Uns furos abaixo

O Porto este ano está efectivamente muito, muito forte, e penso que é legítimo dizer que começamos também a acreditar que a equipa técnica tem capacidade para levar esta campanha a bom Porto.

Com jogadores como Hulk, James, Moutinho, Helton, Rolando, A. Pereira, Guarin, Fernando, etc., o nosso 11 é fortíssimo, talvez não ao nível de um Barcelona ou um Real, mas ao nível de muitas das grandes equipas mundiais.

O banco também é forte, com nomes como Varela, Defour, Belluschi, Fucile ou Rodriguez, sem esquecer as expectativa criadas pelo puto Iturbe – aparentemente a levar o mesmo tratamento que o James levou o ano passado – e pelos caríssimos Alex Sandro e Danilo, e sem esquecer Mangala, até porque um central internacional Francês normalmente é sinal de alguma qualidade.

Provavelmente por esta altura estarão a pensar que não concordam com jogadores que eu considero 11 ou banco, mas isso apenas demonstra a força do plantel.

Ainda assim, há jogadores que na minha opinião estão uns furos abaixo dos restantes, e que sinceramente não acho que tenham lugar num Porto Europeu.

E passo a nomear:

  1. Rafa – É um jogador simpático, e um dos poucos Portugueses do plantel. Teve azar de se ter lesionado com muita gravidade quando finalmente teve espaço no plantel, mas ainda assim do que vi não me pareceu uma alternativa credível ao Álvaro Pereira.
  2. Souza – O ano passado até começou bem, mostrou bons pormenores e muito pouca cultura táctica. O Fernando tem defeitos, mas ainda assim é demasiado superior ao Souza.
  3. Walter – Falta de habituação, excesso de peso e agora problemas familiares. Os motivos vão variando, mas a consequência é a mesma, não é uma aposta. E se não é uma aposta, porque raio está no plantel?
  4. Djalma – O novo Alan. Não acrescenta nada a um plantel que tem Hulk, James, Varela, Rodriguez e Iturbe.
  5. Bracalli – Não está ao nível de Beto, muito menos ao nível de Helton. Dúvido muito que este ano exista rotatividade na baliza.
  6. Maicon – O melhor para último. Sinceramente, durante quanto mais tempo vamos continuar a acreditar que o Maicon ainda chega lá? Ele tem tudo, capacidade física, altura, velocidade, etc., mas posicionalmente é péssimo! Os erros são muitos, mas há 2 que repetidos à exaustão: Falha de marcação nos cruzamentos vindos de bolas paradas e deixar-se antecipar por algum jogador que aparece pelas costas sempre que a bola pinga à frente dele. Já chega, não?


Há casos que aparentemente estão resolvidos, tais como Rafa e Souza, que com a chegada de Alex Sandro e Danilo deverão perder o pouco espaço que tinham na equipa. O mesmo se passa com Djalma, que aos poucos será substituído por Iturbe. As situações mais graves estarão na baliza, onde Bracalli não é suplente credível, na defesa, caso Mangala não se afirme e, obviamente, no ataque, onde Kléber ainda está tenrinho e o Walter não conta.

Ainda assim, não posso deixar de pensar que é um luxo achar que o único problema da equipa é termos uns suplentes uns furos abaixo.

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Uma espécie de Dragon Force Brasil

Começou esta quinta-feira o Centro de Treinos Dragão, com um milhão de metros quadrados, que tem Carlos Alberto Silva como director-técnico e que vai formar centenas de jovens

O F.C. Porto deu o passo decisivo para a construção de um projecto megalómano no Brasil: trata-se de um centro de treinos para formação de jogadores que se estenderá por... um milhão de metros quadrados. Chama-se Centro de Treinos Dragão e fica situado em Pará de Minas, em Minas Gerais.

Por detrás desta academia está Carlos Alberto Silva: o antigo treinador do F.C. Porto e da selecção brasileira idealizou o projecto, fez-se à estrada da vida e congregou vontades para colocar em cima de pilares a obra. O F.C. Porto recebeu de braços abertos a ideia e assegurou de imediato o projecto.

Quinta-feira foi dado o passo decisivo com a assinatura do protocolo de construção da academia. Carlos Alberto Silva falou ao Maisfutebol e frisou que é um sonho concretizado. «Já tinha a ambição de construir este Centro há muitos anos. Desde que deixei de treinar que comecei a trabalhar nisto».


Da parte do F.C. Porto, garante, recebeu o entusiasmo. «Falei com Pinto da Costa e ele abraçou de imediato o projecto. Comprou a ideia e disse que este projecto não podia ser de mais de ninguém, se não do F.C. Porto.» Esse foi de resto só o primeiro passo. «Deu um apoio muito grande em tudo.»

