Até sempre Mágico
Cansado de sofrer de problemas físicos, Deco pôs um ponto final na sua carreira de futebolista e quem fica a perder é o futebol. O Mágico abandona o palco depois de muitos anos a espalhar magia ganhando um total de 23 títulos colectivos, sendo que 11 deles foram com a camisola do FC Porto.
Chegou a Portugal para jogar no Benfica, mas lá não singrou (e ainda bem) e foi assim dispensado para o Alverca e depois para o Salgueiros. No Salgueiros, bastou meia época para convencer Pinto da Costa a avançar com a sua contratação. É no Porto que brilha e o apelidam de Mágico. E não é que o que ele fazia com a bola era mesmo magia ? O drible curto, os passes teleguiados, o remate colocado e a visão de jogo soberba. Os pontos altos do percurso dele no FC Porto são a Taça UEFA conquistada em 2003, e a Liga do Campeões em 2004. Conquistou ainda 3 Campeonatos de Portugal, 3 Taças de Portugal e 3 Supertaças com a camisola dos Dragões.
Palmares:*
Clubes representados:
1995. Nacional Atlético Clube
1996. Corinthians
1997. Corinthians Alagoano
1997/98. Alverca
1998. Salgueiros
1999/2004. FC Porto
2004/2008. Barcelona
2008/10. Chelsea
2010/2013. Fluminense
Palmarés coletivo:
Liga dos Campeões (2): 2004 e 2006
Liga Europa (1): 2003
Campeonatos de Portugal (3): 1999, 2003 e 2004
Taça de Portugal (3): 2000, 2001 e 2003
Supertaça (3): 1999, 2001 e 2003
Campeonatos do Brasil (2): 2010 e 2012
Campeonato carioca (1): 2012
Campeonatos de Espanha (2): 2005 e 2006
Supertaça de Espanha (2): 2005 e 2006
Campeonato de Inglaterra (1): 2010
Taça de Inglaterra (2): 2009 e 2010
Supertaça inglesa (1): 2009
1995. Nacional Atlético Clube
1996. Corinthians
1997. Corinthians Alagoano
1997/98. Alverca
1998. Salgueiros
1999/2004. FC Porto
2004/2008. Barcelona
2008/10. Chelsea
2010/2013. Fluminense
Palmarés coletivo:
Liga dos Campeões (2): 2004 e 2006
Liga Europa (1): 2003
Campeonatos de Portugal (3): 1999, 2003 e 2004
Taça de Portugal (3): 2000, 2001 e 2003
Supertaça (3): 1999, 2001 e 2003
Campeonatos do Brasil (2): 2010 e 2012
Campeonato carioca (1): 2012
Campeonatos de Espanha (2): 2005 e 2006
Supertaça de Espanha (2): 2005 e 2006
Campeonato de Inglaterra (1): 2010
Taça de Inglaterra (2): 2009 e 2010
Supertaça inglesa (1): 2009
*Lista retirada do site: maisfutebol.iol.pt
«É um jogador que fica na história do FC Porto, será um das lendas do FC Porto. Foi um jogador fantástico e que ainda hoje sente o clube. Foi um vencedor no FC Porto, pelo sucesso que alcançou com a conquista de vários títulos, e será lembrado como um jogador fabuloso», Pinto da Costa
«Foi o melhor jogador com quem tive o prazer de jogar», Derlei
Fica a faltar o jogo de despedida no Dragão. Torcemos todos para que isso aconteça.
[Liga Zon Sagres] 2ª Jornada: FC Porto 3 - 0 CS Marítimo
Um jogo a duas partes, uma boa exibição e uma sólida vitória. Um FC Porto a duas velocidades distintas mas sempre por cima sem dar espaço a um Marítimo que surpreendeu, ou não, aqueles que acompanharam o último jogo desta equipa para a Liga ZON Sagres, que culminou numa vitória frente ao slbenfica.
- O ataque é a melhor defesa: Durante a primeira parte do encontro o Marítimo conseguiu apenas realizar um remate frente a um Porto de tracção à frente que concedeu pouquíssimo espaço e que começava a defender e a pressionar a equipa adversária no primeiro terço do meio campo adversário. Uma equipa que jogou em posse mas, pelo menos durante a primeira parte do encontro, sempre a ritmo alto.
