domingo, 12 de maio de 2013

Vitor Pereira - O (futuro?) campeão


Escrever algo sobre o FC Porto, um dia depois de ter acontecido o jogo de sábado, torna-se simples e até, de certa forma, estimulante.

Não vou escrever sobre o jogo, em particular, pois já se encontram escritas várias crónicas, além das opiniões expressas por vários comentadores sobre tudo aquilo que se passou em campo – neste ponto, não quero deixar de destacar os comentários do infalível Jorge Baptista que, obviamente, previu que tudo isto iria acontecer no campeonato. 

Este post aborda aquilo que, para um adepto do FC Porto, torna a época numa boa época desportiva e o treinador num treinador desejado para o ano seguinte. Se Vítor Pereira ganhar o próximo desafio frente ao Paços de Ferreira (como todos desejamos), realiza a quarta melhor época de sempre do clube em campeonatos nacionais, sem qualquer derrota.

Mas o que torna Vítor Pereira, um treinador mal-amado pelos adeptos e com poucas hipóteses de treinar a equipa na próxima época? Diria três factores: 

  • Actualmente, um adepto portista, coloca o FC Porto nos 10 melhores clubes europeus. Isto signifca que, aproximadamente, de 10 em 10 anos deveríamos lutar para vencer um título europeu. Mas tão importante como este factor,  um adepto aceita ser eliminados na Europa por 9/10 equipas (Real Madrid, Barcelona, Man United, Man City, Chelsea, Arsenal, Bayern Munique, Dortmund, Milan e Juventus). Perder com o Málaga ou com qualquer equipa fora destas 10 faz moça na credibilidade interna. 
  •  Se vencer o título é considerado normal, é importante que a equipa pratique ao longo dos jogos um futebol de massacre ao adversário e de domínio visto que 4/5 dos jogos da primeira liga são contra adversários mais fracos. Não basta ganhar, é importante que a equipa mostre vitalidade nos resultados que apresenta. 
  •  Qualquer treinador de equipa grande terá de ter o dom da comunicação consigo. Alguém dizia que os jogos começam na conferência de imprensa e no caso do FC Porto, esta máxima terá de ser seguida “à letra”.

Já critiquei e já elogiei Vítor Pereira. Considero-o um bom treinador que evoluiu consideravelmente ao longo dos dois anos que leva como treinador. Na Europa não teve o sucesso desejado mas os resultados que apresenta em Portugal  têm sido do melhor que temos apresentado nos últimos anos.

Gostava que a SAD lhe desse um plantel com mais soluções (condições financeiras) pois parece-me que o domínio e a posse de bola que a equipa apresenta com outras opções no ataque seríamos uma equipa fortíssima.

domingo, 31 de março de 2013

Suplemento de Alma

Depois de um tempo afastado da blogosfera portista, embora acompanhando sempre as prestações do nosso clube, toma-se a palavra, novamente, para falar sobre a actualidade.

Infelizmente, o "sempre" importante mês de Março não foi feliz para o FC Porto, pois entre um adversário "fácil" na Liga dos Campeões e o campeonato nacional...nada correu bem.

As opções tomadas ao longo do mês de Janeiro no reforço da equipa parceram-me equilibradas ao adquirimos uma solução de backup a Jackson Martínez - Liedson, reforçando as alas com Izmaylov. A única situação com que não concordei e não concordo está relacionada com a não-inclusão de Fucile no plantel da equipa principal, tendo em conta que além de Danilo e Alex Sandro não existem opções válidas. Ainda para mais quando Fucile, actua nos dois lados da defesa...

As lesões de Moutinho, Mangala e James em alturas cruciais colocaram "a nú" fragilidades da equipa que até aqui não tinham sido vistas. 

Se me perguntassem qual seria o momento mais importante da época à dois meses atrás, diria que o jogo com o SLB em Maio, seria "o" jogo. Mas após o empate do Benfica no Nacional e o nosso empate com o Olhanense no Dragão, senti que o campeonato poderia ter tomado um rumo diferente naquele jogo. Não só porque, caso tivéssemos ganho a pressão do lado do Benfica seria enorme mas porque na primeira falha que tiveram o FC Porto "cobrou" e distanciou-se. Falhámos quando não o deveríamos ter feito.

Não irei enveredar pelo discurso que vi/li de muitos adeptos portistas que após momentos menos bons, colocam tudo em causa: o treinador tem de ser despedido, a administração só pensa nos bónus das transferências (tema importante a que irei regressar) e os jogadores são todos fracos.



