Relatório de Empréstimos - 29/09/15


Ricardo Pereira foi outra vez protagonista nesta semana, garantindo mais uma vez lugar na equipa da semana do L'Equipe a lateral esquerdo. É a segunda vez consecutiva que figura na equipa da semana, tendo ainda depois desta distinção feito uma assistência no jogo contra o St. Éttienne. O jogador emprestado pelo FC Porto tem sido uma grande surpresa neste início de época e poderá ser até dito que dois anos de empréstimo terá sido por ventura exagerado, mas a ver vamos.
O outro Ricardo, o guarda-redes, voltou a sofrer golo na baliza do Vitória de Setúbal, desta vez com culpa própria, como podem ver no vídeo mais abaixo. 
Sami fez o seu primeiro golo pelo Akhisar, num jogo para a taça da Turquia, não lhe garantindo no entanto lugar na equipa para jogos mais a sério. 
A grande surpresa da semana foi Diego Reyes, que foi o melhor em campo no empate caseiro da Real Sociedad. O defesa central tem sido bastante utilizado e esta distinção com certeza trará mais confiança ao jogador. Vejam o relatório completo e os vídeos dos lances principais da semana:



Assistência de Ricardo Pereira (0:14):

Frango de Ricardo Nunes:

Golo de Sami (0:58):

Carta aberta a Rui Gomes da Silva

Olá Rui,

Desculpa tratar-te por tu, sem te conhecer de lado nenhum, mas não mereces que te trate de outra forma. E, mesmo tratando-te por tu, aposto que vou tratar-te com muito mais educação e respeito do que mereces.

Tu, Rui, voltaste a baixar o nível no "Dia Seguinte". Deves ter-te sentido ultrapassado pela labreguice do teu consócio da TVI24 e tiveste necessidade de te reafirmar como o comentador televisivo mais palerma. Mas desta vez abusaste, Rui. Abusaste e de que maneira. Tu disseste desejar que a cotovelada do André Almeida ao André André tivesse sido dada com mais força, para que este se tivesse magoado e fosse forçado a ser substituído. Tu, que és vice-presidente do Benfica, embora tenhas cada vez menos importância no clube, fizeste um apelo claro à violência, à falta de fair-play, à batota. E isso é muito feio, Rui. Muito, muito feio. Eu compreendo que seja difícil lidar com uma derrota contra o maior rival, a mim também me custa e, até admito que a ti te custe mais para mim. Apesar de tudo, andas há 30 a... levar no corpo (gostaste da ironia?).

O que eu não posso admitir, Rui, é a leviandade com que desejaste que um jogador teu lesionasse um adversário, um colega de profissão, um homem. Logo tu, Rui, que fizeste um escarcéu monumental por, alegadamente, te terem agredido à saída de um restaurante no Porto. Logo tu, Rui, que foste ministro com a tutela do desporto, (razão tinha Lopetegui quando disse que era preocupante que Portugal tivesse ministros como tu). Logo tu, Rui, que foste deputado. Logo tu, Rui, que tens funções de responsabilidade numa instituição desportiva com um peso enorme em Portugal. Logo tu, Rui, que és advogado e deverias ter uma noção de justiça muito acima do comum dos mortais. Tu deverias saber que não vale tudo, e que isto não é uma rebaldaria. Tu deverias saber que és ouvido por milhares de pessoas e que as podes influenciar. Que moral terás tu para criticar quando houver confrontos entre adeptos? E quando houver problemas com a polícia, como infelizmente houve em Guimarães? Que irás dizer? Eu sei que a espinha dorsal é flexível, mas nem terias tamanha cara de pau, pois não, Rui?

Enfim, Rui, se tivesses um pingo de vergonha na cara, pedias desculpa pelo disparate que disseste. Caramba, até o Pedro Guerra foi capaz de o fazer a dois jornalistas do Record... Se fosses um homem a sério, retratavas-te. Mas como o "h" me parece proporcional ao teu tamanho, não tenho grandes esperanças.

Ganha juízo, já que não o podes comprar, por muito dinheiro que ganhes.

Cumprimentos,

João Ferreira

Relatório de Empréstimos - 22/09/15


Nesta semana não houve golos dos emprestados do FC Porto, mas houve algumas assistências, nomeadamente de Adrián López, Ricardo Pereira e Josué.
O destaque maior vai para Ricardo Pereira que a jogar a defesa esquerdo (!), fez duas assistências, foi o melhor em campo para o site de estatísticas Whoscored.com e foi escolhido para a equipa da semana da liga francesa. Se a primeira assistência é apenas um lançamento na direção do colega que marca o golo (que não é visível no vídeo), a segunda é um lançamento espetacular em profundidade que demonstra grande classe do jovem português.
Adrián López fez uma jogada como nunca o vimos fazer no FC Porto: sprintou, fintou e isolou o colega de equipa numa jogada bem desenhada do ataque do Villarreal. Já Josué fez o que nos habituou na temporada passada com um bom cruzamento para o golo do Bursaspor.

Nos destaques pela negativa temos outra vez Sinan Bolat que na goleada sofrida pelo Club Brugge nas mãos do Napoli, tem responsabilidades no golo de Marek Hamsik. O jogador soma já 13 golos sofridos. Fiquem com algumas curiosidades que se retiram dos relatórios em relação à última temporada, confiram os números totais e os vídeos dos principais lances.

