A Liga e a FPF estão a dormir. E os clubes, não acordam?
Mais um fim-de-semana nas provas organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol e pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, mais do mesmo. Mais violência, mais confusão, mais animais nos estádios e, até ver, não se passa nada.
Tudo começou no passado sábado, num jogo de futsal entre o Benfica e o Sporting, no qual a pseudo-claque organizada que não existe, nem é apoiada mas que anda em todos os estádios, os No Name Boys, exibiram, numa demonstração do nível que grassa por aquelas bandas, uma tarja alusiva ao adepto do Sporting assassinado por um membro dessa mesma claque numa final da Taça de Portugal, enquanto entoavam cânticos de gozo e escárnio sobre a situação. No dia seguinte, a mesma claque resolveu, não contente com o espectáculo protagonizado de véspera, presentear os adeptos do Sporting com uma chuva de petardos e tochas que deixaram alguns adeptos leoninos com ferimentos.
Por outro lado, os adeptos do Sporting, resolveram seguir o belo exemplo dado pelos vizinhos da 2ª Circular e resolveram mostrar faixas alusivas a Eusébio da Silva Ferreira, cujo nome só escreverei uma vez, não vá alguém achar que o Nuno Luz escreve para o Mística e a três infelizes adeptos do Benfica que faleceram, também anos 90, na estrada, no regresso de uma viagem à Croácia para apoiar o Benfica.
Se já não bastasse a Liga e a Federação andarem a dormir e punirem com multas residuais os infractores, parece que os clube também não querem saber. No futebol há rivalidades e animosidades. São normais. Não pode haver lugar à violência. E não pode haver factos escamoteados, não pode haver "esquecimentos". Tem de partir dos clube. E têm de ser estes os primeiros a punir os prevaricadores. Eu teria ficado muito feliz se o meu clube tivesse tomado medidas para punir os adeptos que, nas imediações do estádio do Dragão, arremessaram pedras ao autocarro de um clube rival. O imbecil do Diabo de Gaia, famoso por agredir um auxiliar no estádio da Luz, continua impunemente a entrar no estádio do Benfica e a dar entrevistas ao canal oficial do clube. E os casuals do Sporting, protagonistas da largada de touros à porta do Dragão, continuam a entrar em Alvalade livremente, uma vez que, de acordo com a direcção leonina, não se consegue provar que eram adeptos sportinguistas, mesmo que a polícia diga o contrário.
Nem a propósito, o Sporting vem hoje anunciar o corte de relações com o Benfica, pelos motivos elencados acima. É legítimo. O que não é legítimo é que o Sporting não se dê ao trabalho, no mesmo comunicado, de repudiar e prometer agir contra os seus adeptos que também exibiram faixas de nível rasca. E não era difícil apanhar os culpados. Foram exibidas no sector afecto às claques.
Se nos podemos queixar da brandura das punições da FPF e da Liga, incapazes de interditar um estádio, também devemos olhar para os dirigentes sempre prontos a apontar o dedo aos rivais, e incapazes de um gesto de nobreza e dignidade de impedir certos animais de entrar no seu próprio estádio.
Tudo começou no passado sábado, num jogo de futsal entre o Benfica e o Sporting, no qual a pseudo-claque organizada que não existe, nem é apoiada mas que anda em todos os estádios, os No Name Boys, exibiram, numa demonstração do nível que grassa por aquelas bandas, uma tarja alusiva ao adepto do Sporting assassinado por um membro dessa mesma claque numa final da Taça de Portugal, enquanto entoavam cânticos de gozo e escárnio sobre a situação. No dia seguinte, a mesma claque resolveu, não contente com o espectáculo protagonizado de véspera, presentear os adeptos do Sporting com uma chuva de petardos e tochas que deixaram alguns adeptos leoninos com ferimentos.Se já não bastasse a Liga e a Federação andarem a dormir e punirem com multas residuais os infractores, parece que os clube também não querem saber. No futebol há rivalidades e animosidades. São normais. Não pode haver lugar à violência. E não pode haver factos escamoteados, não pode haver "esquecimentos". Tem de partir dos clube. E têm de ser estes os primeiros a punir os prevaricadores. Eu teria ficado muito feliz se o meu clube tivesse tomado medidas para punir os adeptos que, nas imediações do estádio do Dragão, arremessaram pedras ao autocarro de um clube rival. O imbecil do Diabo de Gaia, famoso por agredir um auxiliar no estádio da Luz, continua impunemente a entrar no estádio do Benfica e a dar entrevistas ao canal oficial do clube. E os casuals do Sporting, protagonistas da largada de touros à porta do Dragão, continuam a entrar em Alvalade livremente, uma vez que, de acordo com a direcção leonina, não se consegue provar que eram adeptos sportinguistas, mesmo que a polícia diga o contrário.
Nem a propósito, o Sporting vem hoje anunciar o corte de relações com o Benfica, pelos motivos elencados acima. É legítimo. O que não é legítimo é que o Sporting não se dê ao trabalho, no mesmo comunicado, de repudiar e prometer agir contra os seus adeptos que também exibiram faixas de nível rasca. E não era difícil apanhar os culpados. Foram exibidas no sector afecto às claques.
Se nos podemos queixar da brandura das punições da FPF e da Liga, incapazes de interditar um estádio, também devemos olhar para os dirigentes sempre prontos a apontar o dedo aos rivais, e incapazes de um gesto de nobreza e dignidade de impedir certos animais de entrar no seu próprio estádio.
O logro das contas do Benfica e da BenficaTV
O Benfica apresentou o seu Relatório & Contas da temporada de 2013/2014, onde consta um lucro de de 14,2 milhões de euros. Imediatamente, Luís Filipe Vieira apareceu a dar a cara, gabando-se da grande gestão do Benfica, das espectaculares receitas da BenficaTV, que o Benfica está no bom caminho, etc. No fundo, foi mais um show da bem montada máquina de propaganda vermelha. Imediatamente, a Comunicação Social, limitou-se a fazer eco de todo este paleio, mostrando, mais uma vez, uma tremenda incapacidade para analisar contas de forma crítica. Imediatamente teceram-se comparações com as contas do Porto, que apresentou prejuízos superiores a 40 milhões de euros, tentando demonstrar com isso, a pujança do Benfica.
Mas, o que será que difere entre as contas de Porto e Benfica? Como é visível nas imagens abaixo, a grande diferença entre as contas dos dois clubes foram as mais-valias com passes de jogadores, uma rubrica onde o Benfica conseguiu mais quase 50 milhões de euros do que o Futebol Clube do Porto.