Como em tudo na vida, o balanço faz-se no final, mas gostaria de relembrar que Vitor Pereira desde que está no comando da equipa é, segundo li, o segundo melhor treinador da história só atrás de Bobby Robson.

Acredito que, se o Benfica tiver o azar de empatar ou perder um jogo antes da vinda ao Dragão, seremos campões pois o que estamos a necessitar é de um "suplemento de alma".

P.S. - Um tema que irei escrever, em breve, será sobre o Porto Canal. Dá 20 a 0 a todos os canais de clube que já vi, incluindo a BenficaTV. Actualidade, noticias, desporto, enfim, tudo aquilo que se pede a um canal do século XXI.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Palpite para o pré-clássico

Cheira-me que vêm aí elogios pouco habituais à nossa equipa e jogadores em locais improváveis. Objetivo? Amansar a fera e espicaçar os gatinhos.

Estado de alerta Dragões!! Rumo ao nosso destino!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Folheando regulamentos da LPFP...


Vem aí a decisão da utilização do Fabiano, Sebá e Abdoulaye em 71 horas e 45 minutos. Não sou advogado mas a lógica diz-me que o Futebol Clube do Porto tem muito por onde se defender...
O que se segue a negrito é citação dos regulamentos da Liga, a azul está identificado qual o regulamento a que pertence, existe um geral, um anexo que se refere apenas às equipas B e outro anexo que regula questões específicas da Taça da Liga.

A primeira questão a abordar e aquela que justifica a suposta utilização irregular de jogadores é esta e está no Regulamento das Equipas B:
Qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa “B”, decorridas que sejam 72 horas após o final do jogo em que tenha representado qualquer uma das equipas, contadas entre o final do primeiro jogo e o início do segundo.
Para os "abutres" levarem em conta este artigo estão a ignorar o primeiríssimo artigo deste Regulamento das Equipas B:
Artigo 1.º 
O presente Regulamento regula a participação das equipas “B” no campeonato da II Liga.
Ou seja, a primeira coisa que o regulamento referente à utilização de atletas de equipas “B” nos diz é: “Hey, ‘tamos só a falar da II Liga”, poderiam ter dito competições oficiais, poderiam ter dito competições organizadas pela LPFP, mas não… esclareceram desde início que regula apenas a participação na II Liga.
Voltando à primeira citação: Qualquer jogador apenas poderá ser utilizado pela equipa principal ou equipa “B”, decorridas que sejam 72 horas Qual foi a equipa do Futebol Clube do Porto que participou na Taça da Liga? A principal ou a “B”? O Sebá, o Fabiano e o Abdoulaye não foram utilizados pela equipa principal na Taça da Liga, porque nesta competição não existe nem equipa principal, nem secundária, existe uma equipa apenas.
No Regulamento das equipas B até fazem uma definição de equipa B:
b) Equipa “B”: A equipa secundária de cada Clube, criada no seio deste, encontrando-se competitivamente subordinada à equipa principal, devendo necessariamente competir em escalão inferior.
Não existe escalão superior ou inferior na Taça da Liga, logo não existe equipa B para a Taça da Liga, esta ideia é reforçada no Regulamento da Taça da Liga: A Liga organiza anualmente a competição Taça da Liga que é disputada exclusiva e obrigatoriamente pelos clubes participantes na I Liga e na II Liga em cada época desportiva, com exceção das equipas “B” participantes na II Liga, cujo acesso à presente competição se encontra vedado.”
Como é que se pode punir a utilização de jogadores baseando-se num artigo que regula a apenas e só de equipas B na segunda liga com base na utilização posterior numa competição onde não existe reconhecimento nem existência de equipa B. Só para reforçar a ideia: 
Artigo 102.º
Generalidades
A Taça da Liga é uma competição de natureza mista, disputada em cada época desportiva pelos clubes admitidos a participar na I Liga e na II Liga nessa mesma época, com excepção das equipas “B”.



No Regulamento geral das competições sobre a marcação de jogos:
Artigo 23.º
Calendário dos Jogos
2. Na falta de acordo, compete à Comissão Executiva da Liga fixar o dia e hora de realização dos jogos em cada jornada, tendo em conta as regras e condições previstas no n.º 7.
Neste nº7 está escrito o seguinte: 
Na fixação do dia e hora dos jogos das competições oficiais, devem ser observadas as seguintes condições:
a. Salvo acordo escrito entre os clubes contendores, qualquer jogo oficial de competição nacional deverá respeitar um intervalo entre jogos de 72 horas, calculado entre o final do primeiro jogo e o início do segundo jogo da competição nacional;