Curiosidades:
  • Ivo Rodrigues e Braima Candé já jogaram mais minutos até agora que no empréstimo de 6 meses da temporada passada;
  • Sinan Bolat jogou neste início de temporada quase metade dos minutos do que jogou em toda a temporada transata, tendo no entanto sofrido nesta altura 13 golos contra 17 no Galatasaray.
  • Kelvin jogou apenas 99 minutos nos últimos 16 (!) jogos e pode ser apanhado na tabela dos minutos por jogadores que começaram a jogar 7 a 8 meses depois.
  • Andrés Fernández igualou em 4 jornadas os minutos jogados pelo FC Porto da temporada passada; 


Assistências de Ricardo Pereira (00:34 e 1:44):

Assistência de Adrián Lopez (0:21):

Assistência de Josué (0:30):

Asneira de Bolat (2:59):

O empate (pouco) moral do Record

Exmos Srs,

Ao consultar a capa do vosso jornal de hoje, dia 21 de setembro, constatei que consta na referida capa a frase "André André desfez a igualdade que o Benfica trabalhou para merecer". Compreendendo eu que todos temos direito à nossa opinião, não posso deixar de realçar a parte do "merecimento do Benfica".
Na minha opinião, o Benfica lutou efectivamente pelo empate. Aliás, aos cinco minutos de jogo, quando Nico Gaitán demorou um minuto para marcar um pontapé de canto, foi perceptível aquilo a que o Benfica vinha, que era lutar pelo 0-0 de todas as formas possíveis e imaginárias, mais ou menos limpas e mais ou menos, aqui a tender para o mais, dignas de um José Mota. A grande estratégia do Benfica foi queimar tempo de forma descarada e aproveitar, pelo meio, para fazer fitas, com Jonas, mais preocupado em picar e provocar do que em jogar futebol, em grande destaque. Valeu de tudo, horas para marcar um canto, bolas a serem metidas em campo para atrasar lançamentos, Eliseu a tirar a bola das mãos de Maxi, que a ia lançar, ao pontapé, e Jonas a rebolar pelo chão. Se isto foi merecer o empate, o futebol está morto.

As estatísticas da partida também não mentem. O Porto teve quase o dobro dos ataques, o dobro dos remates, o quádruplo dos pontapés de cantos e 65% de posse bola. O Porto foi dominador, sem jogar nada de especial, e foi isso que foi segurando o Benfica no jogo. Porque de resto, o Benfica não foi capaz de criar uma oportunidade de golo de bola corrida, não foi capaz de ter a bola, nada. O Benfica lutou, e muito, pelo empate, mas em parte alguma o mereceu. Quem vem para queimar tempo de forma escandalosa, com o beneplácito da equipa de arbitragem, quem abdica de atacar, quem não se preocupa em jogar futebol e se limita, praticamente a "bola para a frente e fé em Gaitán", não pode merecer o empate. Nunca.
E o que é triste e revoltante é a necessidade do Record de vir inventar mais uma patranha. Compreende-se, é necessário massajar o ego dos adeptos benfiquistas, é necessário dar algum alento para ver se continuam a comprar jornais. Mas também era necessário disfarçar um pouco a azia com o resultado e evitar escrever disparates. O Porto jogou mal, mas, pelo menos, jogou.O Benfica nem isso fez. O que fez foi uma apologia ao josémotismo, elogiada e defendida pelo Record. Mas por mim, força, continuem. Continuem com a propaganda, continuem a viver na ilusão. A vossa linha editorial daria um bom remake do filme Goodbye, Lenine.

Mas no final, isso pouco importa. O que importa é que o treinador e a águia se chamam Vitória, o Benfica veio jogar para o empate e saiu com uma derrota. Já não há Jesus, mas foi justiça divina.

Com os melhores cumprimentos,

João Ferreira

Relatório de Empréstimos - 15/09/15


Apesar da semana de paragem, o campeonato brasileiro continua e Walter faturou em dois dos quatros jogos do Atlético Paranaense, elevando o número de golos da época para 9. Kelvin voltou a jogar depois de três jogos em que não foi convocado, devido à convocatória da seleção olímpica brasileira. Uma curiosidade: já não jogava há 7 jogos, contando com estes 3.
Os destaques deste fim de semana vão para Kayembe, Anderson Dim, A. Fernandez e Bolat. Os dois primeiros por boas razões, os dois últimos por péssimas razões. Kayembe entrou ao intervalo frente ao Sporting e fez a jogada que deu o golo do Rio Ave, enquanto que Anderson Dim finalizou uma jogada simples de ataque do Freamunde na vitória frente ao Gil Vicente, também ele saído do banco. Já os dois guarda-redes ofereceram golos, mostrando porque quase não jogaram pelo FC Porto: Andrés Fernandez passou a bola diretamente ao atacante do Villareal que só teve de assistir o colega ao lado para marcar e Bolat fez uma defesa a um remate cruzado, apontando a bola diretamente a outro avançado do Mouscron, que deu obviamente em golo.
Vejam o relatório completo , esta semana com algumas alterações aos valores de mercado, assinaladas a verde e vermelho, conforme a subida ou descida desse valor, assim como os números totais da temporada e claro os vídeos dos destaques.