Mas, o que será que difere entre as contas de Porto e Benfica? Como é visível nas imagens abaixo, a grande diferença entre as contas dos dois clubes foram as mais-valias com passes de jogadores, uma rubrica onde o Benfica conseguiu mais quase 50 milhões de euros do que o Futebol Clube do Porto.
E o que é que isto implica? Implica que, em primeiro lugar, as contas de ambas as sociedades são miseráveis e deveriam envergonhar quem as apresenta. Depender tanto de mais-valias, (sem elas, o s prejuízos de ambos ascenderiam a, pelo menos, 60 milhões de euros), uma receita absolutamente extraordinária é um acto de gestão arriscadíssimo e que deveria trazer consequências aos seus responsáveis. Em segundo lugar, implica que, descontadas estas mais-valias, o resultado do Benfica seria apenas ligeiramente superior ao do Porto. Ou seja, num ano em que, desportivamente o Porto falhou em toda a linha e o Benfica esteve na luta por inúmeras provas, tendo conquistado a maioria, com as implicações que isso tem a nível de receitas bilheteira e de prémios de participação, o clube dos seis milhões teria resultados muito semelhantes aos do Porto, se não tivesse vendido os anéis e alguns dedos (Matic, Rodrigo, Garay, André Gomes etc.). Portanto, ainda que as contas do Porto sejam péssimas, teria sido de bom tom referir que o resultado do Benfica é totalmente invulgar e, quase irrepetível, uma vez que registou mais-valias de 75 milhões de euros. Mais, se analisarmos o plantel do Benfica, onde, no curto prazo apenas Enzo Perez, Gaitan e Salvio parecem ser capazes de significar vendas milionárias a curto-prazo, percebemos que, mais ano, menos ano, o Benfica vai voltar aos prejuízos.
Explicado o primeiro logro, vamos ao segundo, o da BenficaTV. Mal saíram as conta do Benfica, Luís Filipe Vieira foi a correr dar uma entrevista ao canal do clube, anunciando receitas de 28 milhões de euros com a BenficaTV, anunciando o grande sucesso do canal. O que Vieira se esqueceu de referir foram os 11 milhões de euros de custos associados ao mesmo canal, o que significa um lucro de apenas, 17 milhões. Muito, muito longe dos 22 que a Olivedesportos oferecia e ainda mais longe dos míticos 40 milhões que o Benfica apregoava como sendo o valor de mercado dos seus direitos de transmissão, um número tão mitológico como os 300.000 sócios. Ou seja, a BenficaTV foi um barrete e, pior, o Benfica ainda tentou enfiar um barrete aos seus adeptos para lhes tapar os olhos sobre aquela que parece ser um péssimo acto de gestão. O Benfica este ano perdeu 5 milhões de euros ao não ter renovado com a Olivedesportos, tendo assumido também muito mais risco no negócio.
Mas será que foi assim tão mau negócio? Uma coisa é certa, Vieira não é burro absolutamente nenhum e, por muito recheio que levassem, ninguém enriquece a vender pneus, como ele enriqueceu, se não for inteligente. O que levaria Vieira a fazer um negócio destes que, de certeza foi bem estudado e planeado?
O que aconteceu foi que Vieira percebeu que até poderia perder algum dinheiro, mas que a Olivedesportos iria perder muito mais. E, perdendo (e perdeu mesmo), a Olivedesportos, perdem os outros clubes todos. De facto, a Olivedesportos tem servido de bóia de salvação a diversos clubes, adiantando verbas consideráveis de receitas televisivas, para fazer face a necessidades de tesouraria das diversas SAD e SDUQ. Para além disso, os direitos televisivos são a maior fonte de receita da maioria dos clubes. Se a Olivedesportos cair, ou aparece uma solução milagrosa, ou vamos ver todos os clubes a passar inúmeras dificuldades. Todos, menos o Benfica.
Fica a questão: se tal chegar a suceder, o que acontecerá à verdade desportiva se a BenficaTV adquirir os direitos de outras equipas e se tornar na maior fonte de receitas da mesma? Já imaginaram como uns "atrasos" nos pagamentos podem resolver mais jogos que Capelas e Paixões?
A crise no BES e os três grandes
A recente crise no BES veio levantar algumas questões sobre a dívida a esta instituição bancária, por parte dos três grandes, Porto, Benfica e Sporting.
Historicamente, o BES é o banco português que mais dinheiro emprestou aos clubes portugueses, secundado pelo BCP. Chegou, inclusivamente, a patrocinar os três grandes. Logo, é natural que grande parte da dívida bancária dos clubes seja, precisamente, ao Banco Espírito Santo.
Dada a crise no banco, é natural que este seja obrigado a reduzir a sua actividade e, a tentar "ver-se livre" dos seus activos com maior risco. Dada a situação financeira dos três grandes, é evidente que se enquadram neste grupo de maior risco. Será, portanto, natural que o BES tente reduzir os empréstimos aos clubes.
Ainda assim, os contratos assinados são para cumprir. Logo, e a não ser que a SAD de algum dos três grandes já tenha vendido a alma ao diabo, o BES não pode, unilateralmente, obrigar os clubes a pagar antecipadamente as dívidas.
Ainda assim, há duas coisas que o BES pode fazer, que podem prejudicar o futuro dos clubes. Em primeiro lugar, o BES pode, deve e provavelmente vai fazê-lo, não conceder qualquer financiamento adicional aos clubes. Até aqui, tudo normal. O que pouca gente está a ver são as contas correntes caucionadas, ou descobertos bancários.
As contas correntes caucionadas são, grosso modo, a possibilidade que os bancos concedem a empresas para que estas tenham acesso à hipótese de terem as contas bancárias a negativo. Estes empréstimos têm, por norma, um prazo curtíssimo, com a nuance de serem, automaticamente, renovados, se nenhuma das partes se manifestar contra essa renovação.
E aqui é que a "porca torce o rabo". Se o BES não quiser renovar estas linhas de crédito, os clubes podem ser forçados a pagar as suas dívidas a breve trecho.
Analisando os relatórios e contas trimestrais, o Porto deve 10 milhões de euros nestas condições ao BES, o Benfica uns espectaculares 64,3 milhões e o Sporting uns inimagináveis 85 milhões, embora não seja divulgado quem são os credores, estes não devam fugir muito ao binómio BES-BCP.
Por aqui se vê as dificuldades que os clubes podem ter num futuro muito próximo, principalmente os rivais de Lisboa. Talvez isto ajude a explicar a pressa para vender o plantel inteiro por parte de Luís Filipe Vieira, ainda para mais quando o BES é accionista do Benfica Star Fund, que foi aldrabado no negócio Garay...
