As fofocas mal intencionadas
Há vários dias consecutivos que a Srª Rádio, a Srª televisão e os Srs. jornais só falam em “cunhado” isto, “cunhado” aquilo, “cunhado aqueloutro. O facto de estarem sempre a bater na mesma tecla há pelo menos 5 dias não pode deixar de ter uma razão escondida.
São fotos, são histórias do passado, é a entrevista ao sogro de um que é o pai do outro, é a utilização da palavra "cunhado" 7 vezes num espaço noticioso (estou a falar do "Desporto Antena 1" de ontem à hora do almoço). Fazem de tudo para chamar à atenção.
Se tudo correr dentro da normalidade no jogo de hoje preparem-se para ouvir falar em favorecimentos, “O cunhadinho lá deu uma vitória ao Porto” ou “Aquilo lá foi resolvido entre família”. Oxalá que os medíocres tenham razões para proferir este tipo de frases… é sinónimo de vitória.
O Luís Miguel é tão cunhado de Vítor Pereira quanto Vítor Pereira é cunhado de Luís Miguel. E cada clube tem os seus objectivos.
Entretanto, e após o regresso às boas exibições do nosso Polvo. Lá apareceu esta notícia nos jornais vermelhos: “Fernando quer sair” Cada um que faça o seu juízo…
Dragões de Ouro
Na noite de ontem a enorme família de campeões juntou-se para a Gala de atribuição dos Dragões de Ouro. O destaque foi para as conquistas do futebol, algo habitual, mas que nem por isso considero que deva ser normal. Na hora de ganhar, na hora de ser Porto são todos iguais, todos trabalham com rigor e dedicação independentemente de serem mais ou menos mediáticos e de terem mais ou menos casas decimais no salário.
No momento de entrega do Dragão de Ouro ao treinador da época passada, a maior parte do público aplaudiu convictamente, mas ainda ouvi meia dúzia de assobios. Foi quem teve a maior ovação da noite, mas não deixa de ter sido o único a ouvir assobios… Acabou por ter um bom discurso repleto de portismo, no entanto, por casa frase bem dita que dizia pairava no ar um fedor a incongruência, a traição e hipocrisia (se calhar foi só eu que senti isto…).
Sobre o ex-treinador, Pinto da Costa disse:
"Fico muito feliz por o Dragão de Ouro de treinador ter sido atribuído por unanimidade a quem não podia deixar de ser. A ti, André, quando um dia escreveres as tuas memórias, dá-lhe o título "A minha cadeira de sonho" porque sei que essa foi a tua cadeira de sonho e que o disseste com o amor que tens ao FC Porto. Será sempre a tua cadeira de sonho que te fará sentar em muitas outras cadeiras. E se as escreveres nos próximos 30 anos, se quiseres, faço o prefácio”.
Não deixa de ser um discurso de compreensão e conformidade com a sua saída, mas simultaneamente existe ali um avisinho de que dificilmente encontrará um lugar de sonho como teve no Dragão.
O futuro vai decidir.
"Fico muito feliz por o Dragão de Ouro de treinador ter sido atribuído por unanimidade a quem não podia deixar de ser. A ti, André, quando um dia escreveres as tuas memórias, dá-lhe o título "A minha cadeira de sonho" porque sei que essa foi a tua cadeira de sonho e que o disseste com o amor que tens ao FC Porto. Será sempre a tua cadeira de sonho que te fará sentar em muitas outras cadeiras. E se as escreveres nos próximos 30 anos, se quiseres, faço o prefácio”.
Não deixa de ser um discurso de compreensão e conformidade com a sua saída, mas simultaneamente existe ali um avisinho de que dificilmente encontrará um lugar de sonho como teve no Dragão.
O futuro vai decidir.
Os Dragões de Ouro:
• Atleta do Ano: João Moutinho, a maçã de ouro.
