[Liga dos Campeões] 2ª Jornada: FC Porto 1 - 2 Atlético de Madrid
Quero acreditar que nem tudo foi mau e até conseguir concordar que o resultado não é assim tão justo mas mais uma vez a falta de atitude e garra da segunda parte fazem-me recuar e achar que o Paulo Fonseca não vê os mesmos jogos que eu. Vamos por partes:
- Intensidade dos primeiros 45 minutos: a forma como entramos em campo, com pressão alta sobre o portador da bola, linhas subidas, sectores bem coordenados, espaços reduzidos e sobretudo eficácia de passe fez-me pensar que as últimas más exibições eram para esquecer. A equipa finalmente dava sinais de querer inverter a imagem que tem deixado nos últimos tempos e acabamos mesmo por chegar ao golo num livre sublimemente marcado pelo Josué ao qual o Jackson correspondeu com a classe a que já nos habituou. Podíamos ter alargado a vantagem mas não fomos eficazes na finalização.
- O talento de Josué: calou muita gente ontem. O Paulo Fonseca assumiu o risco de retirar Licá do onze inicial (já aqui volto) e acertou. O nosso 8 portista esteve bastante activo no jogo, assistiu para o golo de Jackson e teve dois ou três excelentes pormenores que ficaram na retina. Combinou bem com o meio campo, ajudou a pressionar alto e foi extremamente importante nas jogadas de ataque sempre que a bola passava por ele.
- Fernando: pareceu jogar como gosta, sozinho. Intencionalmente ou não, Defour aparecia muitas vezes adiantado e o nosso meio campo assemelhava-se ao que tivemos durante os últimos três anos, com o Polvo a ocupar todos os espaços à frente da defesa. E é assim que ele brilha.
- Onze inicial: bem pensado, bem montado e que permitiu dominar a primeira parte.
- Displicência da segunda parte, especialmente da defesa: entramos desconcentrados, lentos, sem imaginação. Sofremos dois golos de bola parada quando à priori sabíamos que essa era uma das armas dos espanhóis. Fizemos faltas desnecessárias e perdemos por causa dos erros infantis da defesa nos lances que daí advieram.
- Palavras de Paulo Fonseca: "Mesmo depois de sofrermos o golo, encostámos o Atlético lá atrás. A nossa equipa
não quebrou na segunda parte". Não quebramos na segunda parte? A sério? Foi por isso que recuamos as linhas, que os jogadores ficaram exaustos e tiveram que recorrer a inúmeras faltas, algumas disparatadas e que
só por acasoderam dois golos ao Atlético de Madrid. Não percebo qual foi o objectivo destas declarações e espero que o nosso treinador não seja ingénuo ao ponto de pensar que nós comemos o que nos dizem sem espírito crítico para perceber que na segunda parte o Atlético jogou porque nós simplesmente não nos impusemos. - Substituições: mesmo que o Lucho estivesse em dificuldades, numa altura em que não conseguíamos controlar o jogo a meio-campo e consequentemente dávamos a bola ao adversário, o treinador decide perder ainda mais meio-campo e meter o Quintero. Não fez qualquer sentido e só levou a que nunca mais conseguíssemos recuperar. Para além disso, Quintero nada fez em campo. Ainda neste aspecto, deixar o Varela acabar os 90 minutos e voltar a recorrer ao Ghilas como se de um D. Sebastião se tratasse é de bradar aos céus.
- Agressividade/ingenuidade do Josué: se por um lado se deve elogiar a capacidade de entrega que teve ontem, por outro devemos criticar o excesso de agressividade que forçou o treinador a substituí-lo antes que visse o segundo amarelo. Acho que isto se deve sobretudo à sua inexperiência internacional e com o tempo irá aprender a não cometer estes erros que podem custar pontos.
- Sistema táctico: é neste momento o hot topic das conversas entre portistas. Não estamos habituados ao duplo pivot e os resultados e exibições alcançadas até agora não nos levam a suspirar pelos próximos jogos. Neste modelo a defesa fica sem dúvida alguma mais exposta e a falta de largura e explosão no ataque faz com que não consigamos tirar pleno partido das vantagens do mesmo. Paulo Fonseca já disse que tinha as suas ideias mas eu pergunto, até quando?