PS: Oblak diz que vai ser jogador do Atlético de Madrid. Markovic foi anunciado pela comunicação social, como reforço do Liverpool fez domingo uma semana. Foi para Liverpool na sexta e posou para fotografias com uma camisola dos "Reds". Também já se despediu do Benfica nas redes sociais. O negócio Markovic foi comunicado hoje à CMVM. De Oblak continuamos à espera. Que a CMVM faça alguma coisa.
Opare e Adrián
Opare e Adrián já seguiram hoje para o estágio na Holanda com a equipa do Futebol Clube do Porto.
O defesa ganês chegou de manhã ao Olival e fez treino de readaptação.
Já o avançado Adrián chegou ontem ao Porto, fez os habituais exames médicos e assinou contrato por 5 anos, até 2019, com cláusula de rescisão de 60M/€ e custou 11M/€ por 60% do passe.
Dito isto resta dar-lhes as boas-vindas e desejar-lhes a melhores das sortes no clube. O sucesso deles é a nossa alegria.
A Verdade Desportiva
A final da Liga dos Campeões, a realizar-se no nosso salão de festas, levou ao encerramento de um dos pavilhões do Benfica no último fim-de-semana e ao fecho dos dois, no que se avizinha. Esta situação foi, oportunamente utilizada pelo Benfica para mais duas das suas pouco éticas manobras, visando obter benefícios e, principalmente, prejudicar o Futebol Clube do Porto.
No último sábado, o Benfica, em andebol, recebeu o Sporting. Mesmo tendo um pavilhão disponível, a auto-denominada impoluta instituição optou por ir jogar a um outro pavilhão em Lisboa, o pavilhão do Casal Vistoso, muito embora pudesse fazer mais sentido ir jogar ao Casal Ventoso. Sucede que o pavilhão do Casal Vistoso é utilizado amiudadas vezes pelo... Sporting nos seus jogos em casa. O Benfica, que mesmo com um orçamento astronómico é incapaz de sequer conquistar um campeonato no andebol, para tristeza do comentador da BolaTV e já se encontra completamente fora da luta pelo título, resolve receber o Sporting, na casa deste, na penúltima jornada, quando o clube de Alvalade se encontra a discutir o título como o penta-campeão nacional Futebol Clube do Porto. Realmente, Benfica e Sporting formam um Casal Vistoso. É tudo em grande, desde as orelhas à barriga, passando pelas falta de ética e vergonha.
Como se não fosse suficiente, para o próximo fim-de-semana, está marcado mais um evento que vai ficar na história da dita gloriosa e imaculada história do Benfica. De facto, na penúltima jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, duas das três equipas que estão na luta pelo título vão defrontar-se na Luz, Benfica e Valongo. O outro candidato, Futebol Clube do Porto, desloca-se ao sempre traiçoeiro reduto do Candelária, na ilha do Pico, Açores. Todos os jogos desta jornada estão marcados para sábado, com excepção de um, o Benfica-Valongo que foi adiado para segunda-feira, com a desculpa da final da Liga dos Campeões. Portanto, Benfica e Valongo entrarão em campo sabendo do resultado do Porto, que, caso ganhe nos Açores afasta definitivamente o Benfica da corrida pelo título nacional. Se é um facto que ninguém é culpado do facto do pavilhão estar indisponível e muito menos se deseja prejudicar o Benfica, forçando o clube a jogar num pavilhão emprestado - curioso, não é? - a situação resolver-se-ia, muito facilmente, adiando também o jogo do Porto para segunda-feira, até porque o Candelária tem a sua situação resolvida no campeonato. Mas não. Não é isso que vai acontecer. Benfica e Valongo entrarão em campo sabendo o resultado do Porto.
Pior ainda, se o Porto vencer o seu jogo, afasta, definitivamente, o Benfica da luta pelo título nacional. Ou seja, se tudo correr bem, o Benfica vai entrar campo sabendo que é matematicamente impossível ser campeão, deixando a luta para o Valongo e para o Porto. Sendo o Benfica o clube que fez o que fez no andebol, como poderermos estar seguros que, independentemente do resultado do Porto, o Benfica tudo fará para vencer o seu jogo e manter o que pouco que resta de verdade desportiva?
Nota: irrita-me ver que não há um único jornalista a dar destaque a este assunto. Parece que 48 horas são menos importantes que três minutos. E irrita-me não haver um único dirigente no meu clube a falar publicamente destes assuntos, atirando com mais esta responsabilidade para cima dos treinadores.
Carta aberta aos dirigentes do Futebol Clube do Porto e aos administradores da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD
Escrevo-vos esta carta, enquanto sócio e adepto daquele que, para mim, é o melhor clube do mundo, o Futebol Clube do Porto. Escrevo-a porque são os srs. que comandam os destinos do clube que eu amo e, por maioria de razão, os derradeiros responsáveis por tudo, de bom ou de mau, que acontece no clube.
Olhando para trás, não me posso queixar: vivi a conquista de uma Liga dos Campeões e falhei outra por meros oito dias, uma Taça Uefa, uma Liga Europa, uma Taça Intercontinental, uma Supertaça Europeia, um penta, um tetra e um tri e mais uma série de campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças. Pelo facto, agradeço-vos.
Ainda assim, permitam-me que teça alguns comentários sobre o que se vem passando no clube nos últimos anos. Desde muito novo fui habituado a ouvir os maiores elogios à estrutura do clube. Cresci, portista, sabendo que ninguém sequer se atrevia a "pisar-nos os calos", sem perder pela demora e levar uma resposta cabal. Acostumei-me a um clube onde os atletas e os técnicos eram protegidos e defendidos a qualquer custo, com os dirigentes a dar a cara. Hoje só aparecem nos bons momentos ou em entrevistas encomendadas. Quando não convém, fogem como ratos. Não era nascido quando perdíamos os jogos logo depois de passar a ponte, mas vivi com especial prazer o tempo em que bastava atravessá-la para por "Lisboa a arder". Cresci a admirar o Porto, a viver o Porto. A idolatrar o Vítor Baía, o Kostadinov, o Domingos, o Jardel, o Deco ou o Lucho Gonzalez. A ver monstros sagrados do meu querido clube a sofrer dentro de campo tanto ou mais do que eu, fora dele, a ver os jogos, como o Jorge Costa ou o João Pinto.