Golo de Walter frente ao Atlético Mineiro:

Golo de Walter frente ao Figueirense:

Golo de Anderson Dim:

Assistência de Kayembé:

Oferta de Bolat (2:23):

Oferta de A. Fernandez (0:35):

Relatório de Empréstimos - 01/09/15


Com o fim do prazo de transferências é possível observar alguns aspetos relevantes da política de empréstimos do FC Porto. Em primeiro lugar: Quiñones depois de custar 2 Milhões de Euros, rescindiu contrato e é um jogador livre. O mesmo aconteceu com Djalma, mas que se diz que não custou nada. Rolando foi para o Marselha, falta saber os valores envolvidos (se os houver). Júnior Pius parece ser o caso mais interessante: ficou no plantel (?), na equipa B (?), só se sabe que não saiu e que quase com certeza nunca jogará pelo FC Porto esta época. Ainda se conseguiram emprestar uma mão cheia de excedentários no último dia de mercado: o tempo dirá se valerão a pena. Vamos a números:

  • 53,68 Milhões de Euros (!) investidos pelo FC Porto estão emprestados noutros clubes, divididos por 31 jogadores;
  • Esses mesmos jogadores valem atualmente 71,15 Milhões de Euros;
  • 5 deles são guarda-redes;
Em termos de jogo, Walter continua a fazer boas exibições e marcou 3 golos nos últimos jogos. Josué  e Tiago Rodrigues fizeram ambos assistências de bola parada e ambos foram expulsos por acumulação de amarelos. Leandro Silva sofreu o penalty que deu o único golo da Académica frente ao Sporting. Esperemos para ver se todos os jogadores conseguem fazer minutos até ao fim do mês de Setembro, incluindo aqueles que apenas agora são emprestados. Confiram o relatório completo e os vídeos dos golos e assistências da semana.




Golo de Walter frente ao Joinville:

Golos de Walter frente ao Goiás (0:26 e 4:15):

Assistência de Josué:

Assistência de Tiago Rodrigues:

Relatório de Empréstimos - 25/08/15


Esta semana marcou o início da liga espanhola, que contou com as estreias de Reyes, Ghilas e Andrés Fernandez, pela Real Sociedad, Levante e Granada respetivamente. Os três jogadores atuaram os 90 minutos e aparentemente são opções de primeira linha nos respetivos clubes.
Estreia também para Leandro Silva, Braima Candé e Anderson Dim, que somaram os primeiros minutos na nova temporada. Leandro jogou os 90 minutos mas teve uma péssima estreia no jogo contra o V. Setúbal sendo a Académica goleada em casa, num jogo em que Gonçalo Paciência atuou também os 90 minutos. Braima Candé teve uma estreia hilariante, não se esperando outra coisa de um jogador que passou 1 ano e alguns meses sem 1 único minuto de competição oficial, sendo expulso no seu primeiro jogo. Anderson Dim teve uma estreia discreta no empate do Freamunde com o V.Guimarães B, tendo entrado na segunda parte.
Uma jornada sem destaques em vídeo, já que não houve golos ou assistências. Resta dar uma vista de olhos no relatório e tentar vaticinar quem terá direito a minutos esta época.


A saída de Alex Sandro

Alex Sandro, o nosso lateral esquerdo, foi vendido à Juventus, por 26 milhões de euros.

Por muito que custe, a poucos dias do fecho do mercado de transferências, perder um jogador com a qualidade de Alex Sandro, o negócio é necessário. Em termos desportivos, será um golpe duro, é
certo, para mais, num defeso onde perdemos outros quatro indiscutíveis, Casemiro, Danilo, Óliver e Jackson e um jogador muitíssimo utilizado, Quaresma. Arranjar um substituto à altura será deveras complicado, para mais com tão pouco tempo para o fazer e com os campeonatos a decorrer. No plantel, José Angel não tem, de todo, a mesma qualidade e Cissokho terá, primeiro, de se ver definitivamente livre dos inúmero problemas com lesões que o afectam.

No entanto, urgia que o Porto fizesse uma grande venda até 31 de agosto. Isto porque, de acordo com o modelo de negócio da SAD, esta necessita de fazer, no mínimo, 60 milhões de euros em mais-valias com a alienação de passes de atletas por época desportiva, o que corresponde, genericamente, a três grandes vendas. Na época transacta, mesmo com o brinde que o Real Madrid nos deu, ao pagar 7,5 milhões de euros por Casemiro, com o registo de um segundo prémio de cerca de 8,5 milhões de participação na Champions League, e com as vendas de Danilo e Mangala, foi necessário vender Jackson à pressão, a poucos minutos do final da temporada, para que a SAD não tivesse prejuízo. Ou seja, o Porto está muito dependente das vendas de atletas.

O problema, quero eu acreditar, não estará na tesouraria. Nesse âmbito, pouco importa quando é que os jogadores são vendidos, importa sim quando se recebe o dinheiro. E, com as vendas de Danilo e de Jackson, esta paga a pronto, muito maus seria se a tesouraria estivesse apertada, neste momento. O problema está nos resultados, ou seja no lucro, ou no prejuízo. E para a determinação desses
resultados, usados nos cálculos do cumprimento do fair-play financeiro da UEFA, importa a data em que o passe do atleta é alienado. Ou seja, em 2015/16, o Porto apenas vendeu Carlos Eduardo e Kleber que representarão uma fatia pouco significativa no gigantesco bolo das mais-valias necessárias. Assim, fazer uma grande venda nesta altura, fosse Alex Sandro, fosse outro qualquer é essencial para que a SAD possa encarar o resto da época mais tranquila e mais desafogada e sem a necessidade de fazer vendas à pressão no mercado de inverno, como Otamendi ou no final de junho, como Lucho Gonzalez após se ter gorado a transferência do regressado Cissokho para o Milan. Vendendo agora, permite à SAD ficar menos refém da lei do mercado, podendo decidir quem, quando e por que valores vender, ao invés de passar uma imagem de desespero, que desvaloriza os seus jogadores. Para mais, se se conseguir vender Herrera nesta janela de transferências, negócio que faria todo o sentido dada a abundância de jogadores para o seu lugar e dado o que o mexicano (não) anda a jogar, poderíamos encarar a temporada com um á-vontade que já não demonstrávamos há anos.