Dois jogos, 3 pontos, segundo lugar no grupo. Ainda vamos à Rússia e a Madrid, ainda vamos receber o Zenit do Hulk e Witsel. Eu acredito que passamos a fase de grupos mas se continuarmos a achar que depois de marcar podemos dormir à sobra do resultado, como se fôssemos uma equipa pequena, podemos (e vamos) dar-nos mal. Pede-se garra e ambição e mais actos do que palavras.
Manobras de bastidores
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Nuno Lobo, aquele que tem mais respeito pelo Portimonense do que pela "clube do bairro de alvalade" e que é presidente da AF Lisboa nas horas vagas, decidiu desviar os holofotes da vergonhosa jornada de futebol do campeonato português (e da fantástica exibição de pugilismo de Jorge Jesus) e numa jogada ao nível das de Rui Gomes da Silva veio dizer que foi agredido em público pelo Adelino Caldeira e injuriado por Pinto da Costa. Entretanto o clube já disse que vai agir judicialmente.
É de facto fantástico como as coisas são feitas em Portugal, por aqueles que se auto-proclamam arautos da verdade desportiva e da integridade de carácter. Vejamos a ordem dos acontecimentos:
- Rui Gomes da Silva, esse portuense que no passado disse ter sido agredido por alguém (quem?) afecto ao FCP mas curiosamente ainda não apresentou queixa, deu início à caça às bruxas:
Parece que "foram mesmo a isso";
- Na conferência de imprensa de antevisão do jogo contra o Vitória, Jesus queixou-se de não ser beneficiado pelos árbitros, ao contrário do que supostamente acontece com os adversários. Devia estar a referir-se ao Braga e ao Sporting, já que até o Varela se deve rir se ele se estivesse a referir ao FCP (ver minuto 1:55);
- Começa a jornada: Carlos Xistra não vê um penalti claro a favor do Sporting que acaba por empatar em casa contra o Rio Ave; Siqueira não é expulso no início da segunda parte no jogo do benfica contra o Vitória, Addy é expulso depois de um dos amarelos ser mais uma das obras de arte do artista circense chamado Enzo Perez. No final do jogo Jorge Jesus, também conhecido como o Pugilista Chiclete, decide agredir stewards e spotters da PSP como se gozasse de uma impunidade divina - não foi identificado nem detido pela polícia;
- Chega o jogo do FCP e bem, nem sei por onde começar. Desde o condicionamento de toda a defesa com amarelos desprovidos de lógica ou justificação, à disparidade de critério nas sanções disciplinares, passando pelo penalti que não era e pelo golo em fora de jogo, o árbitro só não tirou as bolas de dentro da baliza do Estoril nos nosso golos porque não pôde.
Parece que tudo está encaminhado, esperemos pelas cenas dos próximos capítulos...
[Liga Zon Sagres] 5ª Jornada: Estoril Praia 2 - 2 FC Porto
Uma exibição medíocre e muito abaixo daquilo que é exigível a um clube da nomeada do Futebol Clube do Porto. Ontem à noite, no Estoril, o Porto entrou em campo sem agressividade ofensiva, defensivamente manso e mesmo assim chegou para praticamente todo o sector defensivo ficar amarelado. A juntar a tudo isto, uma exibição do pior que há memória da equipa de arbitragem, talvez apenas comparável àquele jogo frente ao Gil Vicente onde pela última vez o FC Porto perdeu um jogo para o campeonato.