• Futebolista do Ano: Incrível Hulk
• Atleta de Alta Competição do Ano: O Homem da casa, Reinaldo Ventura
• Atleta Amador do Ano: Manuel Santos Oliveira (Bilhar)
• Atleta Jovem do Ano: Christian Atsu (no discurso o nosso presidente depositou confiança neste jovem)
• Atleta Revelação do Ano: “El bandido” James Rodríguez
• Técnico do Ano: AVB
• Projecto do ano: Dragon Force
• Parceiro: Unicer
• Funcionário do Ano: Rui Carvalho (Team-manager do futebol)
• Sócio do Ano: Paulo Teixeira Pinto
• Dragão de Honra: Manuel Salgado, arquitecto do Estádio do Dragão e do Dragão Caixa
• Filiais e Delegações do Ano: Casa do FC Porto de Alfâdega da Fé (Nacional) Casa do FC Porto da Venezuela (Internacional)
• Recordação do Ano: Eterno Pôncio Monteiro
• Carreira: Celestino Oliveira (técnico de manutenção do estádio)
• Dirigente do Ano: Ilídio Pinto (Hóquei em Patins)
Chuva de golos
Após um jogo menos conseguido contra o Apoel a mini-revolução de hoje deu algum resultado… Belluschi, Defour e Varela empenhados em ganhar um lugar deram mais dinâmica ao jogo ofensivo, hoje e com um meio campo liderado por Belluschi criou-se mais linhas de passe houve mais dinâmica e dinâmica era o que precisávamos!
Não chegou a ser uma grande exibição, mas já foi suficientemente positiva para deixar-nos satisfeitos. E a não conformação com o 1-0… com o 2-0… com o 3-0… ajuda a que a equipa ganhe mais confiança.
Se foi jogada inteligente de Vítor Pereira sentar “intocáveis” no banco, não sei, isso vai depender das razões de detrás dessa opção. Mas que foi uma atitude corajosa, isso foi.
E os “castigados” que entraram, entraram bem. Destaque para o altruísmo de Moutinho no golo de Kléber e outro passe para o golo de classe do nosso Hulk oriundo dos países nórdicos.
16 remates, 8 direccionados à baliza, 5 entraram…
1 - 0 23' Defour
2 - 0 40' Walter
3 - 0 67' Cristian Sapunaru
4 - 0 90' Kléber
5 - 0 90' Hulk
Mangala mostrou potencial. Foi quem mais bolas recuperou, 19.
Defour somou mais pontos na consideração dos portistas, entrega e eficácia de passe (91%)
Walter fez um golo e uma assistência, nada mau e lá vai trabalhando com afinco…
No post sobre o último jogo escrevi que “Ou melhoramos ou então arriscamo-nos a ficar... iguais, e isto não é bom.” Houve melhoria, agora é preciso no mínimo (!) manter o nível exibicional. Regularidade lá em cima, no topo do rendimento.
Resultado final superior à exibição de hoje.
Exibição de hoje superior à de quarta.
Abençoada chuva.
Exibição de hoje superior à de quarta.
Abençoada chuva.
Desgovernados
Tal como a economia do nosso país, a nossa equipa hoje esteve: desgovernada.
Ambição, organização e sensatez quase nulas.
Jogadores demasiado posicionais. Ninguém procurou criar linhas de passe como devem ser criadas em equipas de topo, tudo à espera que o colega do lado resolvesse a questão.
Se existem muitos "bonecos cor de laranja" na zona da bola, se queremos virar o lado do jogo viramos rapidamente para não dar tempo para o adversário reorganizar-se. Se demoramos muito tempo os "bonecos cor de laranja" vão estar sempre no caminho da bola... serão sempre pedras no caminho para a baliza...Um golo em que o meu agradecimento vai todinho para o guarda-redes adversário.
Descontrolo emocional que resultou em 7 cartões amarelos (e Kléber poderia ter visto um segundo). Guarín estava todo arisco.
Treinador com olhar nervoso como é seu apanágio com mais substituições geradoras de desconfiança.
Guarín a errar passes como antigamente, Álvaro Pereira a cruzar para os adversários, Hulk a não ter a capacidade de ver que se der mais largura ao ataque cria espaços na defesa contrária.
Não vencemos e merecemos este resultado. Por muito que custe e por muito “domínio” que tenhamos tido, se não existirem mudanças de velocidade não criaremos perigo, não serve de nada ter posse de bola se essa posse não for para criar instabilidade na organização defensiva do oponente.
Costumo ser paciente, costumo defender a equipa, mas hoje não me apetece… Por esta altura, já era tempo desta equipa ser categórica e de marcar uma posição.
Com esta exibição/resultado colocámo-nos numa posição de vulnerabilidade na classificação do grupo e demos ânimo aos nossos adversários directos do campeonato português. Ou melhoramos ou então arriscamo-nos a ficar... iguais, e isto não é bom.