Se houve acordo entre os clubes existe acordo para jogar em menos de 72 horas, tudo combinado, nada irregular. Se quem marcou foi a Comissão Executiva da Liga, que deve ter a obrigação de levar  “em conta as regras e condições previstas no nº7” (e pelo que veio a público terá isto que se passou) o imcumpridor do regulamento foi a tal Comissão Executiva da Liga que não teve “em conta as regras e condições previstas no nº 7 onde deveria ter respeitado as 72 horas. 
Ou será que a Liga respeitou essas 72 horas porque no regulamento não existe precisão ao minuto apenas às horas, porque 71 horas e 45 minutos arrendondados dá 72 horas. Ou até porque na contagem de tempo 71 horas e 45 minutos é efectivamente a 72ª hora ( 1910, 1950, 1960, etc fazem tudo parte do século XX, a 1ª hora do ano novo começa às 0h00 e não à 1h00). Se a Liga cumpriu com base nestes pressupostos, o Futebol Clube do Porto também cumpriu na utilização dos seus atletas…
Para reforçar esta ideia no regulamento geral das competições: 6. Em casos fortuitos ou de força maior, a data e hora prevista para a realização de cada um dos jogos pode sofrer alteração ou adiamento, nos termos previstos no Regulamento de Competições da Liga. Coloca-se a mesma questão: será Liga respeitou os termos previstos no regulamento?

A lógica diz que o Futebol Clube do Porto não perderá este caso, mas o passado da Taça da Liga não garante que a lógica seja cumprida. Recorde-se que em 08/09, o critério de desempate era melhor goal average (golos marcados a dividir por golos sofridos) mas quem passou foi o Guimarães que tinha pior goal average.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Outra vez 5-0 !!

    Numa semana de muitas polémicas, o FCPorto demonstrou novamente a razão de ser o maior clube de Portugal! Imune a pressões externas, algumas pouco ou nadas justificadas, o nosso clube fez mais um grande jogo, desta vez perante os seus adeptos.

    O adversário de hoje foi a última equipa a vencer o bi campeão, tendo, inclusive, conseguido empatar a zero na primeira jornada deste campeonato. Era, portanto, um adversário a ter em conta e que nos podia ter causado alguns dissabores, olhando para um passado não muito distante. 

    Com mais facilidades do que era previsto, o FCPorto dominou completamente o jogo, tendo chegado ao fim da primeira metade do jogo com uns impressionantes 83% de posse de bola!! Sim, oitenta e três porcento de posso de bola! Nunca vi nada igual! 


    Apesar de ter imposto um ritmo menor durante o segundo tempo, a nossa equipa dilatou a vantagem e chegou a uns confortáveis 5 golos de diferença. Os marcadores de serviço foram Danilo, Otamendi, Defour, Varela e o inevitável Jackson Cha Cha Cha Martinez.

    Foi uma grande noite para os cerca de 20.000 adeptos presentes no fantástico Estádio do Dragão. 
Estamos novamente na liderança do campeonato, melhor diferença de golos, melhor defesa, melhor marcador...


MAIS:
- Defour: Finalmente um golo!! Apesar de continuar a jogar fora da sua posição mais confortável, uma vez que as limitações a nível do plantel assim o exigem, continua a surpreender!
- Alex Sandro: Mais um grande jogo deste defesa/lateral/médio/extremo, sem levar o 5º amarelo, que o excluía do próximo jogo em guimarães!
- Defesa: Mais um jogo com a baliza inviolável. Em 16 jogos realizados, sofremos apenas 8 golos. Muito bom registo!
- Marat Izmaylov: E não é que os SuperDragões já têm uma música para um dos mais recentes reforços da equipa? É uma versão da famosa música russa "Kalinka", só que com o nome do jogador! 

MENOS:
- Relvado: Que raio de relva é esta?! Ainda foi colocada há poucas semanas e já está num estado lastimoso! De jogo para jogo parece que fica pior, com mais buracos e falhas. O Estádio do Dragão sempre se pautou por ter um relvado em ótimas condições, exceto na inauguração. Será que a culpa ainda é dos Coldplay?!
- Liedson: Numa era onde quase tudo é digital, não se justifica que uma simples declaração demore dias ou semanas a ser recebida. Por que é que não se envia um email com todos os documentos pedidos pela Federação? É preciso alguma alma caridosa atravessar o Atlântico só para entregar meia dúzia de papéis? É a Federação Portuguesa de Futebol no seu melhor! 


    Para terminar, tenho mesmo que dizer que os 5-0 de hoje souberam bem. Mas gostei mais dos outros 5-0, no dia 7 de novembro de 2010, "oferecidos" a outra equipa equipada de vermelho :)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Mais do mesmo...