A perda de Alex Sandro é significativa, é um facto. Para além de perdermos um grande jogador, perdemos um grande homem, que nunca veio para a comunicação social chorar-se e fazer pressão para sair. Nem ele, nem o empresário, o advogado, o pai, a mãe, ou o canário. Para mais, vender um lateral que está a quatro meses de poder assinar a custo zero por qualquer clube por 26 milhões é um negócio que poucos clubes no Mundo conseguem fazer.

Obrigado por tudo, Alex!

Relatório de Empréstimos - 20/08/15


A bola começou a rolar em Portugal assim como nos principais campeonatos europeus e com isso volta a regularidade dos relatórios dos emprestados do FC Porto. A faltar colocar apenas 4 jogadores (Quiñones, Djalma, Rolando e Júnior Pius), já conseguimos notar algumas das tendências do que irá ser a nova época em termos de titularidades e tempo de jogo.
Comecemos pelos piores, os guarda-redes: com 2,3 e 5 jogos oficiais respetivamente, Kadú, Fabiano e Bolat ainda não somaram qualquer minuto. E se de um jogador de campo poderíamos afirmar que mais cedo ou mais tarde poderá encontrar o seu espaço, com os guarda-redes não é a mesma coisa e a previsão que se faz é que pelo menos estes 3 (falta avaliar Andrés Fernandez que não começou ainda a época) irão ser apenas reservas nos clubes onde se encontram, sendo que são claramente empréstimos para poupar ordenados e não para proporcionar competitividade aos jogadores.
A primeira surpresa da época foi Roniel, que contra a Académica fez o único golo da partida, tendo feito parte também dos principais lances de perigo do Paços de Ferreira sendo considerado por isso o melhor em campo por (pelo menos) o jornal O Jogo.
Boa surpresa também é a titularidade dos jovens emprestados Gonçalo Paciência, Ivo Rodrigues, Otávio e Fidelis, que aparentemente serão titulares ou pelo menos lutarão por um lugar nas suas equipas. Apesar de tudo Kayembe, Leandro Silva e Anderson Dim não jogaram, mas poderão ainda ganhar o lugar ao longo da época. Pior está Caballero que depois de somar já 208 minutos nas primeiras partidas, contraiu uma lesão grave: uma rotura de ligamentos e terá uma longa recuperação pela frente.
Podem conferir a seguir todos os números no relatório e ver as imagens do golo solitário de Roniel:



Golo de Roniel:

Vítor Pereira, o agente desportivo ao serviço do disparate

O nome dele é Pereira, Vítor Pereira e é o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. Ele é o senhor todo-poderoso da arbitragem em Portugal. (Mal) coadjuvado por mais alguns membros do referido Conselho, Vítor Pereira, nos intervalos das visitas ao centro de estágios do Benfica, tem tempo para gerir mal e porcamente a arbitragem.

A época transacta foi o que foi. O colinho foi por demais falado. Árbitros como Cosme Machado, Manuel Mota, João Capela ou Bruno Paixão exibiram alegremente a sua falta de talento para a arbitragem e
a enorme força de que dispõem na modalidade de inclinação de campos. E o árbitro despromovido, logo após ser nomeado por Vítor Pereira para a final da Taça da Liga, foi o desgraçado a quem coube em sorte arbitrar duas das três derrotas do Benfica no campeonato.

Evidentemente, os clubes profissionais mostraram um cartão bem vermelho a Vítor Pereira, aprovando o sorteio dos homens do apito, posteriormente rejeitado pela FPF. O presidente do Conselho de arbitragem, se fosse um homem íntegro, teria enfiado a carapuça e posto o lugar à disposição. No entanto, dada a cor do cartão, deve ter considerado que seria um elogio que lhe estavam a fazer. E, assim, recusado o sorteio, Vítor Pereira continuou a mandar na arbitragem.

Não foi, portanto, de estranhar que, as competições profissionais tivessem começado tortas. Depois da péssima arbitragem da Supertaça, os campeonatos começaram cheios de casos e confusões. Na sexta, todos vimos o golo duplamente ilegal do Tondela, em fora-de-jogo e após toque na bola com a mão. Também todos, menos Carlos Xistra e o seu auxiliar, vimos João Pereira fazer um lançamento descaradamente dentro do campo, do qual surgiu o golo da vitória sportinguista.

No sábado, mais confusão. Na Liga de Honra. Na Feira, Cosme Machado, quem mais, marcou três grandes penalidades que o Jornal de Notícias apelida de inexistentes. Em Freamunde também houve confusão. Na primeira Liga, o Belenenses, clube que mantém relações de enorme promiscuidade com o Benfica, safou-se de perder um jogo que esteve a vencer por dois golos, à custa de um golo erradamente não validado por pretenso fora-de-jogo em tempo de descontos. O árbitro? Manuel Mota, pois claro.

Continuando no sábado, o Porto recebeu o Vitória de Guimarães. O árbitro, Fábio Veríssimo, um dos dois árbitros promovidos do nada a internacionais, por Vítor Pereira, feito alcançado sem sequer terem apitado jogo de um grande, fartou-se de fazer disparates. Sem influência no resultado, é certo, mas os erros foram demasiados. Fábio Veríssimo, que há pouco mais de um ano apitava nos distritais conseguiu inclusivamente um feito que se não for inédito, é, pelo menos raríssimo, ao ter conseguido ser assobiado por cometer erros que beneficiaram a equipa de quem assobiou. É verdade, o público do Dragão assobiou Fábio Veríssimo por este ter interrompido o jogo para marcar um falta, sem dar a lei da vantagem ao Vitória de Guimarães. E fê-lo por duas vezes. Vítor Pereira conseguiu, portanto, promover a internacional um árbitro que, claramente, desconhece a regra da lei da vantagem. Notável.

