O empate (pouco) moral do Record
Exmos Srs,
Ao consultar a capa do vosso jornal de hoje, dia 21 de setembro, constatei que consta na referida capa a frase "André André desfez a igualdade que o Benfica trabalhou para merecer". Compreendendo eu que todos temos direito à nossa opinião, não posso deixar de realçar a parte do "merecimento do Benfica".
As estatísticas da partida também não mentem. O Porto teve quase o dobro dos ataques, o dobro dos remates, o quádruplo dos pontapés de cantos e 65% de posse bola. O Porto foi dominador, sem jogar nada de especial, e foi isso que foi segurando o Benfica no jogo. Porque de resto, o Benfica não foi capaz de criar uma oportunidade de golo de bola corrida, não foi capaz de ter a bola, nada. O Benfica lutou, e muito, pelo empate, mas em parte alguma o mereceu. Quem vem para queimar tempo de forma escandalosa, com o beneplácito da equipa de arbitragem, quem abdica de atacar, quem não se preocupa em jogar futebol e se limita, praticamente a "bola para a frente e fé em Gaitán", não pode merecer o empate. Nunca.
Mas no final, isso pouco importa. O que importa é que o treinador e a águia se chamam Vitória, o Benfica veio jogar para o empate e saiu com uma derrota. Já não há Jesus, mas foi justiça divina.
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira
Pedro Pinto, o jornalista das gafes
Exmos. Senhores,
Hoje, pela terceira vez, o vosso jornalista do Jornal da Uma, Pedro Pinto, cometeu uma gafe relacionada com o Futebol Clube do Porto. Depois de dizer futebol clube do porco em vez de Futebol Clube do Porto, Pedro Pinto chamou, hoje, dia 30 de julho de 2015, lopetoqui ao treinador do Futebol Clube do Porto, Julen Lopetegui.
É óbvio que errar é humano, e toda a gente está sujeita a cometer uma gafe de quando em vez. Pedro Pinto, mesmo sendo um jornalista com bastante experiência também se engana e, tem o problema de o fazer em directo na televisão, com muitos milhares de pessoas a ver. O problema está, quando os erros se repetem, e quando afectam sempre os mesmos. Errar uma vez, é normal, acontece a todos. Errar a segunda vez, ainda se aceita. À terceira, já custa a acreditar que foi um mero erro. E, mais a mais, eu não me recordo de ouvir Pedro Pinto cometer gafes envolvendo qualquer outro clube...
Trocar o nome a uma pessoa ou a uma instituição é algo feio, que não fica bem. É aceitável em pessoas de reduzida formação académica, que muitas vezes sentem dificuldades em pronunciar nomes mais complicados, principalmente se forem estrangeiros. Mas não devemos comparar a eloquência de Pedro Pinto e a sua formação académica com uma dessas pessoas. Faz algum sentido comparar o vosso jornalista com, por exemplo, Jorge Jesus?
Estou certo que Pedro Pinto também não gostaria que, em público, e perante a audiência de milhares de pessoas, alguém lhe trocasse constantemente o nome. Ponho-me a imaginar se Pedro Pinto gostaria que, numa situação dessas, alguém, por exemplo, se esquecesse constantemente de pronunciar a letra n do seu apelido. Não seria nada bonito.
Mas também não é bonito que a TVI tente abafar estas situações, denunciando os vídeos que provam o que aconteceu e nada faça para as eliminar. Sim, porque Pedro Pinto não é o único jornalista da TVI a ter cometido gafes referentes ao Futebol Clube do Porto. Mas, de facto, da TVI não se pode esperar respeito pelo Futebol Clube do Porto. Quem, por exemplo, contrata o propagandista oficioso de Luís Filipe Vieira, Pedro Guerra, para comentador desportivo demonstra bem o seu facciosismo. De quem tem comentadores que, em jogos europeus, sofrem mais pelo Real Madrid do que pelo Porto, não se pode, de facto esperar grande coisa. Mas um pouco de boa educação, nunca fez mal a ninguém.
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira
Hoje, pela terceira vez, o vosso jornalista do Jornal da Uma, Pedro Pinto, cometeu uma gafe relacionada com o Futebol Clube do Porto. Depois de dizer futebol clube do porco em vez de Futebol Clube do Porto, Pedro Pinto chamou, hoje, dia 30 de julho de 2015, lopetoqui ao treinador do Futebol Clube do Porto, Julen Lopetegui.