- Os alas: Danilo e Alex Sandro protagonizaram uma grande exibição. Muito envolvidos nos processo ofensivo de duas formas distintas às quais estamos habituados. Alex Sandro muitas vezes a partir no um para um contra o adversário a por várias vezes conseguir passar por dois e três adversários junto à linha, e um Danilo que alternou entre procurar combinar com Josué junto à lateral e as suas típicas investidas pelo centro do terreno, invulgares na maior parte dos laterais.
- A defesa: Se já havia falado dos alas no anterior ponto vejo-me obrigado agora a fazer a devida referência aos defesas centrais. Desde os titulares Mangala e Otamendi, a Maicon que entrou na segunda parte para o lugar do Francês e que esteve muito forte e exuberante fiel ao seu estilo. Muito atentos e raramente apanhados em contrapé foram fundamentais ao jogar subidos e mais próximos do meio campo do que se viu em Setúbal.
- Josué (MVP): Foi um autêntico maestro mesmo olhando que partia sempre a jogar vindo da ala, à imagem do tal falso extremo que Paulo Fonseca parece gostar. Muito forte, com uma grande visão de jogo e a tabelar e combinar com excelência com Danilo e Lucho. Um jogador com tudo para ser titular nesta equipa, fica a curiosidade se é capaz de manter o rendimento ao meio, e a sensação que está encontrado o nosso próximo batedor de penaltys (uma nota para a grande penalidade que surge na sequência de um lance de difícil análise que no entanto deu-me a sensação de não ter sido grande penalidade já que a falta pareceu terminar no limite da grande área Madeirense.
- Licá: Depois de um fim de semana em que ficou aquém das exigências, esta semana voltamos a ter um Licá à imagem do que se viu na Supertaça. Solidário, disponível e eficaz. Uma assistência, um golo e muita luta. Resta saber se com o retorno do Varela aos seleccionáveis Licá perderá o lugar para Josué, se será Josué a perder o lugar para o Licá, ou ainda se Josué voltará às origens fixando-se no centro do terreno no lugar de Defour, Fernando ou até... Lucho, abrindo espaço para Licá.
- Jackson Martinez: Sinto que posso estar a ser injusto com o nosso goleador colômbiano. Se por um lado sinto que agora este perde destaque por participar menos no processo de construção de jogo, visto ter nas costas um jogador muito próximo a desempenhar o papel de 10, parece-me que Jackson está menos assertivo na forma como aborda a bola. Uma mão cheia de grandes oportunidades de golo que mereciam, pelo menos, uma maior simplicidade na abordagem. Fica aqui o puxão de orelhas sem deixar de dizer que acredito continuar a ser um "indispensável" no ataque ao tetracampeonato.
- Iturbe: Calma! Não vou desatar a malhar no minino, ou como lhe costuma chamar, Twitty. A verdade é que em 15 minutos hoje o argentino nada conseguiu demonstrar. Algumas boas combinações, mas não conseguiu pelo menos dar sinais que pode ser um titular nesta equipa. Não demonstra nem a solidariedade nos processos ofensivo e defensivo que Varela e Licá transpiram, nem a irreverência com que Quintero (esse mesmo, que hoje jogou na ala), ou até Josué, pautam o futebol da equipa. Reconheço no entanto que 15 minutos é um período escasso para demonstrar o que quer que seja.
- O Dragão: A TV engana, e a moral é pouca para quem viu o jogo sentado em casa agarrado ao Live Stream que apesar de tremer não falhou. Porém o Dragão pareceu-me um estádio apesar de composto com um ambiente aquém daquilo que se vê em muitos outros jogos. É uma pena que o público em geral não responda mais regularmente às provocações das claques organizadas.
- O jogo da duas velocidades: O que o adepto quer é uma equipa capaz de realizar 90 minutos de futebol rápido, combativo e positivo. Hoje fomos presentados com 45 minutos de grande futebol, na segunda parte o Marítimo foi capaz de pausar o ritmo do FC Porto e ter o jogo "controlado" durante cerca de 35 minutos antes de uma investida final pelo quarto golo sob a batuta de Quintero.
