Cinquenta e Três














É isso. Já lá vão 53 jogos sem sentir o sabor da derrota no campeonato. Cinquenta e três. Igualamos ontem o recorde de Bobby Robson, e estamos a 3 jogos de igualar o recorde nacional, que pertence ao Benfica do tempo da ditadura.

Ontem não foi fácil. Não fosse o pé esquerdo do Álvaro, e provavelmente o título desta crónica teria de ser outro. Tal como os treinadores disseram, também acho que o resultado aceita-se.

A primeira parte foi bem disputada, bola lá bola cá, um jogo agradável de seguir, ao contrário do que dizem a maior parte dos jornais. O MaisFutebol até diz "jogo fraco e sem emoção"..não percebo, não devem ter visto o mesmo jogo que eu.

A segunda-parte foi toda nossa. Estivemos quase sempre por cima no jogo, e as oportunidades do Sporting acabaram por surgir em lances um pouco fortuitos. Não sei se fui o único a ficar com essa sensação, mas por vezes o jogo parecia estar partido, sem que nada o fizesse prever. Muito espaço no meio-campo e na frente, pouca pressão. De lado a lado..













Em relação às exibições individuais, para mim o melhor em campo foi Fernando. Um monstro. Quando está com a cabeça no sítio, não há hipótese..ninguém passa pelo Polvo.

Moutinho também fez um belo jogo, São Helton safou-nos duas ou três vezes, Hulk e Rodríguez também estiveram bem. Aliás, em relação a este último, algo se passou nas férias. Apareceu mais magro e menos "cavalo", notou-se logo a diferença. Vamos ver quanto tempo dura assim..

Por outro lado, deixo uma nota em relação a Rolando. Não fez um jogo mau, mas errou em lances que estavam aparentemente controlados, de forma infantil. Aliás, a melhor oportunidade do Sporting no jogo (a que o Álvaro tira em cima da linha), nasce precisamente de um lançamento lateral "oferecido" pelo Rolando quando se pôs a inventar com o Insúa. Não pode acontecer...

Concluíndo, creio que acabamos por fazer um bom jogo. O resultado aceita-se, e acaba por ser razoável para nós. Faltou-nos quem metesse a bola lá dentro...


Sem desculpas!



Primeiro jogo do ano.


Prontos para uma enorme exibição?!

Não quero desculpas, disto ou daquilo. Quero um interminável espírito de sacrifício, provas de que somos realmente superiores e ambição em fazer um grandíssimo jogo.

Um jogo inteligente, em que seremos capazes de saber ter paciência e circulação da bola. E nos momentos certos… finalizar as jogadas com convicção e intensidade.

Entrega! Inteligência! Persistência! Em cada lance, em cada jogada um jogo de equipa.

Vamos com a missão de mostrar que somos uma equipa forte e temos de prová-lo dentro de campo.

Quando o nosso adversário entrar no nosso meio-campo tem que ter um jogador a pressionar-lhe e atrás dele toda uma equipa pronta para ajudá-lo e a fechar qualquer linha de passe que possa existir.

No ataque, sermos grandes, não deixar o jogador que tem a bola resolver sozinho, é preciso dinâmica e movimentações para a bola poder fluir, criar dificuldades à defesa adversária!

Não jogamos em casa, mas eles têm de ficar com medo da nossa coragem, da nossa organização e da nossa atitude.



Equipa B




No passado dia 14 de Dezembro, a Assembleia Geral da Liga de Futebol Profissional aprovou a criação das equipas B, entrando as mesmas directamente para a Liga Orangina. Em termos organizativos e funcionais das equipas B, destaco as seguintes regras:

  • Deverão fazer constar da ficha de jogo, um número mínimo de dez jogadores formados localmente, entre os 15 e os 21 anos de idade;
  • Se um jogador, em representação da equipa principal tiver sido sancionado com cartões amarelos (em série ou por duplo amarelo) ou com cartão vermelho, não poderá alinhar pela equipa B, tendo o castigo de ser cumprido no jogo seguinte da competição em que a equipa principal esteja envolvida, de modo a evitar que as equipas B sirvam para “limpar cadastros” do campeonato principal;
  • A idade máxima dos jogadores das equipas B será de 23 anos e mínimo de 16, à excepção de três, que poderão actuar sem limite etário. Estas restrições aplicam-se à ficha de cada jogo e não ao plantel.

Existe aqui muita matéria para comentar e para se debater sobre qual a importância desta equipa no futuro próximo do FC Porto, mas existem à partida alguns dados que me parecem relevantes tendo em conta as vantagens que se podem obter:

  • Espaço de formação entre os juniores e os seniores fica preenchido, não havendo a lacuna que agora existe, dando ritmo competitivo a jogadores jovens, que irão continuar a evoluir no seu clube de origem e com um nível competitivo mais elevado;
  • Jogadores que saem dos juniores com 18/19 anos “perdendo-se” em consecutivos empréstimos, passam a ter um espaço próprio antes de completarem o último passo da formação que acredito continuará a ser o empréstimo a uma equipa de primeira liga antes de voltarem ao FC Porto;
  • Para além da formação de jogadores, a formação de treinadores da casa será importantíssima, recordo que antes da extinção da nossa equipa B, o treinador era o Domingos Paciência;
  • Será excelente para diminuir o contingente de jogadores emprestados pelo FC Porto e mesmo na compra de “contentores” de sul-americanos duvidosos;
  • Promoção do jogador português na formação e, consequentemente, na equipa principal;

Mesmo com um orçamento (fala-se) de 2/3 M€, numa altura de “vacas magras”, acredito que a equipa B do FC Porto pode-se revelar um excelente investimento, com um retorno fantástico.
Dito isto, deixo a questão: que treinador escolheriam? E que jogadores dos sub-19 acham que encaixam no plantel da equipa B?

Acham que as equipas B deveriam começar pela II Divisão B e subir caso merecessem ou começarem (como irá acontecer) na Liga Orangina?