Kiev = oitavos de final?

Amanhã o nosso clube desloca-se à Ucrânia para mais um jogo da Liga dos Campeões. Nesta competição, todos os jogos são importantes. Fora de portas, assumem ainda mais um caráter decisivo. Contudo, o próximo encontro terá algumas caraterísticas um pouco atípicas para esta altura do campeonato.

Precisamente a meio da fase de grupos, o FCPorto segue na liderança isolada do grupo com 9 pontos, fruto de 3 vitórias em outros tantos encontros. Apesar de não podermos reclamar, não é de todo normal chegarmos quase à dezena de pontos numa fase tão prematura da competição. É, contudo, um hábito que pretendemos manter no futuro. Portanto, uma vitória em Kiev assegurará a passagem matemática à próxima fase da competição. Um empate poderá ser suficiente mas não podemos facilitar no que ao primeiro lugar do grupo diz respeito. Convém relembrar que, se passarmos em primeiro, vamos encontrar uma equipa teoricamente mais acessível nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Relativamente ao jogo propriamente dito, o último encontro para o campeonato trouxe-nos alguns dissabores. Todas as substituições efetuadas pelo nosso treinador foram alterações forçadas, visto que 3 jogadores se lesionaram com alguma gravidade no decorrer da partida. Infelizmente, 2 desses jogadores não recuperaram e não integraram a convocatória para Kiev. 

Maicon. É, cada vez mais, o patrão da nossa defesa. Está um jogador mais sólido e a acumular experiência em palcos além fronteiras. Só falta mesmo a chamada à seleção canarinha. A sua ausência deixa em aberto duas possibilidades: se por um lado é sempre positivo dar oportunidades aos jovens de jogarem pela equipa principal (como é o caso do Abdoulaye), é mais prudente apostar em Rolando para um jogo fora para a Liga dos Campeões. Contrariamente à minha opinião, é mais provável que o Viítor Pereira aposte no jovem internacional senegalês...

Fernando. Aqui reside, a meu ver, a principal lacuna do nosso clube. Não há um substituto à altura deste médio defensivo. Tem características muito próprias que fazem dele um jogador bastante difícil de substituir. Contudo, o Defour pode suprimir essa ausência nas próximas semanas. O Castro poderá vir a ser utilizado a espaços, uma vez que ainda não tem estofo para ser opção regular. Poderá ainda existir uma surpresa na colocação de Danilo no meio campo ao lado do Lucho, ficando o Moutinho com tarefas mais defensivas.

Para finalizar, aqui vai a minha aposta no 11 titular: Hélton, Danilo, Otamendi, Abdoulaye, Mangala,  Defour, Moutinho, Lucho, Varela, James e J.Martinez,


Qual é a tua opinião? é mais favorável apostar em Abdoulaye e Defour ou tens algum esquema mais "alternativo"?

Lesões, soluções e o Bailinho da Madeira

A alegre goleada de sexta-feira trouxe alguns imprevistos, Hélton, Fernando e Maicon sairam lesionados, Lucho saiu tocado.

Os capitães Hélton e Lucho foram convocados para Kiev.

Maicon e Fernando ficam de fora. Para os seus lugares, as apostas mais óbvias serão Rolando e Defour, gente de qualidade. E pensando numa maré de lesões que afectasse o 11 base (knoc knoc na madeira), apresentariamos na mesma uma equipa competitiva para ir a Kiev e também para ganhar muito jogo no nosso campeonato.

Fabiano; Miguel Lopes, Rolando, Abdoulaye, Mangala; Defour, Castro, Kelvin; Iturbe, Kléber, Atsu

Nada mau... Nota-se ali a falta de alternativas à altura para o meio-campo, mas... que ricas alternativas que nós temos.

Entretanto fiquem com o resumo dos golos de sexta-feira, gostei de todos, uns pelo génio individual outros pelas combinações da equipa.
No 1º golo, em 10 segundos foram feitos 7 passes, a bola foi tocada por 6 jogadores e finalmente colocada de forma tranquila dentro da baliza do Marítimo.

No 2º golo, o incrível Varela a fazer valer a força e a técnica individual.

No 3º golo, jogada simples, 1, 2, 3 e Chá Chá Chá isolado por passe de classe de Moutinho.

No 4º golo, mais uma jogada dinâmica com triangulações e trocas de posições e... perda de bola, mas pressão alta a funcionar e nova circulação de bola até descobrir a solução de aparecer um jogador isolado, cara-a-cara com o GR adversário.

No 5º golo, talvez o menos bonito, foi preciso a ajuda das costas do defesa, mas Pinto da Costa não ligou a isso e lá festejou o 5º golo marcado pela sua equipa (o 5º golo sofrido pela equipa de Carlos Pereira, cada golo valia por 2).

Pelo meio, mais jogadas de qualidade. O futebol simples é... simples, mas dá uma trabalheira enorme e nestes momentos convém referir também o nome de homem que trabalha a equipa, Vítor Pereira, para não ser invocado apenas quando corre mal.



Que jogaço!!!



A melhor forma de analisar esta exibição do FC Porto é defini-la através de um adjectivo: excelente!
Se muitas das vezes, a equipa e o treinador são criticados (justamente) pela pouca intensidade, hoje só podemos ficar satisfeitos pela exibição colectiva (sem excepção) dos jogadores portistas. E hoje, com três substituições forçadas, fizemos um jogaço!

Começo de jogo com o mesmo 11 inicial das últimas partidas e, traduziu-se num ritmo alto, intenso, com muita procura da bola, fosse em processo defensivo ou ofensivo. Na primeira oportunidade que foi criada numa jogada absolutamente genial com tudo feito ao primeiro toque, o suspeito do costume com aquela calma a que já nos começamos a habituar colocou-nos em vantagem.

Nem mesmo com o azar de fazermos duas substituições forçadas em 4 minutos nos tirou discernimento e através do segundo suspeito do costume marcou um grande golo (mais um!) e tranquilizou-nos no que faltava da primeira parte e das mexidas forçadas que podia intranquilizar a equipa.

Na segunda-parte o Marítimo entrou mais forte e criou, provavelmente a única oportunidade de golo mas logo a seguir com um passe fantástico de João Moutinho, Jackson Martínez com uma classe notável marcou o terceiro e acabou com o jogo. A partir daqui, com espaço, James “abriu o livro” e fez mais dois golos, o último dos quais com alguma sorte à mistura…

Nota final para aquilo que amanhã a imprensa afecta ao clube da Luz vai escrever (sempre que o FC Porto ganha por margem folgada) para a pouca agressividade da equipa adversária. Pois bem, quero fazer, precisamente, menção a isso, pois a agressividade dos jogadores do Marítimo foi, muitas das vezes, despropositada e desnecessária.

Notas individuais:
Jackson Martínez – é impossível não destacar este fenómeno, que se tornou num goleador fantástico. Está com confiança e a produzir muito futebol de qualidade.
João Moutinho – Pautou o jogo de uma forma fantástica, tentando sempre desmarcar os companheiros, procurando o espaço nas costas.
Varela – Dificilmente aparece nos destaques individuais, mas hoje merece-o. Este excelente, marcou um golaço e criou um punhado de bons passes que podiam ter dado golo. Está numa grande forma! 

P.S. - Não sei o que se passa com o relvado, mas aquilo que sempre foi uma marca do Estádio do Dragão está estranha! Salta muito e parece que os jogadores não tem confiança...