Por fim, o fim-de-semana terminou com a recepção do Benfica ao Estoril. O árbitro, Tiago Martins, o segundo dos internacionais à pressão de Vítor Pereira, cujo maior feito na curta carreira foi expulsar três atletas do Porto B num jogo na casa do Oriental. Logo aos 10 minutos, Luisão, com o à-vontade próprio de quem sabe que goza de total impunidade, desinteressa-se da disputa da bola e prefere meter o braço nas costas do avançado estorilista Leo Bonatini. Penalty claro, óbvio, evidente, descarado. Tiago Martins estava convenientemente distraído e não viu, mas já viu um pretenso penalty por mão na bola de um atleta estorilista. Um olho de lince, tem Tiago Martins, que conseguiu ver o que as dezenas de câmaras do canal do Benfica não foram capazes de nos mostrar...

E, assim, ambas as provas profissionais começaram tortas. E, diz a sabedoria popular, que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Com Vítor Pereira, podemos ter a certeza que nada se irá endireitar. Aliás, o mais provável, é que fique cada vez mais torto. O que não há dúvidas é que ficará sempre inclinado para o mesmo lado.

Relatório de Empréstimos - 05/08/15


Com a nova época prestes a começar, alguns excedentários do FC Porto têm sido colocados um pouco por toda a Europa. 
Em Portugal, Anderson Dim, David Bruno e Fidelis foram emprestados a Freamunde (os dois primeiros) e Portimonense, sendo que David Bruno e Fidelis já fizeram os primeiros minutos oficiais na Taça CTT (Taça da Liga) e este último fez até uma assistência. Já David Bruno falhou um dos penaltys que ditaram a saída do Freamunde da Taça CTT. Também Kayembé, Tiago Rodrigues, Gonçalo Paciência e Ivo Rodrigues conseguiram colocação na 1ª Liga Portuguesa em Rio Ave, Marítimo, Académica e Arouca, respetivamente. Braima Candé foi "despachado" para o Campeonato Nacional de Séniores, para o Mirandela, naquilo que parece ser uma má decisão (para que serve a equipa B?).
Para já, em competições oficiais destaca-se Mauro Caballero que já faturou o seu primeiro golo na Liga Europa frente aos finlandeses do Nömme Kalju e tem sido aposta em alguns jogos do FC Vaduz. Também Walter continua a marcar tendo sido o melhor em campo na vitória frente ao Palmeiras de Kelvin. Licá fez 1 minuto na Liga Europa pelo V. Guimarães.
Em destaque mas pela negativa, Sinan Bolat parece que vai ser suplente outro ano, ainda não tendo somado qualquer minuto, não aparecendo inclusive nas convocatórias.
Para ver: algumas imagens (poucas) relacionadas a alguns destaques da semana e o relatório completo, que com a chegada dos jogos oficiais ficará menos confusa e ganhará um ritmo semanal, como foi na época transata.



Assistência de Josué (2:16):

Golos de Ghilas (1:35 e 2:11):

Golo de Walter:

Assistência de Fidelis (0:24):

Pedro Pinto, o jornalista das gafes

Exmos. Senhores,

Hoje, pela terceira vez, o vosso jornalista do Jornal da Uma, Pedro Pinto, cometeu uma gafe relacionada com o Futebol Clube do Porto. Depois de dizer futebol clube do porco em vez de Futebol Clube do Porto, Pedro Pinto chamou, hoje, dia 30 de julho de 2015, lopetoqui ao treinador do Futebol Clube do Porto, Julen Lopetegui.

É óbvio que errar é humano, e toda a gente está sujeita a cometer uma gafe de quando em vez. Pedro Pinto, mesmo sendo um jornalista com bastante experiência também se engana e, tem o problema de o fazer em directo na televisão, com muitos milhares de pessoas a ver. O problema está, quando os erros se repetem, e quando afectam sempre os mesmos. Errar uma vez, é normal, acontece a todos. Errar a segunda vez, ainda se aceita. À terceira, já custa a acreditar que foi um mero erro. E, mais a mais, eu não me recordo de ouvir Pedro Pinto cometer gafes envolvendo qualquer outro clube...

Trocar o nome a uma pessoa ou a uma instituição é algo feio, que não fica bem. É aceitável em pessoas de reduzida formação académica, que muitas vezes sentem dificuldades em pronunciar nomes mais complicados, principalmente se forem estrangeiros. Mas não devemos comparar a eloquência de Pedro Pinto e a sua formação académica com uma dessas pessoas. Faz algum sentido comparar o vosso jornalista com, por exemplo, Jorge Jesus?

Estou certo que Pedro Pinto também não gostaria que, em público, e perante a audiência de milhares de pessoas, alguém lhe trocasse constantemente o nome. Ponho-me a imaginar se Pedro Pinto gostaria que, numa situação dessas, alguém, por exemplo, se esquecesse constantemente de pronunciar a letra n do seu apelido. Não seria nada bonito. Mas também não é bonito que a TVI tente abafar estas situações, denunciando os vídeos que provam o que aconteceu e nada faça para as eliminar. Sim, porque Pedro Pinto não é o único jornalista da TVI a ter cometido gafes referentes ao Futebol Clube do Porto. Mas, de facto, da TVI não se pode esperar respeito pelo Futebol Clube do Porto. Quem, por exemplo, contrata o propagandista oficioso de Luís Filipe Vieira, Pedro Guerra, para comentador desportivo demonstra bem o seu facciosismo. De quem tem comentadores que, em jogos europeus, sofrem mais pelo Real Madrid do que pelo Porto, não se pode, de facto esperar grande coisa. Mas um pouco de boa educação, nunca fez mal a ninguém.

Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira

As eleições na Liga e um milagroso acerto do jornal Record

Ontem, Pedro Proença foi eleito presidente da Liga. Contando com o apoio da maioria dos clubes da Liga NOS, 12 contra 6 de Luís Duque, Proença tornou-se no oitavo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, sucedendo a Valentim Loureiro, Manuel Damásio, Pinto da Costa, Hermínio Loureiro, Fernando Gomes, Mário Figueiredo e Luís Duque.

Sinceramente, creio que Duque  não fez um mau trabalho. Recuperou financeiramente a Liga, deixada de rastos pela gestão quase danosa de Figueiredo, o tal que teve o voto a favor do Sporting e à volta de quem Vieira disse que os clubes se deveriam unir, credibilizou a instituição, depois da passagem do cometa Figueiredo, e criou condições para que a Liga voltasse a ser uma fonte de receitas para os clubes, e não um encargo.

No entanto, Duque, para além de ter proferido declarações para com seus associados de baixíssimo nível, ao chamar ignorante ao presidente do Sporting e xenófobo a Tiago Ribeiro do Estoril, independentemente de ter, ou não, razão, falhou em toda a linha num aspecto. O Presidente da Liga é o primeiro vice-presidente da FPF, o número dois da sua direcção, e tem o dever de representar o futebol profissional junto da instituição e de o defender acerrimamente, com unhas e dentes. Não o fez. E tanto não o fez que nem foi capaz de por todos os delegados da Liga na AG da FPF a votar a favor do sorteio, uma vez que a Liga tem 20 delegados e houve apenas 17 votos a favor do sorteio.

Ora, isto era o ideal para o Benfica. Conseguir que o associado com mais peso na FPF nada faça para mudar o triste estado de coisas a que esta chegou é o ideal. É óbvio que o Benfica fica imensamente satisfeito se Bruno Paixão, Manuel Mota, João Capela ou Duarte Gomes continuarem a ser nomeados várias vezes por ano para os seus jogos. É evidente que o Benfica não quer que se mexa no Conselho de Arbitragem e pretende que Vítor Pereira continue a ser visita assídua no Seixal. É nítido que o Benfica pouco se preocupa se são nomeados árbitros internacionais indivíduos sem experiência e que nunca, jamais, em tempo algum arbitraram sequer jogos dos grandes no campeonato. O problema é que Pedro Proença também já prometeu que vai lutar contra isto tudo. E isto perturba seriamente os interesses do Benfica e dos seus 13.999.999 adeptos. Como é que se chega a este número? Aos 14 milhões que o Benfica publicita, incluindo umas dezenas de milhar na Indochina, retira-se um, Pedro Proença. Porque Proença já mostrou que tem a coluna direita e não se curva perante nada nem ninguém e muito menos se deixa intimidar, mesmo que lhe partam os dentes com um soco.

O problema do Benfica é que os famosos lugares na Liga não lhe vão servir de nada. Com Proença, as probabilidades do futebol se decidir dentro do campo e não fora dele, aumentam drasticamente. Talvez seja por isso que Pedro Guerra, o propagandista oficioso de Vieira, tenha ido a correr, em sentido figurado, claro, à TVI24 berrar com tudo e todos. Talvez seja por isso, que o Record de ontem noticiava, ainda antes de Proença ser eleito, que Vieira havia prometido reforços a Rui Vitória. Talvez as grandes orelhas do presidente vermelho tivessem ouvido que Proença tinha apoios suficientes para vencer, e como tal, foi forçado  investir a sério no reforço da equipa...

A preocupação benfiquista com as contas do Porto

Recentemente, a comunicação social lisboeta tem dado voz a um conjunto de personalidades do universo benfiquista que andavam um pouco afastadas da vida pública. Estes indivíduos saíram do buraco onde estavam há anos, para vir criticar os gastos do Futebol Clube do Porto nesta pré-temporada. Gaspar Ramos, o inventor dos seis milhões, José Manuel Capristano, ex-vice de Vale e Azevedo e, como tal, totalmente avalizado para falar de contas e um tal de José Manuel Antunes não se cansam de berrar que o Futebol Clube do Porto está a gastar mais do que pode.

Sendo certo que a situação financeira da SAD portista não é famosa, espanta-me é que esta gen
te toda só agora tenha saído da toca. E espanta-me porque, o Futebol Clube do Porto, gastou, pelo menos até agora, menos dinheiro em reforços do que nas temporada transactas. Tudo bem que a SAD não deveria gastar 20 milhões num único atleta, como fez com Imbula, mas os reforços deste ano custaram menos que Indi, Marcano, Adrian, os empréstimos de Campaña, Oliver, Casemiro e Tello, Aboubakar, Otávio, metade do passe de Quintero, Brahimi, Evandro, Andrés Fernandez, etc. Bem menos. E, quanto aos salários, bem, Maxi, Casillas e Imbula, não devem ter propriamente salários baixos mas, a equipa já perdeu Fabiano, Andrés, Reyes, Casemiro, Oliver e, principalmente, Jackson, Danilo e Quaresma. Estará o Porto a gastar assim tanto dinheiro a mais? Duvido muito.

Obviamente que isto não implica que o Porto não deveria reduzir os seus gastos. O Futebol Clube do Porto apresenta um desequilíbrio estrutural nas suas contas. A título de exemplo, com rendimentos extraordinários e irrepetíveis de cerca de 60 milhões, divididos a um prémio extra de participação na Liga dos Campeões, ao "brinde" que o Real Madrid nos deu com Casemiro e às mais-valias das vendas de Mangala e Danilo, o Porto teve de vender Jackson às 23:00h de 30 de junho de 2015 para não apresentar prejuízo. Isto não implica que o desequilíbrio deste ano seja maior do que em épocas passadas. Mais, uma vez que necessitamos de três vendas milionárias para equilibrar as contas da época, não me admirava que, até 31 de agosto, fizéssemos outra venda significativa.