É óbvio que errar é humano, e toda a gente está sujeita a cometer uma gafe de quando em vez. Pedro Pinto, mesmo sendo um jornalista com bastante experiência também se engana e, tem o problema de o fazer em directo na televisão, com muitos milhares de pessoas a ver. O problema está, quando os erros se repetem, e quando afectam sempre os mesmos. Errar uma vez, é normal, acontece a todos. Errar a segunda vez, ainda se aceita. À terceira, já custa a acreditar que foi um mero erro. E, mais a mais, eu não me recordo de ouvir Pedro Pinto cometer gafes envolvendo qualquer outro clube...
Trocar o nome a uma pessoa ou a uma instituição é algo feio, que não fica bem. É aceitável em pessoas de reduzida formação académica, que muitas vezes sentem dificuldades em pronunciar nomes mais complicados, principalmente se forem estrangeiros. Mas não devemos comparar a eloquência de Pedro Pinto e a sua formação académica com uma dessas pessoas. Faz algum sentido comparar o vosso jornalista com, por exemplo, Jorge Jesus?
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira
O amuo de Lopetegui ou a azia do Maisfutebol
Exmos. Senhores,

Fui confrontado com uma notícia publicada no vosso website www.maisfutebol.iol.pt, em que se arrogam de acusar o treinador do Futebol Clube do Porto de amuar na conferência de imprensa que precedeu o jogo Basileia-Porto para os oitavos-de-final da Champions League. E, a razão do amuo, deve-se, segundo a mesma notícia, à resposta desagradável (para vocês) que Lopetegui deu aquando das tradicionais perguntas de baixo nível da Comunicação Social portuguesa.
De facto, até Lopetegui, um basco, que está em Portugal há menos de um ano, já percebeu como a Comunicação Social portuguesa, nomeadamente aquela sediada em Lisboa, que não esconde a sua parcialidade, a sua falta de isenção e a forma, perdoem-me a expressão, rasca, trata o Futebol Clube do Porto. Aquilo que Lopetegui vos fez ontem, ao denunciar este jornalismo de vão de escada e ao confrontar-vos com factos reais e facilmente comprováveis, não é um amuo. É uma extensão do sentimento de todos os portistas, que, infelizmente, mesmo que ganhem, mesmo que sejam melhores, não têm nunca o reconhecimento merecido em Portugal. Porque em Portugal temos uma Comunicação Social bacoca, impregnada por um vermelho e um verde que não os da bandeira nacional, e que é incapaz de fazer o seu trabalho como deve ser e relatar os factos tal e qual como eles são. O que Lopetegui já viu é que em Portugal existe uma comunicação que sofre com as dores de Benfica e Sporting, uma comunicação que branqueia trafulhices, erros de arbitragem, faltas de nível quando se referem à Segunda Circular. E o que Lopetegui disse ontem, é aquilo que muitos portistas sentem vontade de dizer. E acreditem, Lopetegui até foi brando.
Ontem, não foi Lopetegui que amuou. Foi o Maisfutebol que aziou. Possivelmente, a inveja de ontem ter sido dia de Champions para os portistas e quarta-feira para vocês, a não ser que tenham jogado Playstation, associada ao facto do Futebol Clube do Porto, mesmo contra uma equipa muito bem organizada e um árbitro tendencioso, ter feito um bom resultado, ao invés de entrar num espírito calimeriano de choradeira épica, para justificar insucessos, poderá ter sido a causa. Não vos recomendo Rennies ou Kompensans. Isso seria descer ao vosso nível. Recomendaria era que tirassem os óculos coloridos na hora de ver e analisar o futebol e que percebessem que há mais Portugal fora de Lisboa. E um pingo de decência. Mas isso se calhar já é pedir de mais.
Com os melhores cumprimentos
Fui confrontado com uma notícia publicada no vosso website www.maisfutebol.iol.pt, em que se arrogam de acusar o treinador do Futebol Clube do Porto de amuar na conferência de imprensa que precedeu o jogo Basileia-Porto para os oitavos-de-final da Champions League. E, a razão do amuo, deve-se, segundo a mesma notícia, à resposta desagradável (para vocês) que Lopetegui deu aquando das tradicionais perguntas de baixo nível da Comunicação Social portuguesa.