- O meio campo: Será durante esta fase inicial recorrente questionar ou pelo menos tirar alguns apontamentos sobre o desempenho do triângulo do meio campo. Foi hoje acima de tudo concentrado. Manteve, como se espera de um meio campo, os sectores ligados e participou activamente na construção e destruição de jogo. Porém continua a sensação que as costas do meio campo parecem sempre demasiado vazias fazendo-se notar a falta do trinco puro ao qual fomos habituados. Contra a maior parte das equipas do campeonato português essa não é uma preocupação pois ter um jogador tão posicional no meio campo acabava por ser um desperdício, porém guardo alguma apreensão sobre a forma como nos desafios contra equipas de maior qualidade o meio campo será capaz de gerir o momento defensivo.
É bom sinal quando chega ao fim de um jogo e o desejo aperta por mais. Significa que a exibição foi positiva e que o resultado foi de encontro ao futebol praticado, no entanto apenas torna mais difícil a espera. Para a semana há mais e as expectativas estão em alta, a possibilidade de uma vitória poder deixar o tricampeão nacional a 6 pontos do trivicecampeão catalisa ainda mais os ânimos, resta esperar e aguardar por uma semana calma no que diz respeito às movimentações do mercado de transferências para os lados do Dragão.
SOMOS PORTO!
Os delírios dos "jornalistas" do Correio da Manhã
Para os mais atentos, hoje, na ressaca de mais uma entrada a vencer do FC Porto no campeonato do principal escalão do Futebol Português, em antítese aos "bons" hábitos perpetuados para os lados da segunda circular, a "vara" jornalística, passo a expressão, que se intitula de Correio da Manhã premiou os seus leitores com o habitual discurso de fomento o ódio e que tende a desvalorizar o valor da(s) vitória(s) de uma equipa que é "apenas" tricampeã Nacional, e a mais titulada em Portugal.
Sem querer entrar em análises técnicas sobre o trabalho e a qualidade (ou falta dela) do árbitro João Capela, o qual até é ,como todos sabemos, conhecido por beneficiar o FC Porto, procuro aqui centrar-me na expressão escolhida pelos redactores do "jornal" em questão: "Penálti da tradição"
Significado de Tradição
subst. f.
1. costumes que vêm do passado: uma tradição familiar
2. facto de transmitir e conservar os costumes: respeitar a tradição
Portanto, devo aceitar com esta expressão, a ideia de que o FC Porto é um clube frequentemente beneficiado pela marcação de grandes penalidades. É portanto, segundo o dicionário de língua portuguesa, um habito que vem sendo perpetuado e com origem no passado. Pergunto-me se estes mesmos "jornalistas", durante a temporada passada escreveram que o penálti da tradição, salvou o SL Benfica na Luz frente à Académica (este é apenas uma exemplo ilustrativo).
Certo, é que os jornalistas do CM "sabem que" uma mentira muitas vezes repetida tende a tornar-se verdade pelo menos aos olhos dos menos atilados, e é isso mesmo que estes procuram fazer. Durante os últimos cinco anos o FC Porto beneficiou de 42 grandes penalidades enquanto que o clube da Luz beneficiou de 39 (Fonte: Influência Arbitral). Estou em crer que os anais da estatística considerariam esta uma diferença estatisticamente não relevante já que falamos de uma diferença de 3 grandes penalidades num total 5 anos.
Ao contrário daquilo que se possa querer fazer pensar ou perpetuar, o FC Porto não é um clube particularmente beneficiado pela marcação de grandes penalidades, porém ao contrário daquilo que o leitor estará provavelmente a pensar, estou aqui para agradecer e não para criticar. Agradecer aos jornalistas do Correio da Manhã, por desde bem cedo nos começar a dar ainda mais motivos para querer continuar a vencer.
Somos Porto!
Somos Porto!
[Liga Zon Sagres] 1ª Jornada: Vitória FC 1 - 3 FC Porto
Um resultado enganador e um jogo muito aquém das expectativas são um bom resumo do jogo entre Vitória e FC Porto, porém é preciso dizer que os três pontos conquistados foram de grande importância principalmente após a derrota do maior rival na Madeira, e não deixaram de ser justos.
- Josué: Apesar de não ter realizado um jogo excepcional, em parte por ter que jogar encostado à linha por culpa da ausência de Varela, fez uma boa segunda parte e foi decisivo ao marcar a grande penalidade que iniciou a reviravolta no marcador. Ficou na retina a forma como assumiu a responsabilidade enquanto Lucho e Jackson discutiam quem não iria marcar a mesma. Foi bonito ver o "pequeno rebelde" ir buscar a bola dentro da baliza num claro sinal de que "É p'ra ganhar!". Como bónus, com este gesto ainda conseguiu a expulsão de Pawel que estava já preparado para jogar ao empata..