- FC PORTO: É difícil enumerar um ou mais elementos com exibições particularmente negativas tantos que foram os jogadores a passar completamente ao lado do encontro deste Domingo a contar para a 5ª Jornada do Campeonato Nacional de Futebol. A defesa, apesar de estar altamente condicionada pelos sucessivos amarelos que foram sendo mostrados (alguns totalmente incompreensíveis), pareceu ser completamente passiva perante as investidas de Luís Leal e companhia. Leal pareceu capaz de "meter num bolso" um jogador como Mangala que ainda deve estar nesta altura a tentar encontrar os rins algures no relvado do António Mota. No meio campo sucederam-se as perdas de bola e foi estranho ver os nossos jogadores por sucessivas vezes a correrem com a bola dominada sem se aperceberem que nas costas tinham um jogador estorilense que corria desenfreadamente com uma fome de bola brutal, situações estas que invariavelmente culminaram em perdas de bola constantes. No ataque a equipa parecia desligada, desinspirada, incapaz de furar uma defesa canarinha que nem por isso se apresentou com um autocarro à frente da grande área (conceito que a partir desta semana presumo que tenha de ser revisto) excepção feita a talvez aos últimos 10 minutos da partida.
- Paulo Fonseca: Mister, peço desculpa mas vou ter que te apontar o dedo desta vez. Que a equipa está uns bons furos abaixo daquilo que lhe é exigido nesta altura da temporada, já tinha reparado. Que o meio campo continua sem rotinas e extremamente carente de João Moutinho, que o ataque carece de um Jackson mais concentrado e um extremo claramente acima da média, idem aspas. Que a defesa parece que nunca jogou junta, também já todos reparamos. À parte disso, que é grave mas que apesar de tudo acredito que seja apenas a dificuldade da equipa em adaptar-se a um modelo de jogo com algumas diferenças relativamente àquilo a que estava habituada, não se compreende como é que ontem, num momento em que a equipa precisava de segurar a posse de bola e controlar o jogo, existe a decisão de fazer entrar o Quintero para dentro de campo. Porquê o colombiano no lugar do Josué por exemplo? Foram os gritos dos adeptos que te afectaram? E o Ghilas? Aos 89 minutos? Existem intocáveis neste plantel? Esperamos e acreditamos todos que tudo irá melhorar. Terá que melhorar. Apesar de tudo a verdade é que esta entrada àquem das expectativas na Liga Zon Sagres 2013/14, mesmo assim permite-nos olhar confortavelmente para baixo quando procuramos pelos nossos maiores rivais. Acima de tudo é preciso reagir e provar que esta equipa está, e vai continuar, a evoluir sempre num clima de alta exigência.
- A equipa de arbitragem: Não há como escapar nem tão pouco serei hipócrita e fugirei ao assunto alegando que toca a todos. Quando necessário saberei reconhecer que fomos beneficiados mas tão pouco ficarei calado quando tais roubos de catedral continuarem a acontecer sem que nada contra isso seja feito. Um golo proveniente de um penalty (MUITO) mal assinalado e outro de um Luís Leal que parte de posição irregular no momento do passe. A verdade é que o futebol clube do Porto fez uma paupérrima exibição mas maior que a carência de qualidade do futebol azul e branco, só mesmo a falta de vergonha da equipa de arbitragem, que não se limitou a condicionar o resultado com dois golos ilegais para o mesmo lado. Um sem fim de amarelos, de faltas mal assinaladas ao menor toque sobre os jogadores do Estoril, passando até por uma carga sobre o defesa do Estoril, num lance em que Fernando não marcou golo apenas graças a uma enorme intervenção do Guarda Redes Vágner.
- Lucho Gonzalez: Continua a fazer a diferença mesmo quando lhe continuam a chamar velho. A verdade é que tem sentido dificuldade em carregar a equipa às costas sem a companhia de João Moutinho porém, e mesmo assim, continua a ser o jogador mais esclarecido do meio campo, mesmo jogando fora da sua posição natural. Ontem foi procurando acertar o ritmo da equipa mas continua a sensação que mais recuado no terreno talvez conseguisse mais facilmente equilibrar o futebol da equipa.
- Licá: Continua a surpreender com uma enorme entrega. Se por um lado lhe faltou a inspiração e mesmo o futebol exigível, foi dos mais inconformados durante o jogo. Procurou a bola, procurou resolver mas muitas vezes sem conseguir executar com a qualidade necessária.