Por outro lado, seria interessante que Ramos, Capristano e Antunes perdessem uns minutos a olhar para o próprio umbigo. Vejamos, o Benfica vende, vende, vende. Tem uma equipa envelhecida. E vende tudo à taxa fixa de 15 milhões de, provavelmente, nada. Mas, ainda não fez uma contratação sonante. Quererão Ramos, Capristano e Antunes explicar o porquê?


Relatório de Empréstimos - 23/07/15


A pré-época continua e com alguma ação, especialmente do Fenerbahçe. Fabiano e Abdoulaye já deram que falar nos primeiros jogos: num jogo Abdoulaye marcou e deu a marcar (ao adversário) e Fabiano fez uma das suas famosas saídas que deu em golo, no outro Fabiano é mal batido num livre do V. Guimarães. Ghilas faturou na sua estreia pelo Levante num golo de fácil execução.

Mais três empréstimos confirmados: Sami no Akhisar na 1ª Liga Turca, Célestin Djim no Metz da 2ª Liga Francesa e Sinan Bolat no Club Brugges da 1ª Liga Belga. Mais três colocações aparentemente muito forçadas e numa política de despachar jogadores o mais rápido possível.

A competir já se encontra Caballero que já fez os primeiros minutos na Liga Europa e na 1ªLiga Suiça. Fica a ideia que não irá ser titular, mas sim uma opção de reserva: começa mal. Walter assistiu mais uma vez e continua numa forma regular no Brasileirão, sendo que se lesionou no último jogo, que não poderia jogar de qualquer forma visto estar suspenso.

Ainda vários nomes em aberto para serem emprestados numa altura em que já há ligas a decorrer. A ver vamos como começa esta época em termos de jogadores cedidos. Entretanto fiquem com alguns lances importantes e o relatório completo:



Golo de Ghilas (2:02):

Assistência de Walter (0:44):

Golo (0:33) e erros (1:01 e 1:15) de Abdoulaye e Fabiano frente ao Sivasspor:

Erro de Fabiano frente ao V. Guimarães:

Maxi Pereira e a camisola 2

Maxi Pereira, já é jogador do Porto. E isto deixa-me triste, muito triste

E deixa-me triste, não por Maxi ser mau jogador, que não é, mas pela sua atitude em campo. Eu até simpatizo com atletas raçudos, que deixam tudo o que têm e o que não têm em campo. O que eu não gosto é de porcos. Odeio jogadores caceteiros, que batem indiscriminadamente, que agridem, que provocam intencionalmente. Foi Maxi que se mandou em voo ao joelho de João Moutinho e levou Vítor Pereira ao desespero.

E também fico ainda mais triste porque vejo que o meu clube está muito diferente, para pior. Há uns anos atrás se um jogador de Benfica viesse dizer que o Porto ganhava à custa dos árbitros, levava uma resposta dentro de campo que até via estrelas. Já ninguém se lembra dos 5-0 ao Benfica, depois de semanas de acusações, choro e insultos vindos da Segunda Circular? Hoje, não, hoje quem profere declarações desse estilo é contratado e ainda é apelidado de jogador à Porto pelo presidente Pinto da Costa, numas tristes declarações que visam apenas serenar os ânimos, e que ainda diz que Maxi é digno de usar a camisola "2", a mítica camisola "2", a camisola do João Pinto, o eterno capitão que subiu a bancada do Jamor debaixo de uma chuva de pedras, a camisola do nosso "Bicho", Jorge Costa. Mas o que é isto? Agora metemos dentro de nossa casa, em ombros, que nos maltrata, quem nos insulta, quem nos humilha, quem nos agride? Onde está a nossa dignidade, o nosso amor próprio? Como poderemos manter a nossa coluna vertebral direita depois disto? Como é que se pode falar em mística, ao fazer uma barbaridade destas?

Mas, já que parece que vale tudo, eu propunha que Simão Sabrosa fosse o substituto de Quaresma e Carlos Martins para o lugar de Oliver, que tinha a vantagem de ser uma bicada no Benfica e no Benfica B. E já agora, porque não contratar João Gabriel para o lugar de Rui Cerqueira? Ninguém duvida que o homem dá tudo por quem lhe paga o salário... perdão, pelo seu clube. Ou dar um Dragão de Ouro a Rui Gomes da Silva. Ou, no dia em Pinto da Costa resolva sair do Porto, su
bstitui-lo por, sei lá. Bruno de Carvalho.

Mas, agora, que já não há nada a fazer, toca a apoiar. No final, o que interessa é que o Porto ganhe. Mas ver aquele energúmeno com aquele lindíssimo símbolo ao peito custa imenso.