No passado fim de semana, o FCPorto deslocou-se à capital para mais um jogo da Liga ZON Sagres. Não foi, de todo, um jogo normal, no sentido em que, em disputa, estava bem mais do que uns meros 3 pontos...


Pois bem. Começando pelo mais importante: a equipa do FCPorto.
Apresentou-se de uma forma expectável, com o Defour no lugar do James, mais encostado à ala. Foi uma solução, de certa forma, básica e que todos estavam à espera. O fator surpresa não imperou. Convém referir que, mesmo que a nossa equipa técnica estivesse disposta a inovar, não tinha muitas soluções alternativas no plantel. 
Com o belga a jogar como médio interior/ala/extremo direito, o era plausível e natural que o futebol praticado pela nossa equipa fosse previsível e fácil de anular. Mas, contra todas as expectativas, não foi isso que se sucedeu.
O FCPorto comportou-se como uma equipa madura e experiente, que soube quase sempre controlar as investidas do adversário. Impôs o ritmo de jogo e, sempre que era necessário, criava calafrios à frágil defesa dos anfitriões. 

A defesa esteve bem, nomeadamente nas alas. Os nossos laterais jogaram a um grande nível. Ambos foram contratações bastante arriscadas, devido aos valores envolvidos, mas estão a "dar conta do recado". Já ninguém se lembra, por exemplo, de um tal de Álvaro Pereira... Contudo, não nos podemos esquecer que sofremos 2 golos. Mesmo jogando fora de casa, é algo que não se deve repetir. 

O meio campo esteve irrepreensível! O trio composto por Fernando, Lucho e Moutinho foi do melhor que já se viu. O Fernando recuperou muitas bolas. O Lucho, embora muito marcado, deu um ar da sua graça com passes magistrais. O Moutinho esteve em todo lado. Por vezes, dava a impressão que havia 2 ou 3 Moutinhos em campo, tal era a sua disponibilidade para aparecer em várias zonas do terreno. Ao nível do meio campo, arrisco-me a dizer que foi a melhor exibição que vi esta época. 

O ataque foi muito bom e muito mau. Passo a explicar. Alguém viu o Varela durante o tempo que esteve em campo? O Drogba da Caparica perdeu o fulgor dos primeiros 2 anos com a camisola do FCP ao peito. Precisamos urgentemente se alternativas! A meu ver, não é com jovens/miúdos para a equipa B que vamos lá. Necessitamos de alguém que possa jogar de imediato na equipa principal. Ismaylov? A ver vamos...
No reverso da medalha, Jackson Martinez foi inigualável. Falcao? Quem é o Falcao?! Atacou, defendeu, correu, fez correr, passou, fintou, rematou, marcou, enfim... É definitivamente um avançado de elite, que muita falta nos fez durante a época transata.


     
MAIS:
  • Claque  e adeptos do FCPorto: É de louvar fazer 300km para ir apoiar a equipa, mesmo sabendo que tudo estava contra eles. Deslocaram-se a um estádio grande, com uma boa assistência e, mesmo assim, foram incansáveis de apoiar o FCPorto. No meio de cerca de 63.000 espectadores, fizeram-se ouvir bem alto. 
  • Vítor Pereira: Confesso que, nos primeiros tempos, não era grande apreciador deste treinador. Consciencializei-me do equívoco e, agora, sou seu acérrimo defensor. Taticamente pode não ser perfeito mas uma coisa é certa. Tem a garra e a ambição que um portista deve ter. Este sim, acredito mesmo que está na cadeira de sonho.  

MENOS:
  • Arbitragem: Algo previsível de acontecer. Depois de andarem 1 ano inteiro a falar do golo em fora de jogo do Maicon (que nos deu o título de bi campeões em casa dos rivais), o árbitro nomeado para este jogo sentiu-se, consciente ou inconscientemente, pressionado para fazer uma exibição daquelas. A ver vamos se, nos próximos tempos, vão voltar à baila os tão aclamados sumaríssimos.
  • Mau perder do clube da casa: Não é nada que também não estejamos habituados. Quando algo corre mal, arranjam sempre desculpas. Nunca jogam mal, o adversário nunca foi superior, eles é que são exemplo para as restantes equipas, etc. Cada vez mais acredito que têm um complexo de inferioridade e têm necessidade de se mostrarem para serem falados, embora sempre pelos piores motivos. 