Todavia, não posso deixar passar em claro aquela que tem vindo a ser a estratégia seguida pelos senhores nos últimos anos. Para além de uma gestão financeira ruinosa, baseada em gastar aquilo que se tem e não se tem e altamente dependente de vendas de altetas, com consequências, não só na SAD, mas também no clube - e que desgosto me deu ver o Pedro Gil pedir para lhe pagarem o que lhe deviam após marcar um golo - torna-se evidente o desleixo com que se tem gerido a parte desportiva. De facto, numa altura em que gastámos dinheiro como nunca no reforço do plantel, vemos que este tem sido construído de forma totalmente desequilibrada. Falcao, que nunca teve suplente à altura foi substituído por... Kleber. Moutinho por Herrera. James por Licá, que nem extremo é. Fernando não tem alternativa desde o tempo da televisão a preto e branco. Danilo e Alex Sandro jogam sempre porque não há ninguém para jogar no lugar deles. Houve 9 milhões para contratar um central, quando tínhamos quatro no plantel e, pelo meio, vender metade do seu passe a um fundo de quem não se conhecem os donos, mas não houve para um extremo de alto nível. Castro brilha por onde passa, mas como não custou 8 milhões, nem oportunidades tem. Temos a defesa mais cara da nossa história e, arrisco-me, de todo o futebol português, e sofremos golos como há muito não sofríamos.
Somos cada vez mais um entreposto de atletas. Eles vêm e vão, perdendo-se assim a mística do Futebol Clube do Porto. Compreendendo eu a necessidade de vender, não posso aceitar a forma como o portismo foi arrasado do clube. Quando eu era miúdo, e, dada a minha total inabilidade para dar uns chutos na bola, ia para a baliza e defendia uma bola, (ou ela me batia, para ser mais exacto), eu gritava BAÍÍÍÍÍÍÍÍÍA. Quando o Porto jogava mal, eu via um Jorge Costa a mandar dois berros dentro do campo e a por toda a gente em sentido. Hoje não. Os srs. deram uma tremenda machadada na garra do Porto e, como se não bastasse, ainda conseguiram limpar do clube a maioria destes símbolos. Jorge Costa foi empurrado para fora do clube de forma vergonhosa. Voltou, mesmo assim, e... fizeram-lhe o mesmo. A Vítor Baía, prometeram-lhe um jogo de despedida. Até hoje. Jardel pediu que lhe fizessem o mesmo. Foi ignorado. Deco, numa pausa do campeonato brasileiro foi melhor recebido em Barcelona do que no Porto. Lucho, inclusivamente, saiu por se sentir parte do problema e incapaz de o resolver sozinho. E poderia continuar, mas não vale a pena.
É chegada a hora de mudar alguma coisa. É chegada a hora de acabar com o disparate. É chegada a hora dos dirigente principescamente pagos e que até prémios por segundos e terceiros lugares já se arrogaram a receber, fazerem por merecer esse ordenado. É chegada a hora de acabar com os parasitas que vivem à custa do clube. É chegada a hora de acabar com comissionistas, empresários amigos, filhos e ex-cunhados. É chegada a hora de tornar o Porto financeiramente viável. É chegada a hora de respeitar os atletas das modalidades e o ecletismo do clube. É chegada a hora de acabar com as negociatas com fundos obscuros. É chegada a hora de honrar os nossos símbolos. E, acima de tudo, é chegada a hora de respeitar aqueles que gastam o seu dinheiro e o seu tempo com o clube, aqueles que vos dão o dinheiro que vos alimenta os vícios e vos enche os bolsos, aqueles que são, apenas e só, Portistas. Por amor e convicção. Esta é a pior época dos últimos trinta anos. Mude-se, então. E, já agora, alguns dos srs., mudem-se. Daqui para fora. Para bem longe do meu Porto. Para que vergonhas como a de ontem não se repitam.
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira
Caminho certo?
De cada vez que as SAD de Porto, Benfica e Sporting apresentam contas, sejam eles trimestrais, semestrais ou anuais, tenta-se encontrar explicação para os cada vez piores resultados dos três grandes. Nesta altura é frequente haver erros análise, perfeitamente desculpáveis quando a nossa comunicação social carece de indivíduos com conhecimentos de contabilidade e economia e é a primeira a tirar conclusões precipitadas e erróneas sobre as contas.
Assim, antes de passar ao tema específico deste post, importa, a exemplo do que tem vindo a ser feito noutros blogues desmistificar algumas ideias erradas sobre as contas de uma empresa, nomeadamente de uma sociedade desportiva:
- O resultado líquido, isto é, o lucro ou o prejuízo de uma empresa não é igual à diferença entre entradas e saídas de dinheiro. Os rendimentos e os gastos que formam o resultado líquido de uma sociedade são contabilizados quando ocorre a transacção, e não quando ocorre uma transferência de dinheiro. É evidente que, muitas vezes, estes dois momentos ocorrem ao mesmo tempo. Quando vamos jantar fora, ao cinema ou ao supermercado, pagamos no momento em que efetuamos a compra. Todavia, quando compramos um bem a prestações, como seja um frigorífico ou uma máquina de lavar, a empresa que nos vende esse bem, regista essa venda, (um rendimento), quando emite a factura e nós o trazemos para casa e não ao ritmo do pagamento das prestações. Mais ainda, é ainda possível e correcto que um gasto ou um rendimento seja contabilizado no momento a que diz respeito e não no momento da emissão da factura. Tudo isto demonstra que, o facto do Porto ainda ter dinheiro a receber da venda do Hulk, não tem qualquer influência no lucro ou prejuízo da SAD;
- Quando um clube contrata um atleta, este é "dividido" em dois: por um lado temos o homem, funcionário desse clube e por outro temos os direitos desse jogador, vulgo "passe". Os custos de aquisição desse atleta, não são imediatamente reconhecidos como gasto, mas sim ao longo do tempo, consoante o número de anos de contrato. Ou seja, se um atleta é contratado por 10 milhões de euros e assina contrato por 4 anos, o clube que o contratou deverá reconhecer 2,5 milhões de euros por ano, sendo que vão ser esses 2,5 milhões que vão influenciar os resultados em cada ano, na rubrica de amortizações. Isto faz sentido, porque quando um atleta é contratado, a sua utilidade para o clube que o contrata não se esgota na temporada em que ele é adquirido, mas sim durante todo o seu contrato;
- Quando um atleta é vendido a outro clube, o valor que vai influenciar o resultado da época em que ele é vendido pode não ser, e normalmente não é, o valor pelo qual é vendido. De facto, do ponto 2, conclui-se que o atleta tem algum valor na contabilidade do clube em que joga. Daí, só se poder registar um proveito se o valor da venda exceder o valor que um atleta ainda representa na contabilidade. Pegando no exemplo do ponto 2, se ao fim do 2º ano de contrato, o atleta for vendido por 15 milhões, o valor (mais-valia) que vai influenciar o resultado do clube nesse ano é de apenas 10 milhões (15 milhões da venda, aos quais se deduz o valor que o atleta ainda possuía na contabilidade, que é os 10 da compra líquidos dos 2,5 reconhecidos como gasto no 1º ano de contrato e dos 2,5 reconhecidos como gasto no 2º ano de contrato).
