Relatório de Empréstimos - 15/09/15
Apesar da semana de paragem, o campeonato brasileiro continua e Walter faturou em dois dos quatros jogos do Atlético Paranaense, elevando o número de golos da época para 9. Kelvin voltou a jogar depois de três jogos em que não foi convocado, devido à convocatória da seleção olímpica brasileira. Uma curiosidade: já não jogava há 7 jogos, contando com estes 3.
Os destaques deste fim de semana vão para Kayembe, Anderson Dim, A. Fernandez e Bolat. Os dois primeiros por boas razões, os dois últimos por péssimas razões. Kayembe entrou ao intervalo frente ao Sporting e fez a jogada que deu o golo do Rio Ave, enquanto que Anderson Dim finalizou uma jogada simples de ataque do Freamunde na vitória frente ao Gil Vicente, também ele saído do banco. Já os dois guarda-redes ofereceram golos, mostrando porque quase não jogaram pelo FC Porto: Andrés Fernandez passou a bola diretamente ao atacante do Villareal que só teve de assistir o colega ao lado para marcar e Bolat fez uma defesa a um remate cruzado, apontando a bola diretamente a outro avançado do Mouscron, que deu obviamente em golo.
Vejam o relatório completo , esta semana com algumas alterações aos valores de mercado, assinaladas a verde e vermelho, conforme a subida ou descida desse valor, assim como os números totais da temporada e claro os vídeos dos destaques.
Golo de Walter frente ao Atlético Mineiro:
Golo de Walter frente ao Figueirense:
Golo de Anderson Dim:
Assistência de Kayembé:
Oferta de Bolat (2:23):
Oferta de A. Fernandez (0:35):
Relatório de Empréstimos - 01/09/15
Com o fim do prazo de transferências é possível observar alguns aspetos relevantes da política de empréstimos do FC Porto. Em primeiro lugar: Quiñones depois de custar 2 Milhões de Euros, rescindiu contrato e é um jogador livre. O mesmo aconteceu com Djalma, mas que se diz que não custou nada. Rolando foi para o Marselha, falta saber os valores envolvidos (se os houver). Júnior Pius parece ser o caso mais interessante: ficou no plantel (?), na equipa B (?), só se sabe que não saiu e que quase com certeza nunca jogará pelo FC Porto esta época. Ainda se conseguiram emprestar uma mão cheia de excedentários no último dia de mercado: o tempo dirá se valerão a pena. Vamos a números:
- 53,68 Milhões de Euros (!) investidos pelo FC Porto estão emprestados noutros clubes, divididos por 31 jogadores;
- Esses mesmos jogadores valem atualmente 71,15 Milhões de Euros;
- 5 deles são guarda-redes;
Em termos de jogo, Walter continua a fazer boas exibições e marcou 3 golos nos últimos jogos. Josué e Tiago Rodrigues fizeram ambos assistências de bola parada e ambos foram expulsos por acumulação de amarelos. Leandro Silva sofreu o penalty que deu o único golo da Académica frente ao Sporting. Esperemos para ver se todos os jogadores conseguem fazer minutos até ao fim do mês de Setembro, incluindo aqueles que apenas agora são emprestados. Confiram o relatório completo e os vídeos dos golos e assistências da semana.
Golo de Walter frente ao Joinville:
Golos de Walter frente ao Goiás (0:26 e 4:15):
Assistência de Josué:
Assistência de Tiago Rodrigues:
Relatório de Empréstimos - 25/08/15
Esta semana marcou o início da liga espanhola, que contou com as estreias de Reyes, Ghilas e Andrés Fernandez, pela Real Sociedad, Levante e Granada respetivamente. Os três jogadores atuaram os 90 minutos e aparentemente são opções de primeira linha nos respetivos clubes.
