Relatório de Emprestados. [02 e 03/11]


Abdoulaye - Vitoria de Guimarães 0 x 1 Gil Vicente: Não convocado.
Tiago Rodrigues - Vitoria de Guimarães 0 x 1 Gil Vicente: Substituído aos 58min.
Castro - Kasimpasa 3 x 0 Kayseri Erciyesspor: Jogou os 90min.
Iturbe - Hellas Verona 2 x 1 Cagliari: Substituído aos 88min.
Rolando - Inter 3 x 0 Udinese: Suplente utilizado aos 37min.
Stefanović - Arouca 0 x 0 Paços Ferreira: Não convocado.
Walter - Goiás 1 x 0 Botafogo: Não convocado.


Este post foi inspirado numa ideia do antigo blog Colunazul, qual não existe mais.

Balneário blindado? e as palestras de hora.


Já foi o tempo em que o que se passava dentro do balneário da nossa equipa principal de futebol não saía cá para fora, digo já foi tempo, porque agora parece que se sabe tudo o que se passa lá dentro. Ora é o jogador que discute com o treinador por ter pouco tempo de jogo e é afastado do grupo, ver aqui. Ora é outro jogador que certamente não está a render o que devia nem dentro, nem fora do campo, mas que faz a capa de um dos jornais desportivos a dizer que quer jogar mais, ou vai ter de pensar nas suas opções em Janeiro.


Há coisas que notóriamente estão a mudar no clube e não sei se será para melhor. Se havia coisa de qualquer portista se orgulhava era de que no clube dele as coisas de dentro, resolviam-se dentro e sem ninguém de fora saber, mas parece que isso está a começar a ficar diferente. Não sei se será por estarmos numa época em que as coisas não estão a correr assim tão bem, mas acho que é nestes momentos em que se tem de ver a coesão da equipa e da estrutura para que a coisa possa continuar a funcionar.

As palestras

O mister Paulo Fonseca desde que chegou, habitou o grupo a palestras. Aparentemente elas trariam coesão, união e serviriam para que os jogadores percebessem o que o treinador quer.
Ontem, e depois do empate no Restelo houve outra. Não sei se as palestras estão a ter o efeito pretendido, ou se o mister não está a conseguir fazer passar a mensagem, mas que as coisas não estão a correr como era de esperar não estão.

Acho que está na altura de começar a voltar a hábitos antigos, além da blindagem do balneário necesária, é necessário que se mude a forma de chegar aos jogadores.

Mais haveria a dizer sobre a forma táctica em que se tem jogado, quem tem jogado, mas essa análise fica para outro post.

[Liga Zon Sagres] 9ª Jornada: FC Porto 1 - 1 Belenenses



Desinpirado, cansado e sem raça, o FC Porto foi ontem igual a si próprio quando olhamos à qualidade exibicional que tem vindo a demonstrar, desde o início da época, em campo. Porém, desta vez não houve a inspiração individual de um qualquer génio capaz de resolver jogos e fazer a diferença por si só. 
Ontem à noite, o FC Porto provou mais uma vez em campo que está este ano muito àquem daquilo que podem e devem ser as suas competências, a verdade é que em certos momentos do jogo as diferenças entre os jogadores do FC Porto e os jogadores de uma qualquer equipa de Solteiros contra Casados esbatiam-se.
Um futebol lento, com sectores desligados aliou-se à incapacidade de desmontar a equipa do Belenenses que contrastava de forma gritante com a do FC Porto pela forma solidária e aguerrida com que os jogadores atacavam a bola. Por isso e sem surpresa foi com apenas um ponto que o Porto saiu de Belém permitindo assim que os principais rivais se aproximassem do primeiro lugar da tabela classificativa.





  • As desconcentração defensivas: A forma como o FC Porto cedeu o golo ao Belenenses e quase permitia que a equipa Lisboeta desse a volta ao resultado já quase ao cair do pano foi mais uma prova da instabilidade que se vive no sector defensivo do FC Porto. Possivelmente órfãos de um Fernando que mais que um médio durante vários anos foi o primeiro defesa do Porto. A verdade é que ora Otamendi, ora Mangala, Danilo ou até mesmo Alex Sandro, jogo após jogo somam-se os erros e as desconcentrações defensivas que hoje contrastam de forma inegável com a solidez que o FC Porto transpirava nos anos de Vítor Pereira. 
  • A incapacidade de trocar a bola: Não tenho memória de uma equipa do FC Porto que falhasse tantos passes, sejam a curta como a média distância, para não falar da continua ineficácia dos cruzamentos os, que isso sim já começa a ser tradição. Em certa altura a sensação é que os jogadores do FC Porto se reúnem apenas ao fim do semana para uma partida de futebol entre amigos. 
  • As opções tardias: No fim da primeira parte tornava-se claro que o Belenenses havia percebido com relativa facilidade a melhor forma de bloquear as investidas do FC Porto. Aproveitando-se das péssimas condições do terreno de jogo que dificultava um futebol de posse no desligado sector de meio campo azul e branco, a equipa da Belém percebeu que bastaria tapar Varela e Ricardo para que o Porto deixa-se de incomodar a baliza de Matt Jones. O mais incrível é que enquanto a maioria dos adeptos percebeu isso Paulo Fonseca não só não percebeu a mensagem como na hora de mexer acabou por trocar um dos elementos mais inconformados do ataque do Porto por Licá. Ghilas voltou a somar pouco mais de 10 minutos para tentar resolver o resultado e Carlos Eduardo entrou tarde e a más horas numa altura em que se tornava evidente que já não havia presença de espírito dos jogadores do FC Porto para procurar inverter o resultado.
  • A teimosia de Paulo Fonseca: A insistência num modelo que não só desaproveita o que de bom foi feito no passado como também o que de melhor alguns jogadores do Porto têm, é incompreensível nesta altura da temporada. A solidez defensiva e a capacidade de posse que eram a imagem de marca do Porto de Vítor Pereira estão de um momento para o outro completamente desaparecidas e Fernando continua a não ser um jogador capaz de jogar no duplo pivot desenhado pelo treinador. 
  • O relvado: Sem servir como desculpa ao resultado conseguido fica apenas a referência ao péssimo estado do relvado do estádio do Restelo. Com quase tanta areia como teria um qualquer pelado das distritais dificultou a prática do Futebol o que não se compreende em tal nível do futebol profissional.






  • Fernando, Ricardo, Danilo e Helton: Uma menção apenas aos inconformados. Mesmo não fazendo exibições brilhantes, estando por exemplo Danilo ligado ao lance do golo do Belenenses, a verdade é que estes foram os jogadores que durante a partida pareceram sempre os mais inconformados com o resultado. Nota para Helton como referido atrás foi o responsável por evitar uma, ainda maior, surpresa no resultado.