Relatório de Empréstimos - 14/04/15


Esta semana o relatório aparece desfalcado, devido à paragem das competições turcas devido ao incidente com o autocarro do Fenerbahçe (ver aqui), sendo que todos os jogos foram adiados. Outras surpresas foram surgindo ao longo da semana: o Parma, quase condenado à descida da Série A, luta agora para manter o seu orgulho e luta bem. Venceu dois jogos consecutivos e um deles, imagine-se contra a Juventus. O herói da outra vitória, contra a Udinese, é que nos interessa: Silvestre Varela. Tal como a sua equipa, Varela parece recuperar a sua confiança e marcou o golo solitário que deu a vitória ao Parma. Esperemos que nesta reta final, Varela consiga fazer mais destas exibições e que dê ao FC Porto aquilo que ainda lhe falta dar: uma venda com lucro.
No topo da tabela continuam as incógnitas: Mauro Caballero e Pedro Moreira, dos mais utilizados até agora, começam a sentar no banco de suplentes, e estão longe do rendimento da primeira volta. Ghilas continua com problemas com o treinador (ver aqui) e não jogou no primeiro jogo da semana, frente ao Corunha. Está a ser um jogador polémico no seu empréstimo, mas por um lado compreende-se: o Córdoba é último do campeonato e as chances de Ghilas vestir novamente a camisola do FC Porto são escassas, ainda por cima com o rumor de que Alberto Bueno estará a caminho. Não é fácil, mas ao que Ghilas aspira, tem de saber lidar com este tipo de frustrações.
O Nacional de Tiago Rodrigues falhou o acesso à final da Taça de Portugal, que voltou a ser titular tanto na Taça como na Liga, tendo mesmo feito mais uma assistência de bola parada. Para um FC Porto que tão pouco faz nestes lances, temos aqui um jogador mais que preparado para assumir essa posição e render, na próxima época.
No último jogo da semana, o Estoril venceu o Paços de Ferreira por 1-0, sendo que Kléber regressou de lesão e fez os 90 minutos, sendo apenas substituído nos descontos. Também Tozé fez o jogo quase completo sendo substituído no final da partida, tendo no entanto deixado a sua marca no jogo: ganhou um penalty, tendo depois desperdiçado a oportunidade, mas não se deixou ir abaixo marcando um golo 2 minutos depois numa jogada de insistência na área do Paços.
Walter fez 90 minutos na sua despedida do Fluminense e ruma agora ao Atlético Paranaense mas a pendência da dívida ao FC Porto continua (ver aqui): ou 2 milhões de euros ou 2 jogadores da formação do Flu. Outra boa notícia pelo Brasil foi o regresso de Kelvin à convocatória depois de se ter lesionado em 27 de Janeiro. Ainda não jogou, mas deve estar para breve a estreia pelo Palmeiras, esta época. Vejam de seguida a tabela com todos os números e incidências desta semana e ainda as imagens dos melhores momentos dos emprestados do FC Porto:


Golo de Varela (1:27):

Assistência de Tiago Rodrigues:
Golo de Tozé:

E fez-se magia



Após os dois desaires consecutivos na Madeira diante de Nacional e Marítimo, onde o Porto demonstrou uma estranha letargia após uma excelente série de vitórias, o Dragão voltou a receber um jogo da nossa equipa que aproveitou para registar mais uma expressiva vitória que coloca de novo a diferença pontual entre Benfica e Porto em apenas três pontos e que ajuda a equilibrar as contas relativamente à diferença entre golos marcados e sofridos, factor que poderá ser de uma importância vital caso o resultado do jogo entre ambas as equipas na trigésima jornada corresponda ao alcançado na primeira volta, desta feita claro está com vantagem portista. E na última segunda-feira, a jogar perante o seu público, os jogadores do Porto perceberam que tinham a responsabilidade de corrigir os dois últimos resultados, sobretudo através de um ajuste de personalidade e atitude, algo que foi indubitavelmente alcançado. Num jogo de sentido exclusivo, a equipa controlou o jogo desde início e sacudiu com mestria toda e qualquer pressão que pudesse ter restado dos jogos frente aos madeirenses, não permitindo a que o Estoril rematasse uma única vez com um mínimo de perigo à baliza de Fabiano e criando de forma constante oportunidades interessantes para alcançar o golo. Os cinco golos sem resposta apresentam-se como plenamente justos, face ao avassalador domínio apresentado pela equipa, que coroou com uma excelente exibição a décima vitória consecutiva no estádio do Dragão.