Em suma, o nosso clube exibiu-se a grande nível na casa de um dos nossos maiores rivais. Nada de anormal, portanto. :)

domingo, 13 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Simulação de agressão merece 100 anos de perdão

Gostaria que também analisassem com mais atenção a cena do Edo Bosch e concluissem que por falta de visualização da agressão apenas houve uma simulação de stickada do nosso estimado guarda-redes. Mas não vai ser assim... Porquê? Porque os "túneis" fazem parte do ADN encarnado seja em que modalidade for.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Mais uma dor de cabeça...

Não bastava o facto de termos "perdido" o Iturbe e o Atsu para as respetivas seleções, agora o James contraiu uma lesão muscular. Lesão essa que o vai impedir de estar a 100% no jogo do próximo dia 13. Aliás, é até bastante provável que não esteja em condições de ser, sequer, incluído na lista dos convocados. 

Situações como esta começam a ser apanágio de uma época que, para já, tem sido inconstante.

Pois bem. O povo costuma dizer que "quem não tem cão, caça com gato". A nossa equipa técnica vai ter que ser bastante criativa na disposição da equipa numa das deslocações mais difíceis de toda a época (será mesmo?!). A abordagem ao jogo terá que ser feita tendo em conta todas estas limitações. 



Várias soluções podem e devem ser tidas em conta.

1) Anteontem, no jogo contra o Nacional, viu-se claramente que a solução equacionada por Vítor Pereira aquando da saída do nosso jogador mais criativo não foi, de todo, feliz. Colocar o Defour encostado à linha não é uma alternativa a curto/médio prazo. Este jogador belga não é um extremo. É um médio centro que pode aparecer, a espaços, nas alas. Mas não mais do que isso. Não foi alheio o facto da qualidade de jogo da nossa equipa decair claramente durante o segundo tempo.

2) Promover definitivamente à equipa principal o jovem Sebá. Dos poucos jogos da equipa B que vi, não me parece ainda um jogador com caráter e qualidade para jogar entre os mais crescidos. No futuro, pode vir a ser bom jogador, mas, para já, é ainda apenas mais um jovem com margem de progressão. Contudo, à falta de alternativas mais credíveis, é uma opção a deixar em aberto.

3) Face à ausência de jogadores para as alas, outra alternativa pode passar por modificar a tática de jogo. É uma solução arriscada, bastante arriscada diria, mas que não pode ser descartada, uma vez que, neste momento, abundam os médios centro e escasseiam os extremos. 4-4-2, com Varela e Jackson na frente é uma possibilidade. A meio da semana temos um jogo que poderá servir de teste, caso esta variante seja a escolhida.



Pensas que alguma destas 3 soluções vai ser a escolhida pelo nosso técnico ou sugeres alguma diferente?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Janeiro e o mercado


Neste inicio do mês de Janeiro, é comum ouvirem-se falar nos ajustes que os planteis das várias equipas mostraram ter na primeira metade da época. Depois do jogo do Estoril em que as debilidades, particularmente, no ataque foram evidentes, torna-se essencial discutir com critério qual os acertos que devemos fazer nesta abertura de mercado.

Com a saída de Iturbe, Atsu e a lesão de Kleber, ficamos limitados a Varela, James, Jackson e Kelvin...chega? Na equipa B, vê-se alguém com capacidade para se impôr? Antes de ir à questão de fundo, começo por dizer que discordo de Vitor Pereira quando disse que dois pontas-de-lança são suficientes para atacar a época. Penso mesmo que uma das principais razões pela qual o Kleber não evoluiu, está relacionado com a falta de concorrência para a posição de segundo avançado, ao mesmo tempo, que não permite que o treinador possa colocar a meio do jogo um avançado com características diferentes.

Relativamente às soluções, vou fazer uma analise critica aquilo que tenho visto:

  • Nos jogos da equipa B, tirando o Tozé, não vejo um único jogador com capacidade para sequer ir para o banco da primeira equipa. Aliás a exibição do Sebá no jogo do Estoril, prova o que acabei de dizer.
  • Varela continua a ser demasiado inconstante para jogador de equipa grande e Kelvin está demasiado verde para ser uma aposta imediata.

Soluções? Vou começar por Quaresma pois não acredito que seja solução para aquilo que precisamos. Um dos méritos que temos tido, nesta época tem sido o excelente equilíbrio defensivo, com a transição ataque-defesa em destaque. Com Quaresma, é difícil e penso que pouco acrescentará...Izmailov? Claro que sim, desde que faça, no mínimo, 25 jogos por época.

Na minha opinião, enquanto Kleber recupera é urgente contratar um ponta-de-lança para "lutar" pela vaga de segundo avançado e um extremo/ala. Caso os € não permitam, diria que os 8/10 golos que Walter irá fazer até final da temporada darão muito jeito.