- Quintero: Entrou, tocou na bola e marcou um golaço! Dá gosto ver a forma como o miúdo trata a bola. Um verdadeiro 10, criativo e rápido. A este ritmo conquistará rapidamente a titularidade. Esteve bem não só no golo como durante o resto do jogo, sempre bem no passe, a imprimir velocidade e a encontrar espaços nas costas dos adversários.
- Jackson: É difícil dizer se esteve bem ou se esteve mal. Durante todo o jogo procurou o golo, lutou e não foi pouco, oportunidades até nem lhe faltaram, foi é menos eficaz que o habitual. Talvez se aquele primeiro chapéu tivesse resultado como parecia destinado, toda a história fosse outra, porém dou-lhe nota positiva por nunca ter deixado de tentar e pelo terceiro tento.
- A primeira parte e as debilidades do costume: Nesta altura da época, existem duas claras debilidades que o FC Porto precisa de trabalhar e melhorar caso pretenda efectivar a habitual candidatura a campeão nacional. Uma defesa com enormes desconcentrações: um problema identificado durante a primeira fase da pré-temporada mas que entretanto parecia ter sido resolvido. No entanto hoje a defesa voltou a surgir desconcentrada. Um meio campo sem identidade, em que os jogadores parecem ora longe da defesa ora longe do ataque. Dificuldade em ocupar os espaços e em trocar a bola com efectividade. Se as transições rápidas são importantes para decidir jogos, o domínio e controlo da bola são igualmente importantes para controlar jogos. Dois pontos muito importantes a rever durante as próximas semanas.
- Lucho: Coisa rara mas o Capitão, El Comandante, pareceu hoje não ter entrado em campo. Jogo extremamente apagado, a demonstrar que apesar de ainda ter pernas para jogar a posição de 10 exige outro tipo de atributos. Com o avançar da época penso que será recuado para poder continuar a contribuir da melhor forma para o futebol da equipa. Deveria ter sido substituído por Quintero no lugar de Defour.
- Adeptos Vitorianos: O ataque constante aos jogadores do FC Porto, o racismo demonstrado para jogadores como Helton, as tentativas de agressão ao Presidente do FC Porto. Não tenho memória de tal recepção em Setúbal. Lamentável.
- João Capela: Por incrível que pareça, Capela pareceu deixar as Capelices em casa. Por ainda mais incrível que pareça, os adeptos do Vitória parece que ainda arranjaram razões de queixa para com o árbitro lisboeta mas mais incrível ainda é que me surpreendeu com uma boa exibição. Um critério muito largo na hora de apitar mas, pelo menos, um critério uniforme. Perdoa-se. Esteve bem no penalty, na expulsão e tanto quanto consegui perceber na não marcação de golos nos dois lances sobre a linha.
- Defour: Pareceu bem e até pareceu ter sido dos mais inconformados com o mau resultado e a má exibição da primeira parte. Porém quando a máquina afinou tinha ele saído para dar entrada a Quintero. Neste modelo continua a parecer-me o médio melhor formatado porém o treinador parece não abdicar da presença de Fernando. De futuro fica a esperança de ver Fernando com outro companheiro ao lado no meio campo.
- Alex Sandro: Não fez um mau jogo, não comprometeu, simplesmente não foi brilhante como nos habituou. Espero que rapidamente esteja de volta à sua melhor forma.
- A falta de opções nas alas: Não se compreende como é que após a baixa de última hora, Varela, não foi chamado aos 18 eleitos Iturbe ou até mesmo Kelvin, em detrimento a Carlos Eduardo que realizou 95 minutos na véspera. Faltou, de facto, largura e profundidade à equipa com um Licá desinspirado e um Josué a fazer de James.
Os três pontos foram conquistados, esses três separam-nos neste momento do nosso principal rival e sabendo que o primeiro jogo da época é tradicionalmente difícil independentemente do adversário, apesar de tudo não consigo estar insatisfeito. Há muito trabalho pela frente, mantenho a minha fé nesta equipa e aguardo ansiosamente por voltar a ver a bola rolar.
Somos Porto!