A partida iniciou-se como tantas outras jogadas em casa, com o Porto desde bem cedo a executar uma sufocante pressão que impedia a equipa do Estoril de sair a jogar com critério, obrigando ao erro e recuperando assim a bola de forma extremamente rápida, partindo desde cedo para jogadas interessantes na frente de ataque. O meio-campo demonstrava-se extremamente ágil, bem mais
(forte pressão retirava linhas de passe
à equipa do Estoril)
dinâmico que nas duas últimas partidas, algo que permitiu que a circulação de bola fosse feita com uma temporização bem mais à imagem daqueles que são os princípios de jogo do Porto. Não foi portanto de estranhar que nos primeiros quinze minutos Brahimi - que se apresentou a um nível bem mais positivo quando comparado com os últimos jogos que realizou - e Quaresma tivessem levado muito perigo junto da baliza de Vagner, fazendo adivinhar que a noite podia ser de um deles. Do outro lado, a estratégia do Estoril passava por evitar a todo o custo a construção a partir da linha defensiva, tentando explorar a velocidade de Sebá pela direita, onde a bola era invariavelmente colocada, mas Alex Sandro e Indi responderam sempre com muita eficácia a todas as tentativas, impedindo que a equipa adversária tivesse bola por muito tempo. Sempre que arriscava o passe curto, o Porto era rápido a colocar uma primeira linha de três homens na primeira fase de construção da equipa de Fabiano Soares, que impedia o adversário de se organizar devidamente. Quando a bola
(linhas do Estoril afastadas permitiam que o
meio-campo caísse em cima do portador de bola)
encontrava o seu caminho para o meio-campo, os laterais e médios do Porto estavam de forma célere prontos a desarmar qualquer que fosse o portador da bola, pelo que o Estoril desistiu desde bem cedo de procurar alternativas diferentes às bolas bombeadas para Sebá e Balboa, que na verdade não trouxeram qualquer melhoria à equipa, sobretudo por estarem incrivelmente isolados face ao posicionamento das suas linhas defensiva e média.


O Porto passa então a controlar todas as operações do encontro, deixando de existir adversário fora
(jogadores da frente do Estoril sempre
demasiado desacompanhados)
do plano defensivo. Com Casemiro a explorar de forma quase perfeita as longas variações de jogo, cedeu a Brahimi a oportunidade de criar perigo por diversas vezes, mas a pontaria do argelino não estava propriamente afinada. Coube então ao flanco oposto assumir o jogo ofensivo da equipa, com Danilo e Quaresma a combinar de uma forma soberba, deixando a defesa do Estoril sem mãos a medir perante a intensidade que ambos impingiam no flanco direito do ataque portista. Quaresma começava assim a assumir-se como o principal protagonista do jogo, não só pela excelente contribuição ofensiva mas também pela disponibilidade que entregou à equipa nos momentos de pressão e recuperação de bola, que juntamente com a rotação do meio-campo e dos laterais impedia a equipa adversária de respirar. Também Óliver, pelo centro, foi preponderante na forma como levava a equipa para a frente mesmo quando pressionado por dois ou mais jogadores do Estoril. E foi aproveitando a forma como o meio-campo se comportou, com Casemiro a fazer denotar a sua habitual agressividade e rápida condução de bola e Herrera, que apesar de não ter rubricado a melhor das exibições soube ser aquilo que Evandro não conseguiu nos últimos jogos que realizou pelo Porto, a assumir por diversas vezes o jogo da equipa, mesmo que com muitos passes falhados pelo meio, que Danilo e Alex Sandro aproveitaram para subir ainda mais no terreno, assumindo praticamente a posição de extremos, com Quaresma e Brahimi não raras vezes a procurarem movimentos interiores - ajudando na construção de jogo por zonas mais centrais - e triangulações com os laterais.
Aboubakar não mais era o corpo estranho que habitou no centro do ataque da equipa nos últimos jogos fora de casa, conseguindo acertar várias combinações interessantes e muito mais competente a fazê-lo de costas para a baliza, denotando uma maior facilidade em ser uma adição de valor à equipa em jogos com relvados em condições mais favoráveis ao estilo de jogo que tão bem nos caracteriza. Não foi portanto de admirar que os golos chegassem, com Quaresma pela direita a assistir por duas vezes na perfeição Óliver e Aboubakar, que aproveitaram para acabar com as dúvidas ainda antes do intervalo.

A segunda parte trouxe mais do mesmo, com o Porto a entrar novamente muito forte e com claras intenções de dilatar o marcador, algo que conseguiu desde bem cedo. A entrada de Rúben Neves em campo permitiu que a equipa gerisse de forma mais serena a posse de bola, recuando um pouco mais
(recuo na pressão na segunda parte
já com o resultado em 3-0)
no terreno e estabilizando os tempos de jogo, já a pensar na partida de sábado em Vila do Conde, diante do Rio Ave. Ainda assim, qual Harry Potter, Quaresma voltou a aparecer para fazer outro golo, com um grande drible sobre Vagner, concluindo a partida com duas assistências e outros tantos golos. Pelo meio, uma brilhante combinação entre Aboubakar, Hernâni e Danilo deu ao brasileiro o golo da noite, inteiramente merecido pela sua entrega total, mostrando no primeiro jogo após a confirmação da sua venda ao Real Madrid que a braçadeira de capitão lhe assenta e de que maneira.
(saída em falso de Fabiano)
O único momento menos positivo da partida foi sem dúvida mais uma preocupante saída da baliza de Fabiano, que por pouco não deu um golo ao adversário. Pelo caminho, voltou a embater num jogador do Porto, desta feita Marcano, que felizmente saiu do lance em melhores condições que Danilo, diante do Basileia.
A equipa soube compreender a necessidade de corresponder perante os nossos adeptos e mostrou querer continuar com a intenção bem clara de reclamar a camisola amarela, bem ao contrário do Estoril, que foi sem grandes dúvidas uma das piores equipas a apresentar-se no Dragão esta época.

Relatório de Empréstimos - 08/04/15


Após uma semana de paragem, devido aos jogos das seleções, os jogadores emprestados pelo FC Porto estão de volta à ação. Com o aproximar do final da época, e consequente retorno deste grupo de jogadores ao seu clube-mãe, a atenção sobre os seus desempenhos semana após semana é redobrado e começa-se a pensar se aquilo que os jogadores fazem é o suficiente para merecer uma oportunidade no FC Porto. Um dos jogadores que tem estado em destaque nesse sentido é Tiago Rodrigues. Depois de um empréstimo fracassado no V. Guimarães na época passada e uma passagem fugaz pela equipa B, mas apenas por não ter conseguido ser colocado no início da época, eis que Tiago Rodrigues começa a mostrar que é um jogador de 1ª Liga e poderá até aspirar a um lugar no FC Porto. Em pouco menos de meia época tem quase 1000 minutos entre 1ª Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga, e leva 3 golos e 4 assistências. De notar que é o jogador (dos que apenas saíram em Janeiro) com mais minutos e melhor rendimento e pode-se até dizer: melhor que jogadores com quase o dobro dos jogos, avançados inclusive. Esta semana mostrou isso mesmo marcando o golo de honra do Nacional no Estádio da Luz e fazendo um bom jogo, apesar de apenas ter entrado ao intervalo.
Quem faz também uma boa segunda parte da época é Célestin Djim. Algo desconhecido dos adeptos portistas, já que pouco jogou na equipa B no início da época, o jovem emprestado ao Freamunde tem estado em boa forma e dá mostras de ter potencial. Marcou mais um golo, desta feita de livre direto, e já leva 4 na 2ª Liga e ainda uma assistência. Esperemos por um empréstimo mais competitivo na próxima época para realmente provar o valor deste jovem jogador.
Quem voltou a fazer aquilo que sempre fez bem foi Varela, que depois de 650 minutos conseguiu (finalmente) fazer alguma coisa: uma assistência para golo. Não que seja fácil jogar numa equipa completamente destruída por problemas extra-futebol, visto que desde que Varela chegou apenas 4(!) golos foram marcados, mas daqui se retira que empréstimos feitos sem critério e sem nexo levam a maus desempenhos dos jogadores e em nada beneficiam o FC Porto. Vejam de seguida o relatório completo e também as imagens dos melhores momentos protagonizados pelos emprestados do FC Porto nesta semana:


Golo de Tiago Rodrigues:
Golo de Célestin Djim (0:17):
Assistência de Varela (0:57):