- Pode até acontecer que um atleta seja vendida e seja necessário reconhecer um custo, referente a essa venda. Isto ocorre se o valor da venda do passe do atleta ocorre por um valor inferior ao seu valor contabilístico. Se o atleta dos pontos 2 e 3 fosse vendido nas condições atrás enunciadas, mas por apenas 2 milhões de euros, o seu clube teria de registar um custo de 3 milhões de euros (2M€-(10M€-2,5M€-2,5M€)=-3M€)
Ao contrário do registo que catapultou o Porto para o lugar de melhor negociador do Mundo, comprando muito barato e vendendo muito caro, a política tem vindo a alterar-se. Continuamos a vender caro, é certo, mas o preço que pagamos pelos atletas contratados é cada vez maior. Esta situação tem como consequência o aumento dos custos anuais, por via das amortizações e a diminuição dos proveitos referentes às mais-valias com as vendas, fruto dos atletas apresentarem um valor contabilístico mais elevado.
Um exemplo sintomático desta situação é o custo da nossa defesa. Durante anos a fio, os defesas do Futebol Clube do Porto custavam muito pouco dinheiro. Jorge Costa, Bruno Alves ou Ricardo Carvalho foram formados no clube. Bosingwa, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Pepe, Cissokho, Rolando, Fucile, e até Álvaro Pereira ou Sapunaru foram imensamente mais baratos que Danilo, Otamendi, Alex Sandro, Reyes ou Mangala, sem que a qualidade da defesa tivesse sofrido grandes oscilações. Mais, a diferença de preços é tão grande que serve ainda para acomodar, com folga, todos os "barretes" que foram chegando, de Sonkaya a Nelson Benitez ou de Stepanov a Lucas Mareque.
Analisemos em pormenor os defesas mais caros:
- Mangala custou 6,5 milhões de euros. O porto detém apenas 66,66% do passe. O valor de aquisição é portanto 4,33 M€. O contrato em vigor é de 5 anos;
- Danilo custou 17,6 milhões de euros e assinou também por 5 anos;
- Otamendi custou 8 milhões e também rubricou um vínculo contratual de 5 anos;
- Alex Sandro custou 9,6 milhões de euros. Também ele assinou um contrato de 5 anos;
- Diego Reyes custou 9 milhões por 95% do passe. Metade, (47,5%), foi alienada a um misterioso fundo, que até hoje não pagou um tostão, o que dá um valor de aquisição líquido de 4,5 milhões. O contrato, à imagem dos demais defesas analisados, é de 5 anos.
Assim sendo, apenas estes 5 defesas custaram cerca de 44 milhões de euros. Uma defesa de luxo em qualquer clube mundial e que representa encargos com amortizações anuais de cerca de 8,8 milhões de euros, fora salários, prémios de jogo e outras despesas associadas aos atletas enquanto funcionários do clube, sejam seguros ou contribuições para a Segurança Social. Se ainda considerarmos quanto custaram Herrera, Defour, Jackson Martinez, Quintero ou Ghilas, percebemos facilmente que temos um plantel caríssimo, muito mais do que aquilo que seria desejável.
Mais, devemos também pensar de onde vem todo o dinheiro gasto nestes atletas. Os milhões e milhões pagos em juros todos os anos, ajudam a explicar e ajudam a que tenhamos, cada vez mais, resultados catastróficos.
[Liga2 Cabovisão] FC Porto B 1 - 2 Sp. Covilhã
O Sporting Clube da Covilhã chegava a este encontro com o Porto B em sexto lugar e com menos um jogo do que nós. No seu historial esta época contavam já com quatro vitórias, dois empates e somente duas derrotas, enquanto o FCP chegava à nona jornada com seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota. À semelhança do que tem acontecido com a equipa A, o jogo de sábado foi aborrecido e sem grande emoção e mostrou-nos uma equipa que aos longo dos 90 minutos nunca conseguiu o controlo do jogo.
O FCP entrou em campo com o mesmo meio-campo do jogo contra o Leixões e com a mesma dupla de centrais. No ataque, o lesionado Kelvin deu lugar ao Ivo e na defesa perante a indisponibilidade do Quiño, entrou Rafa. Do lado direito, Victor Garcia voltou ao 11, no lugar do adaptado Ricardo no jogo do Estádio do Mar. As duas equipas apresentaram-se da seguinte forma:
A primeira parte ficou caracterizada por uma grande disputa pelo controlo da bola a meio-campo (aliás, todo o jogo acabou por ser assim). O FCP começou a ameaçar a baliza adversária desde cedo e conseguiu mesmo chegar ao golo numa bela jogada de insistência com o Ivo a desequilibrar na esquerda e a centrar para o sempre irrequieto Tozé que rematou para o fundo da baliza do Taborda. Estes dois foram, juntamente com o Carlos Eduardo, os melhores elementos em campo na primeira parte, tentando acelerar o jogo e criar ocasiões de perigo.
Destaques individuais:
- Tozé: marcou o primeiro golo e nunca pareceu satisfeito com a magra vantagem que tínhamos. Voltou a premiar quem viu o jogo com uma excelente exibição;
- Ivo Rodrigues: apesar de ainda ser júnior, parece ser o tipo de extremo que nós precisamos na equipa B (e na A!): irreverente, desequilibrador e imprevisível tem dado muitos pontos à equipa B e continua a brilhar. Não tem medo de partir para o 1v1, cruza bem e procura sempre a melhor solução, seja essa a finalização ou a assistência para um colega que esteja em melhor posição. De destacar também o entendimento na esquerda com o também júnior Rafa; dois jogadores que fizeram a formação juntos e com qualidade para ambicionarem voos mais altos;
- Carlos Eduardo: mais uma excelente exibição. Mostrou mais uma vez muita segurança no transporte da bola, excelente visão de jogo, capacidade acima da média para pensar o jogo e ser tão bom no passe curto como no passe longo.
