedes..

Festas de Lisboa

Este não era um jogo normal, por muito que quiséssemos fazer crer que sim.

Entre os Benfiquistas havia dois lados: Se os havia que consideravam que o Porto seria um justo campeão, ainda que por demérito do Benfica, do seu treinador e do seu guarda-redes, também outros havia que choravam as arbitragens que de acordo com a sua interpretação lhes haviam roubado o titulo. Independentemente do partido, todos tinham o mesmo espírito, o Benfica ia provar em campo quem era o melhor. Pessoalmente, eu e outros dragões lisboetas mantínhamo-nos sossegados, até porque ganhar na casa dos rivais não é tão comum quanto isso e o campeonato mais cedo ou mais tarde seria nosso. Uns quantos emails com a temática “reservado” e pouco mais se foi fazendo.



Chegada a hora do jogo, juntámo-nos no restaurante do costume, 5 Portistas e… muitos Benfiquistas (alguns Sportinguistas também). Fomos ouvindo bocas e provocações e fomos aquecendo as ganas de “calar esta malta”. O campeonato estava ganho, e era justo, mas era preciso prová-lo, outra vez… porque a supertaça não foi suficiente, porque os 5-0 não foram suficientes, porque o evidente nunca é evidente.

A comunicação social fez o seu trabalho de casa ao longo do ano. O Benfica era uma vitima, o Porto um privilegiado, rodeado por adeptos violentos, sem eira nem beira. O jogo começa, e desde logo os nossos foram insultados, vaiados e… agredidos por uma chuva de bolas de golfe e de bilhar. Tinha caído um mito, afinal os adeptos Benfiquistas também mandam bolas. Não muito tempo antes outro mito havia caído quando dezenas de adeptos Benfiquistas agrediram polícias e jornalistas na ânsia cega de carregar sobre os adeptos Portistas. Na noite anterior, outro mito havia caído quando tentaram mais uma vez apedrejar o autocarro do agora campeão nas portagens de Alverca.

Cabia agora aos jogadores Portistas fazer cair mais um mito: o da melhor equipa Portuguesa. E caiu mesmo! Minuto a minuto, o Porto não era só melhor, era muito melhor. Troca a bola, pressiona alto, é mais equipa, é mais madura, tem melhores individualidades, preparação física, banco e até melhor treinador. Em campo mostrava porque tem mais golos marcados, menos sofridos, não tem derrotas e apenas 2 empates… e tudo isto sem precisar de 11 penalties e 17 expulsões.

Aos Benfiquistas caiu-lhes tudo ao chão… a arbitragem foi tendenciosa, os jogadores violentos, os adeptos selvagens e a direcção… enfim… esteve ao seu nível. Não ficou um único mito em pé, tudo caiu na mesma noite, deixando até o mais cego adepto sem argumentação… ou quase, fora do nosso grupo, alguns adeptos saíram porta fora vociferando impropérios em todas as direcções.

Lá fomos em direcção ao centro, já só 2, porque os outros não estavam para arriscar o pescoço, e tinham alguma razão. O nº de pessoas a festejar era significativo, mas a cada carro que abrandava, era um arrepio na espinha… lá voava um impropério, uma garrafa, uma pedra… havia jornalistas lá no meio, mas nem um referiu este facto que leva a que muitos Lisboetas Portistas não saiam à rua, não passeiem de camisola vestida e não festejem como querem e merecem.

Enfim…

Para a história fica que no meio da penumbra da cestinha do pão, houve uma luz que brilhou intensamente, a nossa!!

Conquistámos o campeonato, o jogo, o estádio e tudo o que mais houvesse para ganhar nessa noite. Fomos grandes, somos grandes, somos campeões!

A lua iluminou a nossa festa, os aspersores foram garrafas de champanhe e ao melão do Dragão do ano passado juntámos o cabeção da Luz este ano.

Que grande e bela noite Lisboeta!
(e que pena não ter levado máquina)