Amanhã, é para ganhar...



É para ganhar para...

...mostrar quem é o melhor;
...matar o borrego;
...vingar o golo em fora-de-jogo do ano passado;
...vingar o penalty não assinalado ao Cedric;
...calar o gordo;
...ensinar a Juve Leo a escrever faixas em português correto;


...mostrar respeito pelos sportinguistas que tanto gostam de festejar golos nossos, retribuindo com vários golos marcados na casa deles;
...responder cabalmente a todos os vis ataques que o Sporting nos tem feito, desde a palhaçada da Taça da Liga, a mandar os bilhetes para a Constituição, a misturar os nossos dirigentes no meio de adeptos do Sporting;
...ver a azia na Comunicação Social alfacinha;

Mas, acima de tudo, é para ganhar porque Somos Porto. Porque o Porto é muito maior do que aquilo que o Sporting alguma vez será e porque a nossa obrigação é responder dentro de campo a todas as pressões que nos têm feito fora dele.

O que é que Kayembe tem?



Joris Kayembe chegou, na época passada, à equipa B do Futebol Clube do Porto, vindo da Bélgica. Chegou de forma discreta e sem aviso prévio dos jornais, no último dia do mercado de verão, tendo entrado, quase de imediato no onze titular do Porto B, onde, verdade seja dita, se destacou. Kayembe, mostrou ser um extremo muito rápido e ágil, embora um pouco trapalhão, mas que, mesmo assim, foi levando as suas iniciativas avante, contribuindo com golos e assistências para a bela carreira da nossa segunda equipa na Liga de Honra.

Este destaque valeu-lhe a honra de ser um dos quatro jogadores da equipa B a jogar pela equipa em jogos oficiais, tendo jogado na vergonhosa derrota em Olhão, já perto do final do campeonato. Tozé, Mikel e Victor Garcia (a propósito, não joga porquê?), foram os outros felizes contemplados. E quem melhor que Luís Castro para perceber quais do atletas da equipa B tinham lugar na equipa principal?

Por isto tudo, e por ter sido um dos escolhidos por Lopetegui para fazer a pré-temporada com a equipa principal, era expectável que Kayembe se destacasse como uma das vedetas do Porto B. Sucede que, esta temporada, o atleta belga tem sido consistentemente utilizado como lateral esquerdo. Se tal já tinha ocorrido na pré-temporada na equipa principal, mas apenas por falta de alternativa a Alex Sandro, na equipa B não faz qualquer sentido, quando existe Rafa, um jogador extraordinariamente promissor, que poucas ou nenhumas oportunidades tem tido de jogar, uma vez que está tapado por um atleta a jogar fora de posição e com claros, e compreensíveis, problemas a nível defensivo.

O porquê disto estar a acontecer, não sei. Talvez Luís Castro possa saber...


Nota: numa decisão não comunicada aos assinantes, a Cabovisão retirou, repentinamente, o Porto Canal da sua grelha de canais. Pode não ter nada a ver, mas fica a questão: quem foi o único patrocinador que Mário Figueiredo conseguiu para a Liga, no seu mandato?

Nós não comemos gelados com a testa



 A Porto SAD convocou uma Assembleia Geral, para o próximo dia 2 de Outubro.

Resumidamente, a AG terá três pontos, a saber:

1 - Ratificação da nomeação de Fernando Gomes para administrador da SAD;
2 - Aprovação da compra de 50% do capital da sociedade EuroAntas, dona do nosso estádio do Dragão, ao Futebol Clube do Porto;
3 - Aprovação de um aumento de capital da SAD.

O primeiro  ponto é pacífico. Fernando Gomes foi nomeado administrador, em substituição de Angelino Ferreira e a lei manda que os accionistas aprovem essa escolha;

O terceiro ponto, também seria pacífico. A Porto SAD tem apresentado péssimos resultados, que se traduzirão (será visível no relatório e contas final da época 13/14), na apresentação de capitais próprios negativos. Isto significa que a SAD terá um passivo maior do que o activo, ou seja, de forma muito básica, que aquilo que tem é inferior àquilo que deve. Isto significa que a SAD vai ficar numa situação de falência técnica. Um aumento de capital poderia ser, de facto, uma boa solução para resolver este problema. Sucede que, o principal accionista, o clube, não tem dinheiro para investir nesse aumento de capital. E, não tendo dinheiro, ou não participa no aumento de capital e arrisca-se a perder o controlo da SAD, ou tem de arranjar dinheiro.

Do parágrafo anterior, chegámos então ao segundo ponto. Como irá o clube arranjar dinheiro? Vendendo metade da EuroAntas à SAD, usando depois esse dinheiro para investir no aumento de capital. Sucede que a EuroAntas é uma sociedade com uma situação financeira invejável. Tem a sua dívida controlada, tem, nos últimos anos, apresentado lucros, tem dinheiro em caixa e tem um capital próprio muito, muito elevado. Uma empresa modelo, portanto. Ou seja, o clube prepara-se para trocar um activo "bom", a EuroAntas, por um "mau", a SAD. Vai vender aquilo que dá dinheiro para comprar algo que só dá prejuízo.

Esta solução poderia ser positiva se a SAD estivesse a inverter a sua política despesista. Como não parece ser o caso, esta operação é apenas cosmética e visa apenas permitir que o desvario financeiro da SAD continue por mais uns anos. Exemplificando: imagine-se um indivíduo com um rendimento mensal de 1.000 euros, mas que gasta 1.200 euros por mês. Vai-se endividando para poder pagar as despesas, até que chega a um ponto em que fica completamente estrangulado. Um amigo, num acto de caridade, oferece-lhe 10.000 euros para ele pagar as dívidas. No entanto, se continuar a gastar mais do que aquilo que ganha, mais tarde ou mais cedo, vai voltar ao mesmo e, a ajuda do amigo serviu apenas para adiar o problema. No entanto, se reduzir as suas despesas para menos de 1.000€, a ajuda do amigo foi útil, pois permitiu-lhe resolver o problema. Esta operação, entre o clube e a SAD, é semelhante. Se a SAD cortar na despesa, esta ajuda do clube pode ser importante. Caso tal não suceda, servirá apenas para adiar o estrangulamento por mais uns anos.

Mais a mais, quer Sporting, quer Benfica já fizeram esta operação, no passado. O Sporting, ao contrário do que a comunicação social e Bruno de Carvalho dão a entender, continua falido e o Benfica, desde que passou o estádio para a SAD, já foi forçado a renegociar o pagamento da dívida da sua construção, adiando o pagamento total da dívida por mais umas dezenas de anos, sabe-se lá a que custo. Já o Dragão está quase, quase pago, tendo sido esse pagamento efetuado de forma escrupulosa até aos dias de hoje. Srs. administradores da SAD, não estraguem tudo, a tão pouco tempo do fim.

Esperemos que tudo isto seja feito com boas intenções, e que não sirva para prorrogar no tempo o desperdício, a loucura e o deboche  que tem sido a gestão financeira da SAD.