Apesar de nunca termos tido o controlo do jogo, o Covilhã só conseguiu chegar à baliza nos inúmeros lances de bola parada que teve (fruto do elevado número de faltas que existiram - para os dois lados - ao longo do jogo). Num desses lances, em que o Tiago Ferreira não está isento de culpas, e aos 45'+1 a equipa visitante conseguiu empatar a partida. Mesmo na equipa B, não se podem admitir estes momentos de desconcentração/adormecimento nem aceitar que os jogadores já estivessem a pensar no intervalo.
Números no final da primeira parte, bastante favoráveis ao Covilhã:
A segunda parte foi mais desgarrada, sem grandes ocasiões de perigo para ambos os lados. O Kléber voltou a mostrar problemas em jogar sozinho na frente e poucas (ou nenhuma) foram as vezes em que conseguiu ganhar a posição ou a disputa de bola com o central que o marcava. Fruto das alterações no lado do Covilhã, a nossa equipa começou a ter muito mais dificuldade em sair a jogar. Os visitantes pressionavam mais alto e beneficiavam da nossa lentidão de processos. Novamente através de livres e cantos, tentavam criar perigo e insegurança no nosso sector mais recuado e já no final da segunda parte, novamente nos descontos, Kadú defende para canto um grande remate de fora da área de um jogador do Covilhã. No seguimento do canto, o Covilhã cruza a bola para a área e numa fotocópia do lance do Helton frente ao Atlético de Madrid, Kadú sai mal da baliza e permite o segundo golo dos visitantes. Estava selada a segunda derrota do Porto B neste campeonato.
Apesar do controlo da posse de bola nas duas metades, nunca conseguimos traduzi-la em ocasiões de golo e os números falam por si: rematamos menos e mais desenquadrados com a baliza, tivemos menos cantos e tiramos menor aproveitamento das bolas paradas. Sofremos dois golos próprios de uma equipa inexperiente e ainda sem a "ratice" típica do futebol praticado na segunda divisão. Continuamos em primeiro mas com mais dois jogos que o Moreirense.
Por fim e para os que ainda não viram, fica a ficha e o resumo do jogo:
UEFA/EHF/CERH Champions League
É oficial! O FC Porto Vitalis carimbou durante a tarde hoje o bilhete de participação na EHF Champions League, a mais importante competição de Andebol de Clubes na Europa. Após um torneio de apuramento realizado num Dragão Caixa sempre frenético, o FC Porto Vitalis conseguiu selar duas importantíssimas vitórias, a última conseguida no prolongamento do jogo frente ao Constanta, equipa campeã do Campeonato Nacional Romeno.
Uma grande exibição de todos os jogadores, mas fica uma nota para Hugo Laurentino e para Quintana, os dois Guarda Redes do FC Porto Vitalis protagonizaram duas grandes exibições mantendo a baliza azul e branca inviolável quando na frente a eficácia não era a melhor.
Nota ainda para Ljubomir Obradovic que nos últimos minutos do encontro concedeu a alguns jovens jogadores da cantera portista alguns minutos, estes que serão durante este ano um pilar importantíssimo para dar resposta ao elevado número de jogos que o FC Porto Vitalis irá disputar entre Campeonato Nacional, EHF Champions League e Taça de Portugal.
Na fase de grupos o FC Porto Vitalis irá encontrar o seguinte grupo:
- THW Kiel
- KS Vive Targi Kielce
- Montpellier Agglomeration HB ::ou:: Orlen Wisla Plock
- KIF Kolding Kobenhavn
- Dunkerque HB Grand Littora
- FC Porto Vitalis
Destaque para o THW Kiel, equipa que ficou em terceiro lugar na última edição da EHF Champions League.
Falando em Champions League, na passada quinta feira o FC Porto ficou a conhecer os adversários que irá enfrentar na fase de grupos da UEFA Champions League. Como vem sendo habitual o FC Porto começou o sorteio no Pote 1, correspondente às 8 melhores equipas da competição. O Sorteio ditou uma série de adversários bastante interessante. Pela frente o FC Porto encontrará um Austria de Viena que só pode trazer belas recordações, um Zenit de S. Petersburgo que carregará consigo memórias de saudade e vingança e ainda um Atlético de Madrid cheio de sentimentos agridoces.
De forma geral falamos de um grupo acessível mas que colocará o FC Porto frente a adversários que necessitam ser respeitados e nunca subestimados. O Atlético de Madrid é hoje uma equipa mais competente que aquela encontrada pelo FC Porto algum tempo atrás. Mais compacta, lutadora e apesar de ter perdido a sua maior estrela soube preparar uma equipa competitiva para esta nova temporada.
O Zenit continua a crescer à custa dos petrodolares e não pode nem deve ser desprezado. Um Hulk que continua a fazer na Rússia aquilo a que tão bem nos habituou, e um treinador traiçoeiro são razões mais que suficientes para deixar qualquer equipa em sentido. Em Viena logo a abrir esta fase de apuramento é importante pensar em muito mais que o Calcanhar de Madger. Marcar passo e demonstrar que no Dragão correremos atrás do primeiro lugar nosso por direito!
Por fim, e como normalmente não há duas sem três, é importante relembrar que este ano no Dragão não se disputarão duas competições europeias, mas sim três. Vai sendo tempo de retornar a casa um troféu que em tempos foi tão nosso. Se há imagens que devem ser marcadas a fogo nos corações dos nossos Campeões esta é uma desssas. Que os nossos Campeões saibam este ano vingar a ferida que nos foi desferida, e relembrar qual a melhor equipa de hóquei em Portugal e na Europa!
SOMOS PORTO!
[Liga Zon Sagres] 2ª Jornada: FC Porto 3 - 0 CS Marítimo
Um jogo a duas partes, uma boa exibição e uma sólida vitória. Um FC Porto a duas velocidades distintas mas sempre por cima sem dar espaço a um Marítimo que surpreendeu, ou não, aqueles que acompanharam o último jogo desta equipa para a Liga ZON Sagres, que culminou numa vitória frente ao slbenfica.
- O ataque é a melhor defesa: Durante a primeira parte do encontro o Marítimo conseguiu apenas realizar um remate frente a um Porto de tracção à frente que concedeu pouquíssimo espaço e que começava a defender e a pressionar a equipa adversária no primeiro terço do meio campo adversário. Uma equipa que jogou em posse mas, pelo menos durante a primeira parte do encontro, sempre a ritmo alto.