Relatório de Empréstimo - 11/07/15


Com a pré-época de 2015/16 a decorrer, vão-se desenrolando as primeiras transferências por empréstimo do FC Porto: Abdoulaye e Fabiano foram confirmados no Fenerbahçe, Josué volta a ser emprestado ao Bursaspor, Ghilas é emprestado de novo para a Liga BBVA, desta feita para o Levante e Roniel é "sub-emprestado" ao Paços de Ferreira, sendo assim testado na Liga NOS antes de o FC Porto exercer qualquer opção de compra. Pedro Moreira foi confirmado no Rio Ave, mas falta saber se por empréstimo ou em definitivo, já Tozé parece ter sido cedido definitivamente ao V. Guimarães, ficando o FC Porto com 50% do passe, num negócio semelhante a outros no passado (Josué, Sérgio Oliveira, etc.).
Mauro Caballero já jogou os primeiros minutos no FC Vaduz num amigável, mas não jogou em nenhuma das mãos da 1ª pré-eliminatória da Liga Europa, não contabilizando assim qualquer minuto em competições oficiais.
Walter numa série de jogos louca em que deu para tudo: passou ao lado do primeiro jogo, assistiu e foi o homem do jogo no segundo (ver no 2º vídeo o "cabrito" espetacular), foi expulso no terceiro e (obviamente) não jogou o quarto, continuando a provar que apesar de conseguir fazer coisas boas, consistência não é com ele.
Kelvin depois de 3 jogos sem sair do banco, entrou frente ao Avaí e provou ao treinador que merece algo mais, assistindo para o 2º golo do Palmeiras com um belo movimento e ainda, num lance no mínimo caricato, marcando um golo aos 91 minutos (como só ele sabe) que o árbitro assistente não validou. Vale a pena ver.

PS: No relatório temos as prometidas mudanças, com algumas adições: salários (a vermelho os suportados pelo FC Porto, a verde os suportados pelo clube de destino), o balanço das compras e cedências de passes, as percentagens ainda detidas pelo FC Porto, a duração do contrato e o valor de mercado anterior à última alteração de forma a dar alguma perspetiva do crescimento do jogador em termos económicos. Muitas destas informações são estimadas ou provenientes de fontes antigas ou não muito seguras por isso se tiverem qualquer informação sobre valores de salários, compras ou vendas que achem que estão errados, não hesitem em comentar.





Assistência de Walter (0:31):

"Cabrito" de Walter:

Expulsão de Walter:

Assistência de Kelvin:

Golo anulado a Kelvin:

O sorteio dos árbitros, a solução possível e alguns rabos trilhados

Foi aprovado pela Assembleia-Geral da Liga de Clubes, na passada segunda-feira, o regresso do sorteio dos árbitros, numa proposta conjunta do Futebol Clube do Porto e do Sporting Clube de Portugal, que mereceu a aprovação por larga maioria dos associados da Liga. Não se conhecendo o sentido de voto de nenhum clube, fora os três grandes, que manifestaram publicamente a sua opinião, importa analisar as posições destes quanto ao sorteio e, também do outro agente desportivo que se manifestou, o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira.

Antes de mais, eu confesso, sou contra o sorteio, mas nas actuais circunstâncias, sou obrigado a ser a favor. Explico-me, eu sou a favor que, para cada jogo seja nomeado o árbitro mais adequado dentro dos que estão disponíveis. Num sorteio, tal nunca está garantido. Pode calhar, o melhor, o 2º melhor, second best.
o 3º melhor, etc. Mas é possível num sistema de nomeações, desde que quem nomeie seja sério, honesto, imparcial e competente. E se, quanto às primeiras, é desagradável tecer considerações sem qualquer prova, quanto à última ninguém com, vá, dois neurónios a funcionar poderá ter dúvidas da falta de competência de Vítor Pereira e seus pares. Estamos a falar de quem nomeou um árbitro que se safou da despromoção para um jogo entre o Vitória de Guimarães e o Porto, à data nos dois primeiros lugares da tabela, estamos a falar de quem nomeou Marco Ferreira para a final da Taça de Portugal, para o despromover dias depois e estamos a falar de quem passa por cima dos regulamentos da UEFA e nomeia internacionais sem experiência de primeira divisão, baseado no critério de sere mda Associação de Futebol de Lisboa. E como não parece possível trocar Vítor Pereira por alguém competente, até porque o presidente da FPF anda a gastar o seu tempo a apoiar candidatos à FIFA que nem a eleições chegam a ir, mais vale o sorteio. Como diria o famoso matemático John Nash, que deu origem ao filme "Uma Mente Brilhante", é uma solução

Mas, o mais curioso no meio disto tudo foi a reacção de Benfica e de Vítor Pereira a toda esta questão. Foram os únicos que se mostraram abertamente contra. Paulo Gonçalves, representante do Benfica na Assembleia-Geral da Liga, veio até falar numa aliança entre Porto e Sporting. Curiosamente, no ano passado era Bruno de Carvalho que falava numa aliança entre Benfica e Porto. Deve ser a poluição da Segunda Circular que está a afectar o cérebro daquela malta... Mas, o que fica é que quem é contra o sorteio é quem tão mal nomeou e quem mais beneficiou das nomeações. Será medo do colinho acabar?

Relatório de Empréstimos - 22/06/15


A época europeia terminou, mas para dois jogadores emprestados pelo FC Porto o campeonato ainda mal começou. Falamos de Kelvin e Walter que continuam as suas aventuras por terras brasileiras. Walter continua a ser influente no Atlético Paranaense, marcando e assistindo regularmente pelo clube brasileiro. Já Kelvin depois de uma passagem com sucesso pela titularidade durante algumas semanas, volta a não ser opção regular no Palmeiras.
Rúben Alves, como já se esperava não esteve presente no jogo da final do CNS e terminou uma época terrível com pouquíssimos minutos.
Mauro Caballero já tem jogo marcado para dia 26, um amigável contra o CS U Craiova, que servirá de preparação para o primeiro jogo competitivo da época para o FC Vaduz, no dia 2 de Julho, contra o La Fiorita de San Marino, a contar para a primeira eliminatória da Liga Europa. Vejam em seguida a tabela das incidências (na qual se optou por deixar os minutos jogados de todos os jogadores para comparação com os números de Kelvin e Walter) e os vídeos do golo e assistência de Walter.



Assistência de Walter (2:33):


Golo de Walter (0:47):