- Os adeptos: Uma nota para os adeptos que encheram o estádio António Mota, uma excelente moldura azul e branca. Fica porém a nota para os constantes apelos por Juan Quintero. Falámos de um jovem jogador de 19 anos que ainda tem um longo caminho pela frente até ser um indiscutível ou até mesmo um jogador que faça a diferença sempre que entra em campo. Prova disso foi a exibição apagada do colombiano no reduto estorilense.
Ao contrário do que se vai lendo na Comunicação Social, e até pela Bluegosfera fora, não se pode dizer que o FC Porto bateu no fundo ou que a época de crise abriu no Dragão. É sim altura de reagir e demonstrar que esta equipa é capaz de dar um salto qualitativo fruto de todo o trabalho realizado desde o início da temporada.
#SOMOSPORTO!
[Liga Zon Sagres] 4ª Jornada: FC Porto 2 - 0 Gil Vicente
Na quinta vitória em outros tantos jogos oficiais do FC Porto v2013/14, o Porto foi claramente uma equipa em gestão de plantel e já em estágio para o primeiro confronto da Champions League, já na Quarta-Feira frente ao Áustria de Viena.
Uma primeira parte com uma entrada forte em que todas as fragilidades da equipa Gilista foram expostas e em que bastou aos jogadores portistas acelerar um pouco para conseguir dois golos. Na segunda parte, à parte de uma grande penalidade que ficou por assinalar sobre Varela, que ainda conseguiu ver um amarelo por suposta simulação, o FC Porto facilitou, pareceu displicente, cometeu erros em demasia e perdeu acutilância ofensiva.
- Varela: Parece estar a arrancar para uma das suas melhores épocas de azul e branco. Desde a pré-época tem demonstrado ser o extremo mais esclarecido e regular do plantel. Concretizador, mas também muito forte no apoio dando largura à equipa.
- Otamendi: Um pilar na defesa que ainda dá mais nas vistas em jogos como o de ontem em que Mangala usou e abusou do seu poderia físico para vencer no um para um. Nada a apontar, é neste momento um indiscutível.
- Danilo: Apesar de defensivamente ter cometido alguns erros, e mesmo sendo essa a sua principal preocupação, foi ontem um jogador importante, tanto com a assistência para o segundo golo como com várias incursões no ataque sendo que uma delas quase resultava num golo estrondoso.
- A entrada: Em muitos jogos contra equipas que plantam autênticos autocarros em frente às balizas, entradas como a de ontem são extremamente importantes. Velocidade, criatividade e persistência a partir do primeiro segundo, será na maior parte do tempo, o suficiente para quebrar muralhas defensivas, aparentemente, impenetráveis.
- Fernando: Muito desconcentrado, a facilitar e a perder demasiadas bolas. A segurar a bola em intermináveis corridas horizontais é um jogador com alguma dificuldade de ser mais do que um trinco extremamente competente. Em jogos como estes, um jogador com outro tipo de valências pode ser uma enorme mais valia competitiva.
- Mangala: Pelo excesso de impetuosidade e pela forma complicada como tende a resolver situações simples. Mangala precisa de perceber que estará à priori com marcação cerrada por parte das equipas de arbitragem pela sua impetuosidade, e terá por isso que aprender a abordar os lances de forma mais suave se bem que igualmente eficaz.
- A segunda parte: Arrefecer o ritmo de jogo não tem que, nem deve significar perdas de bola e do controlo do jogo. Na segunda parte a equipa não só deixou de criar perigo como facilitou e concedeu espaços aos quais os jogadores do Gil Vicente não deveriam ter acesso.
Mais uma importante vitória foi alcançada, para a semana frente ao Estoril vamos enfrentar possivelmente a primeira grande prova de fogo desta temporada frente a uma equipa muito bem estruturada por Marco Silva, mesmo tendo em conta as várias baixas sofridas, mas antes disso a Champions está de volta e é importantíssimo começar com o pé direito!
Força Porto! #Somos Porto!















