Chuva de golos

Após um jogo menos conseguido contra o Apoel a mini-revolução de hoje deu algum resultado… Belluschi, Defour e Varela empenhados em ganhar um lugar deram mais dinâmica ao jogo ofensivo, hoje e com um meio campo liderado por Belluschi criou-se mais linhas de passe houve mais dinâmica e dinâmica era o que precisávamos!



Não chegou a ser uma grande exibição, mas já foi suficientemente positiva para deixar-nos satisfeitos. E a não conformação com o 1-0… com o 2-0… com o 3-0… ajuda a que a equipa ganhe mais confiança.
Se foi jogada inteligente de Vítor Pereira sentar “intocáveis” no banco, não sei, isso vai depender das razões de detrás dessa opção. Mas que foi uma atitude corajosa, isso foi.

E os “castigados” que entraram, entraram bem. Destaque para o altruísmo de Moutinho no golo de Kléber e outro passe para o golo de classe do nosso Hulk oriundo dos países nórdicos.

16 remates, 8 direccionados à baliza, 5 entraram…

1 - 0       23'          Defour
2 - 0       40'          Walter
3 - 0       67'          Cristian Sapunaru
4 - 0       90'          Kléber
5 - 0       90'          Hulk

Mangala mostrou potencial. Foi quem mais bolas recuperou, 19.
Defour somou mais pontos na consideração dos portistas, entrega e eficácia de passe (91%)
Walter fez um golo e uma assistência, nada mau e lá vai trabalhando com afinco…

No post sobre o último jogo escrevi que “Ou melhoramos ou então arriscamo-nos a ficar... iguais, e isto não é bom.” Houve melhoria, agora é preciso no mínimo (!) manter o nível exibicional. Regularidade lá em cima, no topo do rendimento.

Resultado final superior à exibição de hoje.
Exibição de hoje superior à de quarta.
Abençoada chuva.


Desgovernados

Tal como a economia do nosso país, a nossa equipa hoje esteve: desgovernada.

Ambição, organização e sensatez quase nulas.

Jogadores demasiado posicionais. Ninguém procurou criar linhas de passe como devem ser criadas em equipas de topo, tudo à espera que o colega do lado resolvesse a questão.

Se existem muitos "bonecos cor de laranja" na zona da bola, se queremos virar o lado do jogo viramos rapidamente para não dar tempo para o adversário reorganizar-se. Se demoramos muito tempo os "bonecos cor de laranja" vão estar sempre no caminho da bola... serão sempre pedras no caminho para a baliza...

Um golo em que o meu agradecimento vai todinho para o guarda-redes adversário.

Descontrolo emocional que resultou em 7 cartões amarelos (e Kléber poderia ter visto um segundo). Guarín estava todo arisco.

Treinador com olhar nervoso como é seu apanágio com mais substituições geradoras de desconfiança.

Guarín a errar passes como antigamente, Álvaro Pereira a cruzar para os adversários, Hulk a não ter a capacidade de ver que se der mais largura ao ataque cria espaços na defesa contrária. 

Não vencemos e merecemos este resultado. Por muito que custe e por muito “domínio” que tenhamos tido, se não existirem mudanças de velocidade não criaremos perigo, não serve de nada ter posse de bola se essa posse não for para criar instabilidade na organização defensiva do oponente.

Costumo ser paciente, costumo defender a equipa, mas hoje não me apetece… Por esta altura, já era tempo desta equipa ser categórica e de marcar uma posição. 

Com esta exibição/resultado colocámo-nos numa posição de vulnerabilidade na classificação do grupo e demos ânimo aos nossos adversários directos do campeonato português. Ou melhoramos ou então arriscamo-nos a ficar... iguais, e isto não é bom.


Direito de resposta

Não compro jornais desportivos, aliás, o único jornal que compro é o Expresso, e é porque é uma vez por semana e tem conteúdos muito para além do jornal.

Tudo o resto leio através da Internet, dos telejornais e das redes sociais. De uma forma ou de outra, recebo a informação toda, porque esta espalha-se de forma viral. Infelizmente o FC Porto ainda não percebeu isso.

Dito isto, ao que parece o mui imparcial e independente Fernando Guerra, lá lançou mais uma dose de veneno anti-portista. Obviamente não tive oportunidade de ler, mas pelo que percebi terá a ver com o Dragão de Ouro para André Villas Boas, o que na sua Augusta opinião belisca Vítor Pereira. Aparentemente, terá também criticado o facto do Porto ter começado o jogo da taça sem nenhum Português...

Obviamente, é preciso ser atrasado mental para achar que um prémio relativo à época anterior melindra o treinador actual, que nunca poderia ter sido sequer nomeado para o prémio. Também é verdade que alguém que bajula um clube Português que em todos os jogos entra sem nenhum Português, ficar chocado quando isso acontece com outro clube, é caso clínico. Mas não se pode menosprezar estes recados que são tudo menos inocentes.

Pela frente LFV vai dizendo que o Benfica só se preocupa consigo, porque sabe que por trás tem os seus estafetas de serviço a espalhar a "boa nova". Por estúpidos que sejam, estes artigos causam impacto porque a maioria não quer um raciocínio lógico, prefere lixo, quer boca rasca, e o Guerra faz-lhes a vontade.

O que faz o Porto? Faz isto: Guerra e Paz

Se a entrada do Francisco J. Marques trouxe um Português mais correcto, e o terminar das inenarráveis Labaredas, a verdade é que trouxe pouco mais. Estes comunicados são muito bonitos mas não chegam a lado nenhum. Não há um jornal que os publique, não há um telejornal que os leia, inclusive a grande parte dos adeptos não chega a vê-los.

Existe uma coisa que se chama Direito de Resposta, que cabe a qualquer pessoa singular ou coletiva, organização, serviço ou organismo público, bem como ao titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público de responder, nas publicações periódicas, a qualquer facto ou acusação que tenha sido objeto de referência, ainda que indirecta, e que possa afectar a sua reputação e boa fama.

Ou seja, estas respostas podiam ser publicadas directamente no Pasquim. Isto sem falar de muitas outras formas de comunicação. Vídeos virais, redes sociais, tweets, e afins.

Em vez disso, a SAD do Porto comporta-se como uma criança que foi vítima de Bullying na escola e vai para casa resmungar no seu quarto, com as portas e as janelas fechadas.

O Porto é uma potência desportiva e uma máquina em termos de organização, mas peca de forma vergonhosa numa área tão importante como a comunicação. Entretanto, vai deixando sucessivamente os treinadores desprotegidos contra uma comunicação social mal formada e desonesta, sempre na expectativa que Pinto da Costa mande umas bocas para os meter na ordem.