Estreia também para Leandro Silva, Braima Candé e Anderson Dim, que somaram os primeiros minutos na nova temporada. Leandro jogou os 90 minutos mas teve uma péssima estreia no jogo contra o V. Setúbal sendo a Académica goleada em casa, num jogo em que Gonçalo Paciência atuou também os 90 minutos. Braima Candé teve uma estreia hilariante, não se esperando outra coisa de um jogador que passou 1 ano e alguns meses sem 1 único minuto de competição oficial, sendo expulso no seu primeiro jogo. Anderson Dim teve uma estreia discreta no empate do Freamunde com o V.Guimarães B, tendo entrado na segunda parte.
Uma jornada sem destaques em vídeo, já que não houve golos ou assistências. Resta dar uma vista de olhos no relatório e tentar vaticinar quem terá direito a minutos esta época.
A saída de Alex Sandro
Alex Sandro, o nosso lateral esquerdo, foi vendido à Juventus, por 26 milhões de euros.
Por muito que custe, a poucos dias do fecho do mercado de transferências, perder um jogador com a qualidade de Alex Sandro, o negócio é necessário. Em termos desportivos, será um golpe duro, é
certo, para mais, num defeso onde perdemos outros quatro indiscutíveis, Casemiro, Danilo, Óliver e Jackson e um jogador muitíssimo utilizado, Quaresma. Arranjar um substituto à altura será deveras complicado, para mais com tão pouco tempo para o fazer e com os campeonatos a decorrer. No plantel, José Angel não tem, de todo, a mesma qualidade e Cissokho terá, primeiro, de se ver definitivamente livre dos inúmero problemas com lesões que o afectam.
No entanto, urgia que o Porto fizesse uma grande venda até 31 de agosto. Isto porque, de acordo com o modelo de negócio da SAD, esta necessita de fazer, no mínimo, 60 milhões de euros em mais-valias com a alienação de passes de atletas por época desportiva, o que corresponde, genericamente, a três grandes vendas. Na época transacta, mesmo com o brinde que o Real Madrid nos deu, ao pagar 7,5 milhões de euros por Casemiro, com o registo de um segundo prémio de cerca de 8,5 milhões de participação na Champions League, e com as vendas de Danilo e Mangala, foi necessário vender Jackson à pressão, a poucos minutos do final da temporada, para que a SAD não tivesse prejuízo. Ou seja, o Porto está muito dependente das vendas de atletas.
O problema, quero eu acreditar, não estará na tesouraria. Nesse âmbito, pouco importa quando é que os jogadores são vendidos, importa sim quando se recebe o dinheiro. E, com as vendas de Danilo e de Jackson, esta paga a pronto, muito maus seria se a tesouraria estivesse apertada, neste momento. O problema está nos resultados, ou seja no lucro, ou no prejuízo. E para a determinação desses
resultados, usados nos cálculos do cumprimento do fair-play financeiro da UEFA, importa a data em que o passe do atleta é alienado. Ou seja, em 2015/16, o Porto apenas vendeu Carlos Eduardo e Kleber que representarão uma fatia pouco significativa no gigantesco bolo das mais-valias necessárias. Assim, fazer uma grande venda nesta altura, fosse Alex Sandro, fosse outro qualquer é essencial para que a SAD possa encarar o resto da época mais tranquila e mais desafogada e sem a necessidade de fazer vendas à pressão no mercado de inverno, como Otamendi ou no final de junho, como Lucho Gonzalez após se ter gorado a transferência do regressado Cissokho para o Milan. Vendendo agora, permite à SAD ficar menos refém da lei do mercado, podendo decidir quem, quando e por que valores vender, ao invés de passar uma imagem de desespero, que desvaloriza os seus jogadores. Para mais, se se conseguir vender Herrera nesta janela de transferências, negócio que faria todo o sentido dada a abundância de jogadores para o seu lugar e dado o que o mexicano (não) anda a jogar, poderíamos encarar a temporada com um á-vontade que já não demonstrávamos há anos.