Contrariamente ao que chegou a ser dito, porém, Carlos Alberto Silva garante que este projecto não vai custar um investimento directo do F.C. Porto. Inicialmente foi referido que o clube ficaria responsável pela construção do estádio do Centro com capacidade para 15 mil pessoas. Tudo falso.

«O F.C. Porto não vai investir dinheiro, pelo menos não directamente, na construção», referiu. «O clube entra apenas com o know-how: dá o nome, dá a credibilidade, dá meios humanos e dá organização. O nosso pessoal vai estagiar no Porto e o F.C. Porto vem cá executar todas as ideias.»

Azul da cabeça aos pés

O nome do F.C. Porto foi de resto fundamental para conseguir colocar o projecto de pé. Um projecto que se estende, repete-se, por um milhão de metros quadrados, com um estádio para 15 mil pessoas, dez campos de futebol dentro do centro, mais três no exterior, e um hotel para centenas de jovens.

«É uma obra ambiciosa e que será motor de desenvolvimento da região. Vai criar mil postos de trabalho.» Por isso recebeu apoios do governo brasileiro, do governo regional e de várias empresas. O município, por exemplo, comprou o terreno por cerca de um milhão de euros e deu-a ao projecto.

«Quero formar para o F.C. Porto uma grande quantidade de jogadores do nível jovem, até à categoria júnior, e de nível intermédio, que são os sub-20. Queremos aproveitar o talento natural brasileiro, dar-lhe o método do Porto e formar grandes jogadores.»

De resto, o F.C. Porto dá o nome, dá o know-how e fica com um corpo de centenas de jovens para recrutar. «O F.C. Porto tem toda a primazia. Sempre que quiser um jogador, é só vir cá buscá-lo e pagar uma pequena indemnização ao Centro. Se não quiser, aí podemos negociá-los com outros clubes.»

Por fim, perguntou-se a Carlos Alberto Silva se tinha o sonho de ver um jogador formado no Centro de Treinos Dragão na selecção brasileira. «Tenho o sonho de ver muitos jogadores formados aqui no F.C. Porto, isso sim. O apoio do clube e a amizade de Pinto da Costa foram fundamentais neste projecto.»


in MaisFutebol






Regresso em grande!

Foi com uma vitória que assinalamos o regresso à competição que "está na nossa natureza", tal como dizia o slogan do clube na imagem publicitária a esta partida. Os ucranianos têm um conjunto de jogadores muito bons, principalmente do meio-campo para a frente onde o samba brasileiro causa problemas a imensas equipas por essa Europa fora. Curiosamente, o jogador que eu considerava ser um dos mais importantes, Douglas Costas, não alinhou.


Bom, vamos ao que interessa, a vitória do FC Porto. Entrámos bem na partida, a mandar e a tentar chegar cedo ao golo. Numa boa combinação entre James e Hulk, o defesa ucraniano derrubou dentro de área "El Bandido" e o árbitro assinalou penalti. Hulk teve pontaria a mais e acabou por acertar no poste. 


Como se não bastasse, os ucranianos logo a seguir tiveram um brinde de Hélton que não conseguiu segurar o remate de Willian, permitindo a Luiz Adriano acabar o serviço e fazer o 0-1.


O Shakhtar Donetsk acabou aqui. O Porto foi para cima do adversário e acabou por chegar ao empate num autêntico balázio do incrível!

Na segunda parte, novamente mais Porto. James Rodríguez mais uma vez no corredor esquerdo, faz o que quer de Srna e assiste Kléber que só tem de encostar. Estava feita a remontada e o mais difícil. A partir daqui, os ucranianos reduzidos a 10 unidades e, mais tarde, a 9, limitaram-se a defender enquanto que o Porto controlava a partida com trocas de bola no meio-campo ofensivo.

Destaques:

James Rodríguez: Começam-me a faltar as palavras para descrever "El Bandido". Mais uma grande exibição! Para mim, o melhor em campo na noite milionária.

Defour: Voltei a gostar muito do que vi. Grande entrega ao jogo e nota-se que já tem uma dinâmica interessante com a equipa. Acredito que daqui para a frente tenha um papel preponderante no plantel.

Maicon: Eu sou um defensor do Maicon. Acredito no seu potencial, mas porra, há lances em que é impossível mesmo. Lembro-me por exemplo de um lance dividido no ar em que o avançado do Shakhtar apenas se desvia e o Maicon deixa-se ficar. Ainda tem de comer muita sopa...

Assim foi o nosso regresso. Entrámos com o pé direito, a ganhar, com 3 pontos e na liderança do grupo (repartida com o APOEL) Na próxima jornada iremos até São Petersburgo defrontar o Zenit do nosso bem conhecido, Bruno Alves, que foi expulso e não nos irá defrontar.