- Os alas: Danilo e Alex Sandro protagonizaram uma grande exibição. Muito envolvidos nos processo ofensivo de duas formas distintas às quais estamos habituados. Alex Sandro muitas vezes a partir no um para um contra o adversário a por várias vezes conseguir passar por dois e três adversários junto à linha, e um Danilo que alternou entre procurar combinar com Josué junto à lateral e as suas típicas investidas pelo centro do terreno, invulgares na maior parte dos laterais.
- A defesa: Se já havia falado dos alas no anterior ponto vejo-me obrigado agora a fazer a devida referência aos defesas centrais. Desde os titulares Mangala e Otamendi, a Maicon que entrou na segunda parte para o lugar do Francês e que esteve muito forte e exuberante fiel ao seu estilo. Muito atentos e raramente apanhados em contrapé foram fundamentais ao jogar subidos e mais próximos do meio campo do que se viu em Setúbal.
- Josué (MVP): Foi um autêntico maestro mesmo olhando que partia sempre a jogar vindo da ala, à imagem do tal falso extremo que Paulo Fonseca parece gostar. Muito forte, com uma grande visão de jogo e a tabelar e combinar com excelência com Danilo e Lucho. Um jogador com tudo para ser titular nesta equipa, fica a curiosidade se é capaz de manter o rendimento ao meio, e a sensação que está encontrado o nosso próximo batedor de penaltys (uma nota para a grande penalidade que surge na sequência de um lance de difícil análise que no entanto deu-me a sensação de não ter sido grande penalidade já que a falta pareceu terminar no limite da grande área Madeirense.
- Licá: Depois de um fim de semana em que ficou aquém das exigências, esta semana voltamos a ter um Licá à imagem do que se viu na Supertaça. Solidário, disponível e eficaz. Uma assistência, um golo e muita luta. Resta saber se com o retorno do Varela aos seleccionáveis Licá perderá o lugar para Josué, se será Josué a perder o lugar para o Licá, ou ainda se Josué voltará às origens fixando-se no centro do terreno no lugar de Defour, Fernando ou até... Lucho, abrindo espaço para Licá.
- Jackson Martinez: Sinto que posso estar a ser injusto com o nosso goleador colômbiano. Se por um lado sinto que agora este perde destaque por participar menos no processo de construção de jogo, visto ter nas costas um jogador muito próximo a desempenhar o papel de 10, parece-me que Jackson está menos assertivo na forma como aborda a bola. Uma mão cheia de grandes oportunidades de golo que mereciam, pelo menos, uma maior simplicidade na abordagem. Fica aqui o puxão de orelhas sem deixar de dizer que acredito continuar a ser um "indispensável" no ataque ao tetracampeonato.
- Iturbe: Calma! Não vou desatar a malhar no minino, ou como lhe costuma chamar, Twitty. A verdade é que em 15 minutos hoje o argentino nada conseguiu demonstrar. Algumas boas combinações, mas não conseguiu pelo menos dar sinais que pode ser um titular nesta equipa. Não demonstra nem a solidariedade nos processos ofensivo e defensivo que Varela e Licá transpiram, nem a irreverência com que Quintero (esse mesmo, que hoje jogou na ala), ou até Josué, pautam o futebol da equipa. Reconheço no entanto que 15 minutos é um período escasso para demonstrar o que quer que seja.
- O Dragão: A TV engana, e a moral é pouca para quem viu o jogo sentado em casa agarrado ao Live Stream que apesar de tremer não falhou. Porém o Dragão pareceu-me um estádio apesar de composto com um ambiente aquém daquilo que se vê em muitos outros jogos. É uma pena que o público em geral não responda mais regularmente às provocações das claques organizadas.
- O jogo da duas velocidades: O que o adepto quer é uma equipa capaz de realizar 90 minutos de futebol rápido, combativo e positivo. Hoje fomos presentados com 45 minutos de grande futebol, na segunda parte o Marítimo foi capaz de pausar o ritmo do FC Porto e ter o jogo "controlado" durante cerca de 35 minutos antes de uma investida final pelo quarto golo sob a batuta de Quintero.
- O meio campo: Será durante esta fase inicial recorrente questionar ou pelo menos tirar alguns apontamentos sobre o desempenho do triângulo do meio campo. Foi hoje acima de tudo concentrado. Manteve, como se espera de um meio campo, os sectores ligados e participou activamente na construção e destruição de jogo. Porém continua a sensação que as costas do meio campo parecem sempre demasiado vazias fazendo-se notar a falta do trinco puro ao qual fomos habituados. Contra a maior parte das equipas do campeonato português essa não é uma preocupação pois ter um jogador tão posicional no meio campo acabava por ser um desperdício, porém guardo alguma apreensão sobre a forma como nos desafios contra equipas de maior qualidade o meio campo será capaz de gerir o momento defensivo.
É bom sinal quando chega ao fim de um jogo e o desejo aperta por mais. Significa que a exibição foi positiva e que o resultado foi de encontro ao futebol praticado, no entanto apenas torna mais difícil a espera. Para a semana há mais e as expectativas estão em alta, a possibilidade de uma vitória poder deixar o tricampeão nacional a 6 pontos do trivicecampeão catalisa ainda mais os ânimos, resta esperar e aguardar por uma semana calma no que diz respeito às movimentações do mercado de transferências para os lados do Dragão.
SOMOS PORTO!
Os delírios dos "jornalistas" do Correio da Manhã
Para os mais atentos, hoje, na ressaca de mais uma entrada a vencer do FC Porto no campeonato do principal escalão do Futebol Português, em antítese aos "bons" hábitos perpetuados para os lados da segunda circular, a "vara" jornalística, passo a expressão, que se intitula de Correio da Manhã premiou os seus leitores com o habitual discurso de fomento o ódio e que tende a desvalorizar o valor da(s) vitória(s) de uma equipa que é "apenas" tricampeã Nacional, e a mais titulada em Portugal.
Sem querer entrar em análises técnicas sobre o trabalho e a qualidade (ou falta dela) do árbitro João Capela, o qual até é ,como todos sabemos, conhecido por beneficiar o FC Porto, procuro aqui centrar-me na expressão escolhida pelos redactores do "jornal" em questão: "Penálti da tradição"
Significado de Tradição
subst. f.
1. costumes que vêm do passado: uma tradição familiar
2. facto de transmitir e conservar os costumes: respeitar a tradição
Portanto, devo aceitar com esta expressão, a ideia de que o FC Porto é um clube frequentemente beneficiado pela marcação de grandes penalidades. É portanto, segundo o dicionário de língua portuguesa, um habito que vem sendo perpetuado e com origem no passado. Pergunto-me se estes mesmos "jornalistas", durante a temporada passada escreveram que o penálti da tradição, salvou o SL Benfica na Luz frente à Académica (este é apenas uma exemplo ilustrativo).