A perda de Alex Sandro é significativa, é um facto. Para além de perdermos um grande jogador, perdemos um grande homem, que nunca veio para a comunicação social chorar-se e fazer pressão para sair. Nem ele, nem o empresário, o advogado, o pai, a mãe, ou o canário. Para mais, vender um lateral que está a quatro meses de poder assinar a custo zero por qualquer clube por 26 milhões é um negócio que poucos clubes no Mundo conseguem fazer.
Obrigado por tudo, Alex!
Por muito que custe, a poucos dias do fecho do mercado de transferências, perder um jogador com a qualidade de Alex Sandro, o negócio é necessário. Em termos desportivos, será um golpe duro, é
certo, para mais, num defeso onde perdemos outros quatro indiscutíveis, Casemiro, Danilo, Óliver e Jackson e um jogador muitíssimo utilizado, Quaresma. Arranjar um substituto à altura será deveras complicado, para mais com tão pouco tempo para o fazer e com os campeonatos a decorrer. No plantel, José Angel não tem, de todo, a mesma qualidade e Cissokho terá, primeiro, de se ver definitivamente livre dos inúmero problemas com lesões que o afectam.
No entanto, urgia que o Porto fizesse uma grande venda até 31 de agosto. Isto porque, de acordo com o modelo de negócio da SAD, esta necessita de fazer, no mínimo, 60 milhões de euros em mais-valias com a alienação de passes de atletas por época desportiva, o que corresponde, genericamente, a três grandes vendas. Na época transacta, mesmo com o brinde que o Real Madrid nos deu, ao pagar 7,5 milhões de euros por Casemiro, com o registo de um segundo prémio de cerca de 8,5 milhões de participação na Champions League, e com as vendas de Danilo e Mangala, foi necessário vender Jackson à pressão, a poucos minutos do final da temporada, para que a SAD não tivesse prejuízo. Ou seja, o Porto está muito dependente das vendas de atletas.
O problema, quero eu acreditar, não estará na tesouraria. Nesse âmbito, pouco importa quando é que os jogadores são vendidos, importa sim quando se recebe o dinheiro. E, com as vendas de Danilo e de Jackson, esta paga a pronto, muito maus seria se a tesouraria estivesse apertada, neste momento. O problema está nos resultados, ou seja no lucro, ou no prejuízo. E para a determinação desses
resultados, usados nos cálculos do cumprimento do fair-play financeiro da UEFA, importa a data em que o passe do atleta é alienado. Ou seja, em 2015/16, o Porto apenas vendeu Carlos Eduardo e Kleber que representarão uma fatia pouco significativa no gigantesco bolo das mais-valias necessárias. Assim, fazer uma grande venda nesta altura, fosse Alex Sandro, fosse outro qualquer é essencial para que a SAD possa encarar o resto da época mais tranquila e mais desafogada e sem a necessidade de fazer vendas à pressão no mercado de inverno, como Otamendi ou no final de junho, como Lucho Gonzalez após se ter gorado a transferência do regressado Cissokho para o Milan. Vendendo agora, permite à SAD ficar menos refém da lei do mercado, podendo decidir quem, quando e por que valores vender, ao invés de passar uma imagem de desespero, que desvaloriza os seus jogadores. Para mais, se se conseguir vender Herrera nesta janela de transferências, negócio que faria todo o sentido dada a abundância de jogadores para o seu lugar e dado o que o mexicano (não) anda a jogar, poderíamos encarar a temporada com um á-vontade que já não demonstrávamos há anos.
A perda de Alex Sandro é significativa, é um facto. Para além de perdermos um grande jogador, perdemos um grande homem, que nunca veio para a comunicação social chorar-se e fazer pressão para sair. Nem ele, nem o empresário, o advogado, o pai, a mãe, ou o canário. Para mais, vender um lateral que está a quatro meses de poder assinar a custo zero por qualquer clube por 26 milhões é um negócio que poucos clubes no Mundo conseguem fazer.
Obrigado por tudo, Alex!