De facto, até Lopetegui, um basco, que está em Portugal há menos de um ano, já percebeu como a Comunicação Social portuguesa, nomeadamente aquela sediada em Lisboa, que não esconde a sua parcialidade, a sua falta de isenção e a forma, perdoem-me a expressão, rasca, trata o Futebol Clube do Porto. Aquilo que Lopetegui vos fez ontem, ao denunciar este jornalismo de vão de escada e ao confrontar-vos com factos reais e facilmente comprováveis, não é um amuo. É uma extensão do sentimento de todos os portistas, que, infelizmente, mesmo que ganhem, mesmo que sejam melhores, não têm nunca o reconhecimento merecido em Portugal. Porque em Portugal temos uma Comunicação Social bacoca, impregnada por um vermelho e um verde que não os da bandeira nacional, e que é incapaz de fazer o seu trabalho como deve ser e relatar os factos tal e qual como eles são. O que Lopetegui já viu é que em Portugal existe uma comunicação que sofre com as dores de Benfica e Sporting, uma comunicação que branqueia trafulhices, erros de arbitragem, faltas de nível quando se referem à Segunda Circular. E o que Lopetegui disse ontem, é aquilo que muitos portistas sentem vontade de dizer. E acreditem, Lopetegui até foi brando.
Ontem, não foi Lopetegui que amuou. Foi o Maisfutebol que aziou. Possivelmente, a inveja de ontem ter sido dia de Champions para os portistas e quarta-feira para vocês, a não ser que tenham jogado Playstation, associada ao facto do Futebol Clube do Porto, mesmo contra uma equipa muito bem organizada e um árbitro tendencioso, ter feito um bom resultado, ao invés de entrar num espírito calimeriano de choradeira épica, para justificar insucessos, poderá ter sido a causa. Não vos recomendo Rennies ou Kompensans. Isso seria descer ao vosso nível. Recomendaria era que tirassem os óculos coloridos na hora de ver e analisar o futebol e que percebessem que há mais Portugal fora de Lisboa. E um pingo de decência. Mas isso se calhar já é pedir de mais.
Com os melhores cumprimentos
O jornalismo indecente do Record.
Exmos. Senhores,
Estes últimos dias têm sido pródigos em mais algumas, digamos, parvoíces da vossa parte, publicadas no jornal Record. Não que isso surpreenda especialmente quem anda atento à vossa postura e à vossa linha editorial, mas convém sempre relembrar para que os mais desatentos não se deixem iludir.
Tudo começou quando, na semana passada, vocês publicaram mais uma edição de Liga da Verdade, uma parvoíce sem qualquer sentido, mas que vindo de um jornal que teve como directores um belenense que com quatro anos vibrou intensamente com uma conquista europeia do Benfica e que usa esse argumento para justificar o facto do jornal Record considerar a Taça Latina uma prova oficial ou um benfiquista doente e manhoso, claramente incapaz de demonstrar a independência e a imparcialidade necessárias para o desempenho de um cargo jornalístico desta relevância. primeiro A Liga da Verdade é uma parvoíce, porque é publicada pelo Record. E qualquer coisa publicada pelo Record com a palavra "verdade" no nome é algo pleno de comicidade e que faz qualquer ser humano duvidar da sua sanidade mental. Faz tanto sentido como apelidar o Eliseu de veloz. E depois, é uma parvoíce porque o Record pressupõe que um erro do árbitro não tem qualquer efeito no resto do jogo. Exemplificando, se a equipa A defrontar a equipa B. O jogo termina 3-0 para a equipa A, mas no primeiro minuto, um defesa da equipa A corta a bola em cima da linha com a mão e o árbitro nada marca. Seria penalty e expulsão. Como o jogo ficou 3-0 para a equipa A, para o Record, o erro não tem influência no resultado final. Lógica? Nenhuma. Mas pronto, é esta a palha que os senhores dão a comer aos vossos leitores. Ora, nessa edição da Liga da Verdade, constata-se que, antes do jogo de ontem com o Vitória de Setúbal, o Benfica ainda não foi prejudicado pelos árbitros. Até aqui tudo normal. Lê-se também que só beneficiou de ajudas dos senhores do apito no jogo contra o Gil Vicente. Por outro lado, lê-se também que o Porto já foi beneficiado por duas vezes, contra o Penafiel e o Braga e prejudicado outra, em Guimarães. Eu poderia elencar aqui todos os erros dos árbitros a favor do Benfica e todos contra o Porto. Podia, mas não pretendo que este texto, que já vai longo, se assemelhe a um discurso do Fidel Castro. E, assim sendo, prefiro denunciar este terrível branqueamento, que não sendo de capitais, ocorre na capital do império, apelidando-o de inqualificável, grotesco, vergonhoso e execrável, indigno sequer de aparecer num jornal com tantos leitores. Passar uma esponja na roubalheira que tem sido este campeonato e tentar legitimar a forma como o Benfica lidera isolado este campeonato devia resultar na cassação da licença de órgão de media. Era a única forma de se cortar o mal pela raíz.