Certo, é que os jornalistas do CM "sabem que" uma mentira muitas vezes repetida tende a tornar-se verdade pelo menos aos olhos dos menos atilados, e é isso mesmo que estes procuram fazer. Durante os últimos cinco anos o FC Porto beneficiou de 42 grandes penalidades enquanto que o clube da Luz beneficiou de 39 (Fonte: Influência Arbitral). Estou em crer que os anais da estatística considerariam esta uma diferença estatisticamente não relevante já que falamos de uma diferença de 3 grandes penalidades num total 5 anos.
Ao contrário daquilo que se possa querer fazer pensar ou perpetuar, o FC Porto não é um clube particularmente beneficiado pela marcação de grandes penalidades, porém ao contrário daquilo que o leitor estará provavelmente a pensar, estou aqui para agradecer e não para criticar. Agradecer aos jornalistas do Correio da Manhã, por desde bem cedo nos começar a dar ainda mais motivos para querer continuar a vencer.
Somos Porto!
Somos Porto!
Liga Zon Sagres 2013/2014: Pronúncio de Tetra?
É já hoje que arranca mais uma Liga Zon Sagres. Após a vitória frente ao Vitória de Guimarães para a Supertaça de Portugal começa hoje o caminho rumo ao assalto aquele que pode ser o terceiro Tetra Campeonato da história do Futebol Clube do Porto E... do futebol Português.
As expectativas são mais que muitas após uma pré temporada positiva e uma início prometedor no Estádio de Aveiro que premiou o Futebol Clube do Porto com a 20 Supertaça Cândido de Oliveira, porem face a um Campeonato que augura trazer um Sporting e um Sporting de Braga mais competitivos do que aqueles que marcaram presença na última temporada, os desafios parecem ser maiores. Nesta altura, e após duas temporadas em que sob a alçada de Vítor Pereira o FC Porto apenas perdeu um jogo, torna-se difícil exigir mais à presente equipa técnica, mas talvez se existe algo que se possa exigir é um futebol que no fundo encha estádios e apaixone o coração dos adeptos que durante os últimos anos tanto se queixaram das equipas formatadas à imagem do ex-treinador azul e branco. Uma maior verticalidade e maior capacidade de desequilibrio, "mais Bayern menos Barcelona", é aquilo que pessoalmente peço para esta nova temporada. Um futebol alegre, que me faça saltar da cadeira, do sofá, da bancada e delirar com o génio dos artistas dentro de campo.
Exige-se ainda durante esta temporada, que o novo comandante da armada azul e branca, seja capaz de potencializar e dar oportunidades aos muitos jogadores de grande qualidade que lhe foram confiados. Na defesa a pergunta é se será desta que alguém consegue fazer de Danilo algo mais que um lateral banal. Existe ainda um Mangala que tem tudo para se tornar um dos melhores defesas centrais do mundo e que para isso precisa de ser devidamente acompanhado. Com o fim do mercado ainda se levanta a dúvida se será necessário encontrar um par para Mangala caso Otamendi rume a outras paragens.
No meio campo a adaptação de Herrera continuará por mais algumas semanas, mas as expectativas são altas para aquele que se apresenta como o maior candidato a fazer esquecer João Moutinho, apenas e só um dos melhores médios centro que já passaram pelo Porto, Lucho é um dez adaptado, mas fica a dúvida se Paulo Fonseca conseguirá aproveitar todo o potencial de Quintero, esse sim, um 10 da ponta dos cabelos à sola do pé. Tal como havia dissertado no início da pré-temporada, existe ainda um dossier Fernando que para mim continua a constituir um grande dilema. Fernando não se tem adaptado ao sistema táctico que o treinador idealiza e por outro lado parece longe da porta de saída neste momento.
No ataque e acreditando na manutenção do melhor avançado a actuar no futebol português, resta saber se o treinador será capaz de evitar que Ghilas estagne na sua evolução. Porém é também na frente de ataque que emergem as maiores dúvidas sobre o que se pode esperar para mais uma temporada. Com o falhanço da contratação de Bernard, as alas do FC Porto estão entregues a Varela e Licá (que até fez uma excelente exibição no sábado passado) sendo que a cobertura para estes está entregue a Kelvin, Iturbe e... talvez Ricardo. Muita juventude e muita incerteza, resta saber quem de entre estes jogadores, quando atirados aos lobos serão capazes de sair por cima e largar o estatuto de promessa para abraçar a certeza.
É com ansiedade que aguardo pelo rolar da bola, mas é com confiança que vejo o início de mais uma, espero, bela caminhada.
"Somos Porto, e vamos continuar a ganhar!"
"Somos Porto, e vamos continuar a ganhar!"
Álvaro "Bad Boy" Pereira
No rescaldo do jogo do passado sábado, onde o nosso clube alcançou mais uma vitória importante fora de portas, há algumas ilações que podemos e devemos retirar no que à disciplina diz respeito. A avaliação mais negativa da noite vai, claro está, para o Álvaro Pereira. O facto de não ter precentes disciplinares deixou-me, de certa forma, surpreso pelas suas reações. Não obstante o facto de ter feito uma exibição muito má, a sua atitude foi de todo despropositada. Ninguém tem (ou devia ter) lugar cativo na equipa. Não há dúvida que se trata de um jogador de grande nível mas que, em Braga, deixou-se levar pelas emoções e comportou-se muito mal: não gostou de se substituído e, derivado desse facto, não cumprimentou o treinador e, mais do que uma vez, esmurrou o banco de suplentes. Atitudes nada dignas para um atleta do seu calibre, com uma vasta experiência internacional. Esperemos que este episódio muito pouco louvável seja caso único na carreira deste jogador e que não se volte a repetir. Contudo, deverá ser punido internamente pelo clube (não pode jogar na receção ao Beira-Mar por se encontrar suspenso com 9 cartões amarelos).Na outra face da moeda destaco inequivocamente o Hélton e o Rolando, por razões semelhantes. Ambos tentaram, sem sucesso, acalmar os ânimos do Álvaro Pereira quando este saiu zangado (consigo mesmo ou talvez não). No entanto, o defesa central deu mais uma prova do seu profissionalismo ao acatar de bom grado a opção do treinador em deixá-lo, pela segunda vez consecutiva, no banco de suplentes. São estes jogadores e estas atitudes que fazem do FCPorto um grande clube!