Mas, não satisfeitos com esta proeza, tudo o que o Record retirou de um programa em que Arsène Wenger, treinador do Arsenal, apresentou sobre o Futebol Clube do Porto e no qual teceu rasgados elogios ao Porto e ao seu presidente, o Record resolveu destacar uma frase de Wenger em que este afirma que, por ter mais adeptos, o Benfica é o maior clube português. No Porto, já sabemos que em Portugal ninguém reconhece os nossos méritos. Agora que se escamoteie o bem que se diz lá fora sobre o Porto é vergonhoso. Felizmente, e caso os senhores não tenham reparado, o tempo da censura e do antigo regime já lá vai e, numa era onde a informação corre a velocidade vertiginosa, já não é possível esconder a informação. Lamento imenso.
Por fim, na edição de hoje, e depois de uma arbitragem no jogo Benfica - Vitória de Setúbal em que o árbitro tem ifluência em três lances de golo, repito, três, sempre em prejuízo dos sadinos, o Record escreve que o árbitro esteve bem e que "foi pena" que tivesse errado no lance em que Lima marca o segundo golo do Benfica e que é precedido de falta, que é tão clara e tão óbvia que até os comentadores da BenficaTV a viram. Os outros lances, o penalty logo aos dois minutos e o fora-de-jogo mal tirado e que no contra-ataque deu o 3-0 ao Benfica foram ignorado. Muito sinceramente, desconheço quem são os jornalistas que fazem estas "análises", mas vejo-me forçado a recomendar que atribuam à vossa colunista Cristina Ferreira a função de fazer as crónicas dos jogos do Benfica. Se a senhora teve a inteligência de recusar uma proposta para ser sócia do Sporting feita por Bruno de Carvalho, também deve ser capaz de fazer uma análise melhor que a vossa. Nem que se limite a escrever sobre o visual dos jogadores. A sério.
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira
Estes últimos dias têm sido pródigos em mais algumas, digamos, parvoíces da vossa parte, publicadas no jornal Record. Não que isso surpreenda especialmente quem anda atento à vossa postura e à vossa linha editorial, mas convém sempre relembrar para que os mais desatentos não se deixem iludir.
Tudo começou quando, na semana passada, vocês publicaram mais uma edição de Liga da Verdade, uma parvoíce sem qualquer sentido, mas que vindo de um jornal que teve como directores um belenense que com quatro anos vibrou intensamente com uma conquista europeia do Benfica e que usa esse argumento para justificar o facto do jornal Record considerar a Taça Latina uma prova oficial ou um benfiquista doente e manhoso, claramente incapaz de demonstrar a independência e a imparcialidade necessárias para o desempenho de um cargo jornalístico desta relevância. primeiro A Liga da Verdade é uma parvoíce, porque é publicada pelo Record. E qualquer coisa publicada pelo Record com a palavra "verdade" no nome é algo pleno de comicidade e que faz qualquer ser humano duvidar da sua sanidade mental. Faz tanto sentido como apelidar o Eliseu de veloz. E depois, é uma parvoíce porque o Record pressupõe que um erro do árbitro não tem qualquer efeito no resto do jogo. Exemplificando, se a equipa A defrontar a equipa B. O jogo termina 3-0 para a equipa A, mas no primeiro minuto, um defesa da equipa A corta a bola em cima da linha com a mão e o árbitro nada marca. Seria penalty e expulsão. Como o jogo ficou 3-0 para a equipa A, para o Record, o erro não tem influência no resultado final. Lógica? Nenhuma. Mas pronto, é esta a palha que os senhores dão a comer aos vossos leitores. Ora, nessa edição da Liga da Verdade, constata-se que, antes do jogo de ontem com o Vitória de Setúbal, o Benfica ainda não foi prejudicado pelos árbitros. Até aqui tudo normal. Lê-se também que só beneficiou de ajudas dos senhores do apito no jogo contra o Gil Vicente. Por outro lado, lê-se também que o Porto já foi beneficiado por duas vezes, contra o Penafiel e o Braga e prejudicado outra, em Guimarães. Eu poderia elencar aqui todos os erros dos árbitros a favor do Benfica e todos contra o Porto. Podia, mas não pretendo que este texto, que já vai longo, se assemelhe a um discurso do Fidel Castro. E, assim sendo, prefiro denunciar este terrível branqueamento, que não sendo de capitais, ocorre na capital do império, apelidando-o de inqualificável, grotesco, vergonhoso e execrável, indigno sequer de aparecer num jornal com tantos leitores. Passar uma esponja na roubalheira que tem sido este campeonato e tentar legitimar a forma como o Benfica lidera isolado este campeonato devia resultar na cassação da licença de órgão de media. Era a única forma de se cortar o mal pela raíz.
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira