O que realmente se passa com a arbitragem
Como se sabe há árbitros profissionais e árbitros não profissionais. E os árbitros são muito bem remunerados. Um árbitro consegue facilmente ganhar 20.000 euros brutos só a apitar em Portugal. Os melhores, recebem mais de 40.000 euros, fora os rios de dinheiro que auferem quando são nomeados para jogos internacionais. A isto acrescem as significativas ajudas de custo, apoios vários, como equipamento de treino e despesas pagas. É por isso natural que os árbitros tenham ambição em ser melhores, em ser promovidos a internacionais. O rendimento que obtêm ao serem árbitros de primeira categoria permite-lhes ter uma vida muito mais confortável, permite-lhes ter boas férias, dar melhores condições de vida aos filhos, etc. E se há árbitros que não precisam de da arbitragem para viver, como Pedro Proença, outros há que possuem empregos mal remunerados ou estão até desempregados.
É assim, compreensível que os árbitros façam tudo o que estiver ao seu alcance para obterem boas classificações e subirem na carreira. O problema, e aqui está a chave da questão, é que não são as melhores arbitragens que garantem as melhores notas e os melhores jogos. Há imensos factos que o demonstram. Comecemos por Marco Ferreira. Há duas épocas atrás, Marco Ferreira apitou duas derrotas do Benfica e, numa delas, teve o desplante de expulsar Luisão. Foi despromovido. E se tivesse sido justamente despromovido, não haveria nada a dizer, mas repare-se, o mesmo Conselho de Arbitragem que o despromoveu nomeou-o semanas antes para arbitrar a final de uma taça. E nunca, por muitos erros que cometa, Marco Ferreira seria pior que Bruno Paixão, por exemplo. Continuemos com Manuel Oliveira, árbitro que estará desempregado. Em agosto foi nomeado para arbitrar o Benfica-Vitória de Setúbal. O jogo acabou empatado e, de facto, o árbitro cometeu alguns lapsos. Foi directo para a jarra uns tempos e, desde então, passa mais tempo a arbitrar na segunda liga do que na primeira, recebendo menos dinheiro por isso. Por outro lado, Jorge Sousa. No final de novembro arbitrou um polémico Boavista-Guimarães, marcando um penalty quando uma bola rematada a menos de um metro bateu no braço de um jogador do Boavista. Nada lhe aconteceu e foi nomeado, poucas semanas depois para o Benfica-Sporting. Quando a bola ressaltou para a mão de Pizzi e depois de uma mão para a outra, nada lhe aconteceu. Mas analisando os dois lances, percebe-se que o árbitro foi incoerente. Num deles cometeu um erro muito grave, mas nada lhe aconteceu. O mesmo aconteceu a Bruno Esteves que, 3 dias depois de fechar os olhos a um penalty escabroso sobre Maxi Pereira no Porto-Marítimo foi arbitrar o Tondela-Boavista.
Neste momento, o Conselho de Arbitragem não promove os melhores árbitros e pune os piores. Promove os que ajudam o Benfica e prejudicam o Futebol Clube do Porto. E os árbitros, por mais honestos e imparciais que sejam, sabem disto e são afectados por isso. Mesmo que não façam de propósito, o seu subconsciente funciona e, na dúvida, apitam sempre contra o Porto e sempre a favor do Benfica. Só assim se percebe os inúmeros recordes de jogos sem penaltis contra e sem expulsões que o Benfica tem.
Era no Conselho de Arbitragem que os dirigentes do Futebol Clube do Porto se deviam focar, e não nos árbitros. É para o Conselho de Arbitragem, onde pontifica João "pode ser o João" Ferreira, que o Porto se deve voltar. E não é no Facebook, no Dragões Diário ou através do director de comunicação. São os dirigentes que têm que dar a cara, secundados pelo treinador, que se deve preocupar mais em defender os interesses do clube do que com castigos.
Recomenda-se a que vejam também o programa de ontem (dia 4/01/17) do Porto Canal, o Universo Porto onde se falou deste tema e dizem as verdades também.
Quanto às supostas pressões ou agressões que "membros dos SD" que supostamente estiveram na Maia, no centro de treinos dos árbitros, importa também dizer:
- Fontelas Gomes é o presidente do conselho de arbitragem
- O conselho de arbitragem fica em Lisboa
- O presidente do conselho de arbitragem testemunhou o que aconteceu entre adeptos alegadamente do FC Porto, e o árbitro do próximo encontro.
A primeira pergunta é: Quem avisou o presidente do conselho de arbitragem que isto ia acontecer, para que este se encontrasse no local certo, a hora certa, de forma a ser a única testemunha deste caso? Ou é só outra coincidência?
José Fontelas Gomes, o novo Vítor Pereira
José Fontelas Gomes, actual presidente da APAF, anunciou, nos últimos dias, a sua candidatura ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa Futebol, perfilando-se assim, uma vez que, para já, não há mais candidatos, como o provável sucessor de Vítor Pereira. E a palavra sucessor encaixa na perfeição, não só porque Fontelas Gomes vai suceder a Vítor Pereira, mas também porque o registo será, certamente o mesmo.
De facto, hoje, foi noticiado por diversos jornais desportivos o apoio de onze homens do apito, cujo nome aqui replicamos: João Capela, Jorge Sousa, Carlos Xistra, João Pinheiro, Bruno Paixão, Jorge Ferreira, Luís Ferreira, Manuel Mota, Manuel Oliveira, Vasco Santos e Nuno Bogalho.

Atentem em 5 dos 11 nomes: Capela, Xistra, Paixão, Jorge Ferreira e Manuel Mota. Cinco árbitros associados ao que é o domínio benfiquista da arbitragem declaram apoio inequívoco a Fontelas Gomes. Cinco árbitros que jogo após jogo beneficiam o Benfica e prejudicam os seus rivais. Cinco dos principais actores desse triste filme que é o Colinho.
Com José Fontelas Gomes será mais do mesmo. O presidente da APAF que só sai em defesa dos árbitros quando isso convém ao Benfica, arrisca-se a ser o novo presidente do Conselho de Arbitragem e nós corremos o sério risco de mais uns anos de palhaçada, pouca vergonha e colinho.
Competiria aos dirigentes do Futebol Clube do Porto identificar este problema e dar a cara para o combater. Denunciar e apresentar uma alternativa credível e isenta que conseguisse congregar muitos apoios. Uma dica, a newsletter não conta. Não tem impacto mediático e não faz notícia nos Telejornais. Urge que quem manda no Porto faça ouvir a sua voz. Caso contrário teremos que levar José Fontelas Gomes, 2º rei do Conselho de Arbitragem, da dinastia Vieira.
De facto, hoje, foi noticiado por diversos jornais desportivos o apoio de onze homens do apito, cujo nome aqui replicamos: João Capela, Jorge Sousa, Carlos Xistra, João Pinheiro, Bruno Paixão, Jorge Ferreira, Luís Ferreira, Manuel Mota, Manuel Oliveira, Vasco Santos e Nuno Bogalho.
Atentem em 5 dos 11 nomes: Capela, Xistra, Paixão, Jorge Ferreira e Manuel Mota. Cinco árbitros associados ao que é o domínio benfiquista da arbitragem declaram apoio inequívoco a Fontelas Gomes. Cinco árbitros que jogo após jogo beneficiam o Benfica e prejudicam os seus rivais. Cinco dos principais actores desse triste filme que é o Colinho.
Com José Fontelas Gomes será mais do mesmo. O presidente da APAF que só sai em defesa dos árbitros quando isso convém ao Benfica, arrisca-se a ser o novo presidente do Conselho de Arbitragem e nós corremos o sério risco de mais uns anos de palhaçada, pouca vergonha e colinho.
Competiria aos dirigentes do Futebol Clube do Porto identificar este problema e dar a cara para o combater. Denunciar e apresentar uma alternativa credível e isenta que conseguisse congregar muitos apoios. Uma dica, a newsletter não conta. Não tem impacto mediático e não faz notícia nos Telejornais. Urge que quem manda no Porto faça ouvir a sua voz. Caso contrário teremos que levar José Fontelas Gomes, 2º rei do Conselho de Arbitragem, da dinastia Vieira.
Colinho, Manto Protector e Vítor Pereira
Marco Ferreira, ex-árbitro internacional foi, na época passada, protagonista de uma das mais caricatas situações do futebol português. Mesmo sendo internacional, foi despromovido, sendo o primeiro a quem tal sucedeu. Mais curioso anda foi o facto de Marco Ferreira ter sido nomeado para final da Taça de Portugal e despromovido uns dias depois. Pelas mesmas pessoas, o Conselho de Arbitragem da FPF, liderado por Vìtor Pereira.
Ora, desde que foi despromovido, Marco Ferreira não se tem cansado de denunciar de forma veemente as trapalhadas de Vítor Pereira. Foi entrevistado na extinta RTP Informação, foi divulgando alguns factos na sua conta de Facebook, etc. mas sem grande impacto mediático. E porquê? Porque acusou Vítor Pereira de favorecer o Benfica. E, como sabemos, metendo vigarices e o Benfica ao barulho é mais de meio caminho andado para que a comunicação social lisboeta firme um pacto de silêncio, tentando fazer morrer o assunto. Sucede que, Marco Ferreira foi mais inteligente do que aquilo que era suposto e resolveu dar uma entrevista de fundo ao jornal espanhol As, um pouco mais equidistante relativamente aos vários clubes portugueses. E assim, Marco Ferreira pôs a "boca no trombone" e contou muita coisa.

Marco Ferreira contou que os árbitros que iam arbitrar os jogos do Benfica eram pressionados por Vìtor Pereira, através de telefonemas do próprio, para que os jogos corressem "bem". E, de acordo com Marco Ferreira, um jogo, para Vítor Pereira, corria bem, se o Benfica o vencesse. Curiosamente, ou não, Marco Ferreira foi despromovido no ano em que apitou duas das três derrotas do Benfica no campeonato. Fala também num clima de medo entre os árbitros, que saberão que se as coisas correrem mal ao Benfica, as próprias carreiras também lhes correm mal, dando o seu próprio exemplo.
Eu não sei se Marco Ferreira está ou não a dizer a verdade. Não o conheço, não sei se é uma pessoa séria, ou se está apenas ressabiado por ter sido despromovido. Mas sei que o Benfica foi mesmo levado ao colo pelos árbitros na época passada e que, sem isso, dificilmente teria hipóteses de lutar pelo título que conquistou. E também sei que as declarações de Marco Ferreira são demasiado graves para serem ignoradas. Aguardemos.
Marco Ferreira contou que os árbitros que iam arbitrar os jogos do Benfica eram pressionados por Vìtor Pereira, através de telefonemas do próprio, para que os jogos corressem "bem". E, de acordo com Marco Ferreira, um jogo, para Vítor Pereira, corria bem, se o Benfica o vencesse. Curiosamente, ou não, Marco Ferreira foi despromovido no ano em que apitou duas das três derrotas do Benfica no campeonato. Fala também num clima de medo entre os árbitros, que saberão que se as coisas correrem mal ao Benfica, as próprias carreiras também lhes correm mal, dando o seu próprio exemplo.
Eu não sei se Marco Ferreira está ou não a dizer a verdade. Não o conheço, não sei se é uma pessoa séria, ou se está apenas ressabiado por ter sido despromovido. Mas sei que o Benfica foi mesmo levado ao colo pelos árbitros na época passada e que, sem isso, dificilmente teria hipóteses de lutar pelo título que conquistou. E também sei que as declarações de Marco Ferreira são demasiado graves para serem ignoradas. Aguardemos.
O empate (pouco) moral do Record
Exmos Srs,
Ao consultar a capa do vosso jornal de hoje, dia 21 de setembro, constatei que consta na referida capa a frase "André André desfez a igualdade que o Benfica trabalhou para merecer". Compreendendo eu que todos temos direito à nossa opinião, não posso deixar de realçar a parte do "merecimento do Benfica".
As estatísticas da partida também não mentem. O Porto teve quase o dobro dos ataques, o dobro dos remates, o quádruplo dos pontapés de cantos e 65% de posse bola. O Porto foi dominador, sem jogar nada de especial, e foi isso que foi segurando o Benfica no jogo. Porque de resto, o Benfica não foi capaz de criar uma oportunidade de golo de bola corrida, não foi capaz de ter a bola, nada. O Benfica lutou, e muito, pelo empate, mas em parte alguma o mereceu. Quem vem para queimar tempo de forma escandalosa, com o beneplácito da equipa de arbitragem, quem abdica de atacar, quem não se preocupa em jogar futebol e se limita, praticamente a "bola para a frente e fé em Gaitán", não pode merecer o empate. Nunca.
Mas no final, isso pouco importa. O que importa é que o treinador e a águia se chamam Vitória, o Benfica veio jogar para o empate e saiu com uma derrota. Já não há Jesus, mas foi justiça divina.
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira
As eleições na Liga e um milagroso acerto do jornal Record
Ontem, Pedro Proença foi eleito presidente da Liga. Contando com o apoio da maioria dos clubes da Liga NOS, 12 contra 6 de Luís Duque, Proença tornou-se no oitavo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, sucedendo a Valentim Loureiro, Manuel Damásio, Pinto da Costa, Hermínio Loureiro, Fernando Gomes, Mário Figueiredo e Luís Duque.
Sinceramente, creio que Duque não fez um mau trabalho. Recuperou financeiramente a Liga, deixada de rastos pela gestão quase danosa de Figueiredo, o tal que teve o voto a favor do Sporting e à volta de quem Vieira disse que os clubes se deveriam unir, credibilizou a instituição, depois da passagem do cometa Figueiredo, e criou condições para que a Liga voltasse a ser uma fonte de receitas para os clubes, e não um encargo.
No entanto, Duque, para além de ter proferido declarações para com seus associados de baixíssimo nível, ao chamar ignorante ao presidente do Sporting e xenófobo a Tiago Ribeiro do Estoril, independentemente de ter, ou não, razão, falhou em toda a linha num aspecto. O Presidente da Liga é o primeiro vice-presidente da FPF, o número dois da sua direcção, e tem o dever de representar o futebol profissional junto da instituição e de o defender acerrimamente, com unhas e dentes. Não o fez. E tanto não o fez que nem foi capaz de por todos os delegados da Liga na AG da FPF a votar a favor do sorteio, uma vez que a Liga tem 20 delegados e houve apenas 17 votos a favor do sorteio.
Ora, isto era o ideal para o Benfica. Conseguir que o associado com mais peso na FPF nada faça para mudar o triste estado de coisas a que esta chegou é o ideal. É óbvio que o Benfica fica imensamente satisfeito se Bruno Paixão, Manuel Mota, João Capela ou Duarte Gomes continuarem a ser nomeados várias vezes por ano para os seus jogos. É evidente que o Benfica não quer que se mexa no Conselho de Arbitragem e pretende que Vítor Pereira continue a ser visita assídua no Seixal. É nítido que o Benfica pouco se preocupa se são nomeados árbitros internacionais indivíduos sem experiência e que nunca, jamais, em tempo algum arbitraram sequer jogos dos grandes no campeonato. O problema é que Pedro Proença também já prometeu que vai lutar contra isto tudo. E isto perturba seriamente os interesses do Benfica e dos seus 13.999.999 adeptos. Como é que se chega a este número? Aos 14 milhões que o Benfica publicita, incluindo umas dezenas de milhar na Indochina, retira-se um, Pedro Proença. Porque Proença já mostrou que tem a coluna direita e não se curva perante nada nem ninguém e muito menos se deixa intimidar, mesmo que lhe partam os dentes com um soco.

O problema do Benfica é que os famosos lugares na Liga não lhe vão servir de nada. Com Proença, as probabilidades do futebol se decidir dentro do campo e não fora dele, aumentam drasticamente. Talvez seja por isso que Pedro Guerra, o propagandista oficioso de Vieira, tenha ido a correr, em sentido figurado, claro, à TVI24 berrar com tudo e todos. Talvez seja por isso, que o Record de ontem noticiava, ainda antes de Proença ser eleito, que Vieira havia prometido reforços a Rui Vitória. Talvez as grandes orelhas do presidente vermelho tivessem ouvido que Proença tinha apoios suficientes para vencer, e como tal, foi forçado investir a sério no reforço da equipa...
Sinceramente, creio que Duque não fez um mau trabalho. Recuperou financeiramente a Liga, deixada de rastos pela gestão quase danosa de Figueiredo, o tal que teve o voto a favor do Sporting e à volta de quem Vieira disse que os clubes se deveriam unir, credibilizou a instituição, depois da passagem do cometa Figueiredo, e criou condições para que a Liga voltasse a ser uma fonte de receitas para os clubes, e não um encargo.
No entanto, Duque, para além de ter proferido declarações para com seus associados de baixíssimo nível, ao chamar ignorante ao presidente do Sporting e xenófobo a Tiago Ribeiro do Estoril, independentemente de ter, ou não, razão, falhou em toda a linha num aspecto. O Presidente da Liga é o primeiro vice-presidente da FPF, o número dois da sua direcção, e tem o dever de representar o futebol profissional junto da instituição e de o defender acerrimamente, com unhas e dentes. Não o fez. E tanto não o fez que nem foi capaz de por todos os delegados da Liga na AG da FPF a votar a favor do sorteio, uma vez que a Liga tem 20 delegados e houve apenas 17 votos a favor do sorteio.
Ora, isto era o ideal para o Benfica. Conseguir que o associado com mais peso na FPF nada faça para mudar o triste estado de coisas a que esta chegou é o ideal. É óbvio que o Benfica fica imensamente satisfeito se Bruno Paixão, Manuel Mota, João Capela ou Duarte Gomes continuarem a ser nomeados várias vezes por ano para os seus jogos. É evidente que o Benfica não quer que se mexa no Conselho de Arbitragem e pretende que Vítor Pereira continue a ser visita assídua no Seixal. É nítido que o Benfica pouco se preocupa se são nomeados árbitros internacionais indivíduos sem experiência e que nunca, jamais, em tempo algum arbitraram sequer jogos dos grandes no campeonato. O problema é que Pedro Proença também já prometeu que vai lutar contra isto tudo. E isto perturba seriamente os interesses do Benfica e dos seus 13.999.999 adeptos. Como é que se chega a este número? Aos 14 milhões que o Benfica publicita, incluindo umas dezenas de milhar na Indochina, retira-se um, Pedro Proença. Porque Proença já mostrou que tem a coluna direita e não se curva perante nada nem ninguém e muito menos se deixa intimidar, mesmo que lhe partam os dentes com um soco.

O problema do Benfica é que os famosos lugares na Liga não lhe vão servir de nada. Com Proença, as probabilidades do futebol se decidir dentro do campo e não fora dele, aumentam drasticamente. Talvez seja por isso que Pedro Guerra, o propagandista oficioso de Vieira, tenha ido a correr, em sentido figurado, claro, à TVI24 berrar com tudo e todos. Talvez seja por isso, que o Record de ontem noticiava, ainda antes de Proença ser eleito, que Vieira havia prometido reforços a Rui Vitória. Talvez as grandes orelhas do presidente vermelho tivessem ouvido que Proença tinha apoios suficientes para vencer, e como tal, foi forçado investir a sério no reforço da equipa...
A preocupação benfiquista com as contas do Porto
te toda só agora tenha saído da toca. E espanta-me porque, o Futebol Clube do Porto, gastou, pelo menos até agora, menos dinheiro em reforços do que nas temporada transactas. Tudo bem que a SAD não deveria gastar 20 milhões num único atleta, como fez com Imbula, mas os reforços deste ano custaram menos que Indi, Marcano, Adrian, os empréstimos de Campaña, Oliver, Casemiro e Tello, Aboubakar, Otávio, metade do passe de Quintero, Brahimi, Evandro, Andrés Fernandez, etc. Bem menos. E, quanto aos salários, bem, Maxi, Casillas e Imbula, não devem ter propriamente salários baixos mas, a equipa já perdeu Fabiano, Andrés, Reyes, Casemiro, Oliver e, principalmente, Jackson, Danilo e Quaresma. Estará o Porto a gastar assim tanto dinheiro a mais? Duvido muito.
Por outro lado, seria interessante que Ramos, Capristano e Antunes perdessem uns minutos a olhar para o próprio umbigo. Vejamos, o Benfica vende, vende, vende. Tem uma equipa envelhecida. E vende tudo à taxa fixa de 15 milhões de, provavelmente, nada. Mas, ainda não fez uma contratação sonante. Quererão Ramos, Capristano e Antunes explicar o porquê?
Maxi Pereira e a camisola 2
Maxi Pereira, já é jogador do Porto. E isto deixa-me triste, muito triste
E
deixa-me triste, não por Maxi ser mau jogador, que não é, mas pela
sua atitude em campo. Eu até simpatizo com atletas raçudos, que deixam
tudo o que têm e o que não têm em campo. O que eu não gosto é de porcos.
Odeio jogadores caceteiros, que batem indiscriminadamente, que agridem,
que provocam intencionalmente. Foi Maxi que se mandou em voo ao joelho
de João Moutinho e levou Vítor Pereira ao desespero.
E também fico ainda mais triste porque vejo que o meu clube está muito diferente, para pior. Há uns anos atrás se um jogador de Benfica viesse dizer que o Porto ganhava à custa dos árbitros, levava uma resposta dentro de campo que até via estrelas. Já ninguém se lembra dos 5-0 ao Benfica, depois de semanas de acusações, choro e insultos vindos da Segunda Circular? Hoje, não, hoje quem profere declarações desse estilo é contratado e ainda é apelidado de jogador à Porto pelo presidente Pinto da Costa, numas tristes declarações que visam apenas serenar os ânimos, e que ainda diz que Maxi é digno de usar a camisola "2", a mítica camisola "2", a camisola do João Pinto, o eterno capitão que subiu a bancada do Jamor debaixo de uma chuva de pedras, a camisola do nosso "Bicho", Jorge Costa. Mas o que é isto? Agora metemos dentro de nossa casa, em ombros, que nos maltrata, quem nos insulta, quem nos humilha, quem nos agride? Onde está a nossa dignidade, o nosso amor próprio? Como poderemos manter a nossa coluna vertebral direita depois disto? Como é que se pode falar em mística, ao fazer uma barbaridade destas?
Mas, já que parece que vale tudo, eu propunha que Simão Sabrosa fosse o substituto de Quaresma e Carlos Martins para o lugar de Oliver, que tinha a vantagem de ser uma bicada no Benfica e no Benfica B. E já agora, porque não contratar João Gabriel para o lugar de Rui Cerqueira? Ninguém duvida que o homem dá tudo por quem lhe paga o salário... perdão, pelo seu clube. Ou dar um Dragão de Ouro a Rui Gomes da Silva. Ou, no dia em Pinto da Costa resolva sair do Porto, su
bstitui-lo por, sei lá. Bruno de Carvalho.
Mas, agora, que já não há nada a fazer, toca a apoiar. No final, o que interessa é que o Porto ganhe. Mas ver aquele energúmeno com aquele lindíssimo símbolo ao peito custa imenso.
E também fico ainda mais triste porque vejo que o meu clube está muito diferente, para pior. Há uns anos atrás se um jogador de Benfica viesse dizer que o Porto ganhava à custa dos árbitros, levava uma resposta dentro de campo que até via estrelas. Já ninguém se lembra dos 5-0 ao Benfica, depois de semanas de acusações, choro e insultos vindos da Segunda Circular? Hoje, não, hoje quem profere declarações desse estilo é contratado e ainda é apelidado de jogador à Porto pelo presidente Pinto da Costa, numas tristes declarações que visam apenas serenar os ânimos, e que ainda diz que Maxi é digno de usar a camisola "2", a mítica camisola "2", a camisola do João Pinto, o eterno capitão que subiu a bancada do Jamor debaixo de uma chuva de pedras, a camisola do nosso "Bicho", Jorge Costa. Mas o que é isto? Agora metemos dentro de nossa casa, em ombros, que nos maltrata, quem nos insulta, quem nos humilha, quem nos agride? Onde está a nossa dignidade, o nosso amor próprio? Como poderemos manter a nossa coluna vertebral direita depois disto? Como é que se pode falar em mística, ao fazer uma barbaridade destas?
bstitui-lo por, sei lá. Bruno de Carvalho.
Mas, agora, que já não há nada a fazer, toca a apoiar. No final, o que interessa é que o Porto ganhe. Mas ver aquele energúmeno com aquele lindíssimo símbolo ao peito custa imenso.
O basco e o palhaço
vergonha que é este campeonato, não resistiu a, como é seu timbre, baixar o nível e ser mal educado e inconveniente.
A mim, o que me parece é que, Lopetegui, mesmo não ganhando, vai incomodando muita gente. Provavelmente percebem que já aprendeu a lição e que, por certo, não irá cometer os mesmo erros que cometeu este ano. Para mais, e mesmo sem a protecção e a defesa dos dirigentes portistas, é o único que vai denunciando a farsa deste campeonato. Só assim se entende que a opinião pública nacional não se tenha indignado com a referência ao "basco", tal como se indignou quando, num momento de tremenda infelicidade, o Porto se referiu a Katsouranis como "um grego", ou Cristiano Ronaldo é apelidado de "português" em Espanha.
Às vezes não basta ser sério, é preciso parecê-lo
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| Imagem obtida no FB do Lá em Casa Mando Eu |
O que se sabe é que Vítor Pereira resolveu meter mais lenha na fogueira, criar mais suspeições, numa altura em que era preferível estar quieto. Pressupondo que a visita foi inocente e bem intencionada, por exemplo, para explicar as regras do futebol aos atletas do Benfica que devem andar baralhados com tanta dualidade de critérios, e reconheça-se, torna-se complicado, nos dias que correm, acreditar nisso, não deveria Vítor Pereira ter-se resguardado e evitado mais diz-que-disse? Fica a questão.
O jornalismo indecente do Record.
Exmos. Senhores,
Estes últimos dias têm sido pródigos em mais algumas, digamos, parvoíces da vossa parte, publicadas no jornal Record. Não que isso surpreenda especialmente quem anda atento à vossa postura e à vossa linha editorial, mas convém sempre relembrar para que os mais desatentos não se deixem iludir.
Tudo começou quando, na semana passada, vocês publicaram mais uma edição de Liga da Verdade, uma parvoíce sem qualquer sentido, mas que vindo de um jornal que teve como directores um belenense que com quatro anos vibrou intensamente com uma conquista europeia do Benfica e que usa esse argumento para justificar o facto do jornal Record considerar a Taça Latina uma prova oficial ou um benfiquista doente e manhoso, claramente incapaz de demonstrar a independência e a imparcialidade necessárias para o desempenho de um cargo jornalístico desta relevância. primeiro A Liga da Verdade é uma parvoíce, porque é publicada pelo Record. E qualquer coisa publicada pelo Record com a palavra "verdade" no nome é algo pleno de comicidade e que faz qualquer ser humano duvidar da sua sanidade mental. Faz tanto sentido como apelidar o Eliseu de veloz. E depois, é uma parvoíce porque o Record pressupõe que um erro do árbitro não tem qualquer efeito no resto do jogo. Exemplificando, se a equipa A defrontar a equipa B. O jogo termina 3-0 para a equipa A, mas no primeiro minuto, um defesa da equipa A corta a bola em cima da linha com a mão e o árbitro nada marca. Seria penalty e expulsão. Como o jogo ficou 3-0 para a equipa A, para o Record, o erro não tem influência no resultado final. Lógica? Nenhuma. Mas pronto, é esta a palha que os senhores dão a comer aos vossos leitores. Ora, nessa edição da Liga da Verdade, constata-se que, antes do jogo de ontem com o Vitória de Setúbal, o Benfica ainda não foi prejudicado pelos árbitros. Até aqui tudo normal. Lê-se também que só beneficiou de ajudas dos senhores do apito no jogo contra o Gil Vicente. Por outro lado, lê-se também que o Porto já foi beneficiado por duas vezes, contra o Penafiel e o Braga e prejudicado outra, em Guimarães. Eu poderia elencar aqui todos os erros dos árbitros a favor do Benfica e todos contra o Porto. Podia, mas não pretendo que este texto, que já vai longo, se assemelhe a um discurso do Fidel Castro. E, assim sendo, prefiro denunciar este terrível branqueamento, que não sendo de capitais, ocorre na capital do império, apelidando-o de inqualificável, grotesco, vergonhoso e execrável, indigno sequer de aparecer num jornal com tantos leitores. Passar uma esponja na roubalheira que tem sido este campeonato e tentar legitimar a forma como o Benfica lidera isolado este campeonato devia resultar na cassação da licença de órgão de media. Era a única forma de se cortar o mal pela raíz.
Mas, não satisfeitos com esta proeza, tudo o que o Record retirou de um programa em que Arsène Wenger, treinador do Arsenal, apresentou sobre o Futebol Clube do Porto e no qual teceu rasgados elogios ao Porto e ao seu presidente, o Record resolveu destacar uma frase de Wenger em que este afirma que, por ter mais adeptos, o Benfica é o maior clube português. No Porto, já sabemos que em Portugal ninguém reconhece os nossos méritos. Agora que se escamoteie o bem que se diz lá fora sobre o Porto é vergonhoso. Felizmente, e caso os senhores não tenham reparado, o tempo da censura e do antigo regime já lá vai e, numa era onde a informação corre a velocidade vertiginosa, já não é possível esconder a informação. Lamento imenso.
Por fim, na edição de hoje, e depois de uma arbitragem no jogo Benfica - Vitória de Setúbal em que o árbitro tem ifluência em três lances de golo, repito, três, sempre em prejuízo dos sadinos, o Record escreve que o árbitro esteve bem e que "foi pena" que tivesse errado no lance em que Lima marca o segundo golo do Benfica e que é precedido de falta, que é tão clara e tão óbvia que até os comentadores da BenficaTV a viram. Os outros lances, o penalty logo aos dois minutos e o fora-de-jogo mal tirado e que no contra-ataque deu o 3-0 ao Benfica foram ignorado. Muito sinceramente, desconheço quem são os jornalistas que fazem estas "análises", mas vejo-me forçado a recomendar que atribuam à vossa colunista Cristina Ferreira a função de fazer as crónicas dos jogos do Benfica. Se a senhora teve a inteligência de recusar uma proposta para ser sócia do Sporting feita por Bruno de Carvalho, também deve ser capaz de fazer uma análise melhor que a vossa. Nem que se limite a escrever sobre o visual dos jogadores. A sério.
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira
Estes últimos dias têm sido pródigos em mais algumas, digamos, parvoíces da vossa parte, publicadas no jornal Record. Não que isso surpreenda especialmente quem anda atento à vossa postura e à vossa linha editorial, mas convém sempre relembrar para que os mais desatentos não se deixem iludir.
Tudo começou quando, na semana passada, vocês publicaram mais uma edição de Liga da Verdade, uma parvoíce sem qualquer sentido, mas que vindo de um jornal que teve como directores um belenense que com quatro anos vibrou intensamente com uma conquista europeia do Benfica e que usa esse argumento para justificar o facto do jornal Record considerar a Taça Latina uma prova oficial ou um benfiquista doente e manhoso, claramente incapaz de demonstrar a independência e a imparcialidade necessárias para o desempenho de um cargo jornalístico desta relevância. primeiro A Liga da Verdade é uma parvoíce, porque é publicada pelo Record. E qualquer coisa publicada pelo Record com a palavra "verdade" no nome é algo pleno de comicidade e que faz qualquer ser humano duvidar da sua sanidade mental. Faz tanto sentido como apelidar o Eliseu de veloz. E depois, é uma parvoíce porque o Record pressupõe que um erro do árbitro não tem qualquer efeito no resto do jogo. Exemplificando, se a equipa A defrontar a equipa B. O jogo termina 3-0 para a equipa A, mas no primeiro minuto, um defesa da equipa A corta a bola em cima da linha com a mão e o árbitro nada marca. Seria penalty e expulsão. Como o jogo ficou 3-0 para a equipa A, para o Record, o erro não tem influência no resultado final. Lógica? Nenhuma. Mas pronto, é esta a palha que os senhores dão a comer aos vossos leitores. Ora, nessa edição da Liga da Verdade, constata-se que, antes do jogo de ontem com o Vitória de Setúbal, o Benfica ainda não foi prejudicado pelos árbitros. Até aqui tudo normal. Lê-se também que só beneficiou de ajudas dos senhores do apito no jogo contra o Gil Vicente. Por outro lado, lê-se também que o Porto já foi beneficiado por duas vezes, contra o Penafiel e o Braga e prejudicado outra, em Guimarães. Eu poderia elencar aqui todos os erros dos árbitros a favor do Benfica e todos contra o Porto. Podia, mas não pretendo que este texto, que já vai longo, se assemelhe a um discurso do Fidel Castro. E, assim sendo, prefiro denunciar este terrível branqueamento, que não sendo de capitais, ocorre na capital do império, apelidando-o de inqualificável, grotesco, vergonhoso e execrável, indigno sequer de aparecer num jornal com tantos leitores. Passar uma esponja na roubalheira que tem sido este campeonato e tentar legitimar a forma como o Benfica lidera isolado este campeonato devia resultar na cassação da licença de órgão de media. Era a única forma de se cortar o mal pela raíz.
Com os melhores cumprimentos,
João Ferreira
Trafulhices
Veio hoje a público que a Câmara de Lisboa, presidida pelo maior candidato a primeiro-ministro deste país, António Costa, aprovou a isenção do pagamento de taxas urbanísticas numas obras de ampliação de instalações do Benfica no singelo valor de 1,8 milhões de euros. Peaners, diria Jorge Jesus.
Ao mesmo tempo, descobriu-se também hoje que a maioria das instalações de que o Benfica dispõe junto ao estádio da Luz estão ilegais. Ou seja, ao contrário das construções ilegais da Ria Formosa, que estão a ser demolidas, a Câmara de Lisboa, não só nada faz para punir o Benfica, como vai a correr legalizar o que estiver ilegal e ainda premeia o clube com uma simpática isenção do pagamento de 1,8 milhões de euros. Numa altura em que Portugal ainda tenta livrar-se de uma brutal crise, numa altura em que os portugueses estão sobrecarregados de impostos, numa altura em que há problemas de falta de dinheiro nas famílias, na educação e na saúde, A Câmara de Lisboa, usando o dinheiro dos contribuintes, permite-se oferecer benesses desta índole.
Luís Filipe Vieira volta a manipular gente influente tranquilamente. Desta vez, levou a velha conversa dos lugares na Liga a um outro nível, o nível dos lugares de decisão política. Imagine-se se António Costa chegar a primeiro-ministro. Irá pagar o salário a Jorge Jesus? Pagar as contratações do Benfica? Isentar o clube de impostos? Uma coisa é certa, não irá legalizar as drogas, caso contrário arrisca-se a acabar com certos e determinados negócios.
Luís Filipe Vieira volta a manipular gente influente tranquilamente. Desta vez, levou a velha conversa dos lugares na Liga a um outro nível, o nível dos lugares de decisão política. Imagine-se se António Costa chegar a primeiro-ministro. Irá pagar o salário a Jorge Jesus? Pagar as contratações do Benfica? Isentar o clube de impostos? Uma coisa é certa, não irá legalizar as drogas, caso contrário arrisca-se a acabar com certos e determinados negócios.
A Liga e a FPF estão a dormir. E os clubes, não acordam?
Mais um fim-de-semana nas provas organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol e pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, mais do mesmo. Mais violência, mais confusão, mais animais nos estádios e, até ver, não se passa nada.
Tudo começou no passado sábado, num jogo de futsal entre o Benfica e o Sporting, no qual a pseudo-claque organizada que não existe, nem é apoiada mas que anda em todos os estádios, os No Name Boys, exibiram, numa demonstração do nível que grassa por aquelas bandas, uma tarja alusiva ao adepto do Sporting assassinado por um membro dessa mesma claque numa final da Taça de Portugal, enquanto entoavam cânticos de gozo e escárnio sobre a situação. No dia seguinte, a mesma claque resolveu, não contente com o espectáculo protagonizado de véspera, presentear os adeptos do Sporting com uma chuva de petardos e tochas que deixaram alguns adeptos leoninos com ferimentos.
Por outro lado, os adeptos do Sporting, resolveram seguir o belo exemplo dado pelos vizinhos da 2ª Circular e resolveram mostrar faixas alusivas a Eusébio da Silva Ferreira, cujo nome só escreverei uma vez, não vá alguém achar que o Nuno Luz escreve para o Mística e a três infelizes adeptos do Benfica que faleceram, também anos 90, na estrada, no regresso de uma viagem à Croácia para apoiar o Benfica.
Se já não bastasse a Liga e a Federação andarem a dormir e punirem com multas residuais os infractores, parece que os clube também não querem saber. No futebol há rivalidades e animosidades. São normais. Não pode haver lugar à violência. E não pode haver factos escamoteados, não pode haver "esquecimentos". Tem de partir dos clube. E têm de ser estes os primeiros a punir os prevaricadores. Eu teria ficado muito feliz se o meu clube tivesse tomado medidas para punir os adeptos que, nas imediações do estádio do Dragão, arremessaram pedras ao autocarro de um clube rival. O imbecil do Diabo de Gaia, famoso por agredir um auxiliar no estádio da Luz, continua impunemente a entrar no estádio do Benfica e a dar entrevistas ao canal oficial do clube. E os casuals do Sporting, protagonistas da largada de touros à porta do Dragão, continuam a entrar em Alvalade livremente, uma vez que, de acordo com a direcção leonina, não se consegue provar que eram adeptos sportinguistas, mesmo que a polícia diga o contrário.
Nem a propósito, o Sporting vem hoje anunciar o corte de relações com o Benfica, pelos motivos elencados acima. É legítimo. O que não é legítimo é que o Sporting não se dê ao trabalho, no mesmo comunicado, de repudiar e prometer agir contra os seus adeptos que também exibiram faixas de nível rasca. E não era difícil apanhar os culpados. Foram exibidas no sector afecto às claques.
Se nos podemos queixar da brandura das punições da FPF e da Liga, incapazes de interditar um estádio, também devemos olhar para os dirigentes sempre prontos a apontar o dedo aos rivais, e incapazes de um gesto de nobreza e dignidade de impedir certos animais de entrar no seu próprio estádio.
Tudo começou no passado sábado, num jogo de futsal entre o Benfica e o Sporting, no qual a pseudo-claque organizada que não existe, nem é apoiada mas que anda em todos os estádios, os No Name Boys, exibiram, numa demonstração do nível que grassa por aquelas bandas, uma tarja alusiva ao adepto do Sporting assassinado por um membro dessa mesma claque numa final da Taça de Portugal, enquanto entoavam cânticos de gozo e escárnio sobre a situação. No dia seguinte, a mesma claque resolveu, não contente com o espectáculo protagonizado de véspera, presentear os adeptos do Sporting com uma chuva de petardos e tochas que deixaram alguns adeptos leoninos com ferimentos.Se já não bastasse a Liga e a Federação andarem a dormir e punirem com multas residuais os infractores, parece que os clube também não querem saber. No futebol há rivalidades e animosidades. São normais. Não pode haver lugar à violência. E não pode haver factos escamoteados, não pode haver "esquecimentos". Tem de partir dos clube. E têm de ser estes os primeiros a punir os prevaricadores. Eu teria ficado muito feliz se o meu clube tivesse tomado medidas para punir os adeptos que, nas imediações do estádio do Dragão, arremessaram pedras ao autocarro de um clube rival. O imbecil do Diabo de Gaia, famoso por agredir um auxiliar no estádio da Luz, continua impunemente a entrar no estádio do Benfica e a dar entrevistas ao canal oficial do clube. E os casuals do Sporting, protagonistas da largada de touros à porta do Dragão, continuam a entrar em Alvalade livremente, uma vez que, de acordo com a direcção leonina, não se consegue provar que eram adeptos sportinguistas, mesmo que a polícia diga o contrário.
Nem a propósito, o Sporting vem hoje anunciar o corte de relações com o Benfica, pelos motivos elencados acima. É legítimo. O que não é legítimo é que o Sporting não se dê ao trabalho, no mesmo comunicado, de repudiar e prometer agir contra os seus adeptos que também exibiram faixas de nível rasca. E não era difícil apanhar os culpados. Foram exibidas no sector afecto às claques.
Se nos podemos queixar da brandura das punições da FPF e da Liga, incapazes de interditar um estádio, também devemos olhar para os dirigentes sempre prontos a apontar o dedo aos rivais, e incapazes de um gesto de nobreza e dignidade de impedir certos animais de entrar no seu próprio estádio.
Vermelhos a menos, dão vermelho a mais
Apesar do Benfica ir destacado em primeiro lugar, o campeonato nacional tem falta de vermelhos. E não, não falo da ausência do Salgueiros e do Santa Clara, mas sim da ausência de cartões vermelhos aos jogadores do Benfica.Sem perder muito tempo, todos nos recordámos de como Enzo Perez enfiou os pitons da chuteira no pescoço de um jogador do Moreirense, com o jogo em 1-0 a favor dos Minhotos. Também todos nos recordámos do mesmo Enzo Perez, já amarelado, fazer uma entrada duríssima sobre um atleta do Estoril, que nem falta foi. Samaris derrubou por trás, de carrinho, um jogador do Arouca, sem qualquer intenção de jogar a bola, travando um contra-ataque. Levou um amarelo e um sorriso do árbitro Hugo Miguel. Talisca, num sururu perto do final do jogo em Braga, deu uma bofetada num adversário. Se se compreende que o árbitro, no meio da confusão, nada tenha visto, as imagens eram mais que suficientes para punir o atleta. Curiosamente, Talisca marcou o golo da vitória na jornada seguinte. No Dragão, aos cinco minutos de jogo e já amarelado, André Almeida pisou ostensivamente Danilo. Em Penafiel, com o Benfica a jogar mal e a vencer apenas por 1-0, Maxi Pereira é, pela enésima vez desde que joga em Portugal, poupado à expulsão. E ontem, na Madeira, com o jogo em apenas 1-0 para o Benfica, Talisca, é poupado ao segundo amarelo após pisar deliberadamente um adversário.
Analisando todos estes lances, verifica-se que:
- Contra o Arouca, o jogo estava empatado. O Benfica ganhou;
- Contra o Moreirense, o Benfica perdia. Empatou;
- Contra o Estoril, o Benfica vencia e, venceu. Pelo meio, o Estoril empatou e um atleta do Estoril foi bem expulso por falta sobre... Enzo Perez;
- Contra o Braga, o Benfica perdia, e perdeu;
- Contra o Porto, o jogo estava empatado. O Benfica venceu por 2-0;
- Em Penafiel, o Benfica vencia por 1-0 e venceu a partida por 3-0;
- Na Madeira, o Benfica vencia por 1-0. Venceu 4-0;
É por demais evidente que os vermelhos a menos estão a por vermelho a mais na frente do campeonato. O andor, este ano, é descarado. Infelizmente, a procissão já saiu do adro há algum tempo.
Para que o Futebol Clube do Porto seja campeão, terá de ser perfeito. E esperar que, a determinado momento, comece a chover e a procissão seja interrompida. O problema está na possibilidade do andor ser guardado dentro da Capela.
Silêncio que estão a cantar os No Name Boys...
... ou a Juve Leo, que vai dar ao mesmo.
Não se assustem ao ler o título. Essa não é a nossa opinião, nem deveria ser a de nenhum portista. No nosso estádio deveríamos mandar nós, deveríamos ser nós a fazer mais barulho, deveríamos ser nós a empurrar a equipa para a frente.
Infelizmente, nos dois últimos clássicos disputados no Dragão, não foi isso que sucedeu. Quando as coisas começaram a correr mal, a principal claque do clube, que costuma ser o "motor" do estádio, calou-se. Contra o Sporting, da bancada sul, só vinham assobios e contra o Benfica, só se ouviam, fora algumas raras excepções, moscas...
Pelo segundo jogo consecutivo, os Super Dragões, claque oficial do clube, que recebe camisolas dos jogadores nos seus aniversários e que é o único grupo organizado afecto ao Porto com capacidade para se ouvir no estádio inteiro permitiram que as claques adversárias se impusessem facilmente, brindando todo o Estádio com "olés" e "A todo um bom Natal".
Se
incentivar a equipa já é exigível a qualquer adepto que se desloque ao
estádio, mais o é a uma claque organizada, apoiada pelo clube, com
bilhetes gratuitos ou a muito baixo custo, e que depois são revendidos à
porta do Dragão, (e ainda tentam comer outros portistas por lorpas,
dizendo que são para a central).
Mas ainda é mais exigível que essa mesma claque não ande, ainda para mais na ressaca de uma derrota difícil de digerir, a convidar, no seu Facebook, portistas a faltar ao jogo com o Vitória de Setúbal, para, do outro lado da rua ,irem assistir a uma série de combates de MMA, onde o líder da claque vai participar. Que Fernando Madureira falte ao jogo, porque tem um outro compromisso, é perfeitamente compreensível. O dito evento no Dragão Caixa está marcado há várias semanas e não é normal o Porto jogar à sexta. Que a claque ande a aliciar pessoas a lá ir, ao invés de irem ao futebol, é inadmissível e é altamente provável que o número de vendedores de bilhetes para a "central" dispare. E até ao momento ainda não houve por parte da claque nenhuma menção ao jogo de sexta, algo que é raro acontecer em semanas de jogo em casa.
Infelizmente,
nós, que estamos de fora, cremos que os Super Dragões perderam algumas
das características que os tornaram conhecidos. Hoje, parecem uma claque
mais amorfa, sem a exigência que tornou a bancada que ocupavam num
verdadeiro tribunal nas Antas, sem a independência que antes lhes
permitia, se achassem por bem, criticar a SAD e sem capacidade de criar
um ambiente de enorme pressão para com os adversários. É uma pena. O
clube perde massa crítica, perde heterogeneidade, perde diversidade. E
não ganha nada com isso.
Nota 1: nós não somos cegos/surdos. Temos plena que consciência que ainda há membros da claque que cantam do início ao fim e fazem das tripas coração para acompanharem o Porto para todo o lado. A esses, o nosso respeito e o nosso muito obrigado.
Nota 2: parece que não somos os únicos com esta opinião. Sábias palavras, estas, do Miguel, no Tomo II.
Não se assustem ao ler o título. Essa não é a nossa opinião, nem deveria ser a de nenhum portista. No nosso estádio deveríamos mandar nós, deveríamos ser nós a fazer mais barulho, deveríamos ser nós a empurrar a equipa para a frente.
Infelizmente, nos dois últimos clássicos disputados no Dragão, não foi isso que sucedeu. Quando as coisas começaram a correr mal, a principal claque do clube, que costuma ser o "motor" do estádio, calou-se. Contra o Sporting, da bancada sul, só vinham assobios e contra o Benfica, só se ouviam, fora algumas raras excepções, moscas...
Pelo segundo jogo consecutivo, os Super Dragões, claque oficial do clube, que recebe camisolas dos jogadores nos seus aniversários e que é o único grupo organizado afecto ao Porto com capacidade para se ouvir no estádio inteiro permitiram que as claques adversárias se impusessem facilmente, brindando todo o Estádio com "olés" e "A todo um bom Natal".
Mas ainda é mais exigível que essa mesma claque não ande, ainda para mais na ressaca de uma derrota difícil de digerir, a convidar, no seu Facebook, portistas a faltar ao jogo com o Vitória de Setúbal, para, do outro lado da rua ,irem assistir a uma série de combates de MMA, onde o líder da claque vai participar. Que Fernando Madureira falte ao jogo, porque tem um outro compromisso, é perfeitamente compreensível. O dito evento no Dragão Caixa está marcado há várias semanas e não é normal o Porto jogar à sexta. Que a claque ande a aliciar pessoas a lá ir, ao invés de irem ao futebol, é inadmissível e é altamente provável que o número de vendedores de bilhetes para a "central" dispare. E até ao momento ainda não houve por parte da claque nenhuma menção ao jogo de sexta, algo que é raro acontecer em semanas de jogo em casa.
Infelizmente,
nós, que estamos de fora, cremos que os Super Dragões perderam algumas
das características que os tornaram conhecidos. Hoje, parecem uma claque
mais amorfa, sem a exigência que tornou a bancada que ocupavam num
verdadeiro tribunal nas Antas, sem a independência que antes lhes
permitia, se achassem por bem, criticar a SAD e sem capacidade de criar
um ambiente de enorme pressão para com os adversários. É uma pena. O
clube perde massa crítica, perde heterogeneidade, perde diversidade. E
não ganha nada com isso.Nota 1: nós não somos cegos/surdos. Temos plena que consciência que ainda há membros da claque que cantam do início ao fim e fazem das tripas coração para acompanharem o Porto para todo o lado. A esses, o nosso respeito e o nosso muito obrigado.
Nota 2: parece que não somos os únicos com esta opinião. Sábias palavras, estas, do Miguel, no Tomo II.
O logro das contas do Benfica e da BenficaTV
O Benfica apresentou o seu Relatório & Contas da temporada de 2013/2014, onde consta um lucro de de 14,2 milhões de euros. Imediatamente, Luís Filipe Vieira apareceu a dar a cara, gabando-se da grande gestão do Benfica, das espectaculares receitas da BenficaTV, que o Benfica está no bom caminho, etc. No fundo, foi mais um show da bem montada máquina de propaganda vermelha. Imediatamente, a Comunicação Social, limitou-se a fazer eco de todo este paleio, mostrando, mais uma vez, uma tremenda incapacidade para analisar contas de forma crítica. Imediatamente teceram-se comparações com as contas do Porto, que apresentou prejuízos superiores a 40 milhões de euros, tentando demonstrar com isso, a pujança do Benfica.
Mas, o que será que difere entre as contas de Porto e Benfica? Como é visível nas imagens abaixo, a grande diferença entre as contas dos dois clubes foram as mais-valias com passes de jogadores, uma rubrica onde o Benfica conseguiu mais quase 50 milhões de euros do que o Futebol Clube do Porto.
Mas, o que será que difere entre as contas de Porto e Benfica? Como é visível nas imagens abaixo, a grande diferença entre as contas dos dois clubes foram as mais-valias com passes de jogadores, uma rubrica onde o Benfica conseguiu mais quase 50 milhões de euros do que o Futebol Clube do Porto.
E o que é que isto implica? Implica que, em primeiro lugar, as contas de ambas as sociedades são miseráveis e deveriam envergonhar quem as apresenta. Depender tanto de mais-valias, (sem elas, o s prejuízos de ambos ascenderiam a, pelo menos, 60 milhões de euros), uma receita absolutamente extraordinária é um acto de gestão arriscadíssimo e que deveria trazer consequências aos seus responsáveis. Em segundo lugar, implica que, descontadas estas mais-valias, o resultado do Benfica seria apenas ligeiramente superior ao do Porto. Ou seja, num ano em que, desportivamente o Porto falhou em toda a linha e o Benfica esteve na luta por inúmeras provas, tendo conquistado a maioria, com as implicações que isso tem a nível de receitas bilheteira e de prémios de participação, o clube dos seis milhões teria resultados muito semelhantes aos do Porto, se não tivesse vendido os anéis e alguns dedos (Matic, Rodrigo, Garay, André Gomes etc.). Portanto, ainda que as contas do Porto sejam péssimas, teria sido de bom tom referir que o resultado do Benfica é totalmente invulgar e, quase irrepetível, uma vez que registou mais-valias de 75 milhões de euros. Mais, se analisarmos o plantel do Benfica, onde, no curto prazo apenas Enzo Perez, Gaitan e Salvio parecem ser capazes de significar vendas milionárias a curto-prazo, percebemos que, mais ano, menos ano, o Benfica vai voltar aos prejuízos.
Explicado o primeiro logro, vamos ao segundo, o da BenficaTV. Mal saíram as conta do Benfica, Luís Filipe Vieira foi a correr dar uma entrevista ao canal do clube, anunciando receitas de 28 milhões de euros com a BenficaTV, anunciando o grande sucesso do canal. O que Vieira se esqueceu de referir foram os 11 milhões de euros de custos associados ao mesmo canal, o que significa um lucro de apenas, 17 milhões. Muito, muito longe dos 22 que a Olivedesportos oferecia e ainda mais longe dos míticos 40 milhões que o Benfica apregoava como sendo o valor de mercado dos seus direitos de transmissão, um número tão mitológico como os 300.000 sócios. Ou seja, a BenficaTV foi um barrete e, pior, o Benfica ainda tentou enfiar um barrete aos seus adeptos para lhes tapar os olhos sobre aquela que parece ser um péssimo acto de gestão. O Benfica este ano perdeu 5 milhões de euros ao não ter renovado com a Olivedesportos, tendo assumido também muito mais risco no negócio.
Mas será que foi assim tão mau negócio? Uma coisa é certa, Vieira não é burro absolutamente nenhum e, por muito recheio que levassem, ninguém enriquece a vender pneus, como ele enriqueceu, se não for inteligente. O que levaria Vieira a fazer um negócio destes que, de certeza foi bem estudado e planeado?
O que aconteceu foi que Vieira percebeu que até poderia perder algum dinheiro, mas que a Olivedesportos iria perder muito mais. E, perdendo (e perdeu mesmo), a Olivedesportos, perdem os outros clubes todos. De facto, a Olivedesportos tem servido de bóia de salvação a diversos clubes, adiantando verbas consideráveis de receitas televisivas, para fazer face a necessidades de tesouraria das diversas SAD e SDUQ. Para além disso, os direitos televisivos são a maior fonte de receita da maioria dos clubes. Se a Olivedesportos cair, ou aparece uma solução milagrosa, ou vamos ver todos os clubes a passar inúmeras dificuldades. Todos, menos o Benfica.
Fica a questão: se tal chegar a suceder, o que acontecerá à verdade desportiva se a BenficaTV adquirir os direitos de outras equipas e se tornar na maior fonte de receitas da mesma? Já imaginaram como uns "atrasos" nos pagamentos podem resolver mais jogos que Capelas e Paixões?
As asneiras de Lopetegui
O Porto empatou ontem, com o Estoril, ficando a um ponto e dois Paixões do primeiro lugar. O problema é que, mesmo sendo esses três pontos falsos, antes de podermos criticar a capacidade dos árbitros verem foras-de-jogo inexistentes, temos de olhar para nós próprios e para os nossos erros. E ontem, infelizmente, Lopetegui espalhou-se ao comprido. Montou mal a equipa e quando quis corrigir, ainda fez pior.
A equipa foi mal montada. Lopetegui, mesmo com condicionantes, inventou uma espécie de 4-2-4, criando um enorme vazio no meio-campo. Isto até poderia ser resolvido facilmente, uma vez que Herrera sai altamente favorecido neste esquema, onde as suas virtudes são evidenciadas e os seus defeitos são mascarados. Herrera dá-se bem com espaço para correr com a bola, metros para galgar e uma grande área para cobrir. É imensamente melhor a transportar do que a construir e, até Lopetegui voltar a inventar, na segunda, fez um belíssimo jogo. O problema é que, Casemiro, que tem subido de forma, é um jogador demasiado fixo e posicional para jogar num meio campo a dois e também tem carências ao nível da construção do jogo. Para mais, o segundo avançado, Adrián Lopez, esteve muito apagado.
E sobre Adrián Lopez, importa perceber o que se passa com ele. Um suplente muito utilizado pelo campeão espanhol e finalista vencido da Liga dos Campeões, dificilmente é mau jogador. Sucede que, por qualquer motivo, Adrián parece um peixe fora de água neste Porto. Não encaixa no modelo, não está minimamente entrosado com os colegas, não se destaca, nada. Importa perceber o que se passará com o atleta, que já provou ser imensamente melhor que isto.
Mas, regressando ao jogo, a produção do Porto subiu imenso no início da segunda parte, sufocando o Estoril, até que Lopetegui estragou tudo outra vez. Ao tirar Casemiro do campo, e nem é isso que está em causa, forçou o motor do meio-campo, Herrera, a ficar preso no lugar de trinco e perdeu-se a capacidade de transporte de bola e Quintero a jogar longe da área, a 8. E Aboubakar não entrou para fazer absolutamente nada. A partir daí, o Porto nunca mais foi perigoso, nunca mais foi sufocante e nunca mais ameaçou convenientemente a baliza do Estoril.
Loptegui tem perceber que, este ano, não há margem para erro. O Porto tem de ser altamente competente, para derrotar um Benfica que continua a ir de Mota à Capela rezar a Baptista, com muita Paixão. Este ano, só um enorme Porto será capaz de ser campeão, face às adversidades.
Por fim, uma nota para o Tozé. Para além de ser um crime o Porto não ter dado oportunidades a sério a este rapaz, Tozé mostrou ontem ser de um profissionalismo impecável. Assumiu a marcação da grande penalidade, mesmo tendo uma grande ligação ao Porto.
A crise no BES e os três grandes
A recente crise no BES veio levantar algumas questões sobre a dívida a esta instituição bancária, por parte dos três grandes, Porto, Benfica e Sporting.
Historicamente, o BES é o banco português que mais dinheiro emprestou aos clubes portugueses, secundado pelo BCP. Chegou, inclusivamente, a patrocinar os três grandes. Logo, é natural que grande parte da dívida bancária dos clubes seja, precisamente, ao Banco Espírito Santo.
Dada a crise no banco, é natural que este seja obrigado a reduzir a sua actividade e, a tentar "ver-se livre" dos seus activos com maior risco. Dada a situação financeira dos três grandes, é evidente que se enquadram neste grupo de maior risco. Será, portanto, natural que o BES tente reduzir os empréstimos aos clubes.
Ainda assim, os contratos assinados são para cumprir. Logo, e a não ser que a SAD de algum dos três grandes já tenha vendido a alma ao diabo, o BES não pode, unilateralmente, obrigar os clubes a pagar antecipadamente as dívidas.
Ainda assim, há duas coisas que o BES pode fazer, que podem prejudicar o futuro dos clubes. Em primeiro lugar, o BES pode, deve e provavelmente vai fazê-lo, não conceder qualquer financiamento adicional aos clubes. Até aqui, tudo normal. O que pouca gente está a ver são as contas correntes caucionadas, ou descobertos bancários.
As contas correntes caucionadas são, grosso modo, a possibilidade que os bancos concedem a empresas para que estas tenham acesso à hipótese de terem as contas bancárias a negativo. Estes empréstimos têm, por norma, um prazo curtíssimo, com a nuance de serem, automaticamente, renovados, se nenhuma das partes se manifestar contra essa renovação.
E aqui é que a "porca torce o rabo". Se o BES não quiser renovar estas linhas de crédito, os clubes podem ser forçados a pagar as suas dívidas a breve trecho.
Analisando os relatórios e contas trimestrais, o Porto deve 10 milhões de euros nestas condições ao BES, o Benfica uns espectaculares 64,3 milhões e o Sporting uns inimagináveis 85 milhões, embora não seja divulgado quem são os credores, estes não devam fugir muito ao binómio BES-BCP.
Por aqui se vê as dificuldades que os clubes podem ter num futuro muito próximo, principalmente os rivais de Lisboa. Talvez isto ajude a explicar a pressa para vender o plantel inteiro por parte de Luís Filipe Vieira, ainda para mais quando o BES é accionista do Benfica Star Fund, que foi aldrabado no negócio Garay...
PS: Oblak diz que vai ser jogador do Atlético de Madrid. Markovic foi anunciado pela comunicação social, como reforço do Liverpool fez domingo uma semana. Foi para Liverpool na sexta e posou para fotografias com uma camisola dos "Reds". Também já se despediu do Benfica nas redes sociais. O negócio Markovic foi comunicado hoje à CMVM. De Oblak continuamos à espera. Que a CMVM faça alguma coisa.
À procura da percentagem perdida
O clube presidido pelo arauto da transparência e da legalidade, mas que já foi condenado em tribunal por roubo, Luís Filipe Vieira, estará, a fazer fé nas últimas notícias saídas a público (e não desmentidas por ninguém), prestes a vender o passe do guarda-redes Jan Oblak pelo valor da cláusula de rescisão, 20 milhões de euros. Todavia, e fazendo fé nessas mesmas notícias, o Benfica irá receber apenas 16 milhões de euros, valor proporcional à percentagem que deterá do passe do atleta esloveno, ou seja, 80%.
Sucede que, ou a comunicação social está toda errada, até mesmo o jornal oficial do clube, vulgo ABola, ou há aqui algo de muito, muito estranho. Vejamos, no Relatório & Contas referente ao 1º semestre da temporada 13/14, findo a 31-12-2013, surge o seguinte quadro:
Sucede que, ou a comunicação social está toda errada, até mesmo o jornal oficial do clube, vulgo ABola, ou há aqui algo de muito, muito estranho. Vejamos, no Relatório & Contas referente ao 1º semestre da temporada 13/14, findo a 31-12-2013, surge o seguinte quadro:
Da análise ao mesmo conclui-se que, a 31 de dezembro de 2013, o Benfica possuía a totalidade do passe do atleta. Isto significa que, a ter sucedido, o Benfica alienou os 20% do passe de Oblak já em 2014. O Mística do Dragão foi à procura de respostas no local mais óbvio, o Relatório & Contas referente aos primeiros nove meses da temporada. Surpresa das surpresas, o quadro não existe. Vejamos, o plantel do Benfica tinha, a 31-03-2014, um valor líquido de cerca de 88 milhões de euros, de acordo com o referido relatório. O Benfica, o clube que, da boca para fora, pugna incessantemente pela transparência e pela verdade desportiva, achou que não era relevante explicar, nas suas contas, a que se devem esses 88 milhões, verba que, a título de curiosidade, dava para pagar 14 Garays e ainda sobravam uns trocos para contratar um ou outro Funes Mori. Obviamente que, os R&C de Porto e Sporting divulgam toda esta informação.
Importa também referir que Oblak renovou contrato no início da temporada transacta. O Benfica divulga essa informação nas suas contas, sem qualquer menção a uma cedência ao atleta ou aos seus representantes de qualquer verba numa futura transferência.
Portanto, o Benfica terá vendido, cedido, oferecido, ou o que seja, 20% do passe de Oblak, nos últimos meses. Ninguém sabe quando, a quem, e por que quantia. O clube da transparência é o mais opaco. Tão opaco como um pneu. Para que ninguém consiga ver o que está lá dentro.
O vil ataque ao futebol português
Ultimamente, quando não se está a falar do Cristiano Ronaldo, ou de mais umas dezenas de espanhóis que interessam ao Futebol Clube do Porto, temos sido bombardeados, nos espaços desportivos da Comunicação Social, com tremendas loas ao sucesso da BenficaTV (BTV). Se é compreensível que os dirigentes tentem vender o seu peixe, ainda que este esteja podre, e assim se compreendam as declarações de Luís Filipe Vieira na entrevista que deu à RTP, ou as de Rui Gomes da Silva, no programa da SIC Notícias onde é pago para fazer propaganda institucional ao clube que dirige, não se entendem os elogios feitos por um bando de jornalistas dos mais diferentes órgãos de comunicação social, que, por acefalia, ou por "ordens superiores" têm gasto tempo de antena em sucessivos elogios ao canal.
A verdade é que a BTV não é o sucesso que se apregoa. Não é. Obviamente que o Benfica está a ganhar mais dinheiro em relação ao que a Olivedesportos lhe pagava. É público que aquilo que a empresa de Joaquim Oliveira pagava era insuficiente face ao potencial benfiquista, mas não nos esqueçamos que este baixo pagamento era a contrapartida do facto de ter sido a própria Olivedesportos a salvar o Benfica de uma irremediável falência, que nem "operações coração" e pagamentos de impostos com acções sem valor, evitariam. Mas, para sermos honestos, teremos de comparar aquilo que o Benfica ganha actualmente, com o que a Olivedesportos pagaria pela renovação do contrato. Recorde-se que Joaquim Oliveira oferecia cerca de 22 milhões de eurospor ano e o Benfica exigia 40. A 31 de março de 2014, o Benfica registava receitas de 20,2 milhões de euros, o que, fazendo uma proporção para o ano inteiro dará cerca de 27 milhões de euros de receita, na época 13/14. Já Luís Filipe Vieira, na entrevista concedida à RTP, estimava receitas de 30 milhões, para este primeiro ano. Independentemente do valor das receitas, é necessário analisar também os custos. É público que a BTV paga cerca de três milhões de euros por ano pelos direitos da Premier League. É também público que o Benfica possui os direitos de transmissão do Farense e da Liga Norte-Americana. É também evidente o aumento de gastos provocado pelo maior número de funcionários, pelas amortizações dos equipamentos, bem como um conjunto de outros custos, relacionados com a transmissão dos jogos, luz, água, etc., embora estes sejam difíceis de estimar, dado que o Relatório & Contas apresentado, com referência aos primeiros nove meses da época é vergonhosamente escasso na informação divulgada.
É, assim, possível concluir que, dificilmente, a BTV dará mais dinheiro a ganhar ao Benfica, esta época, do que aquilo que a Olivedesportos oferecia. Racionalmente, este negócio foi uma má decisão do Benfica, uma vez que assumiu muito mais risco para obter um retorno semelhante.
Este negócio só seria bom se a BenficaTV esperasse, nos próximos anos, ganhar mais dinheiro do que nesta época. Mas será isso assim tão viável? A expectativa é que o Benfica já tenha atingido um número de assinantes muito próximo do máximo possível, dados os produtos oferecidos no canal. Nesta altura, o potencial do canal HORECA - hóteis, cafés e restaurantes, já estará esgotado. Todas estas instituições já assinam, por certo, o canal. E, no que respeita aos adeptos, verifica-se que o Benfica vem de uma excelente época e, sabe-se, como em Portugal os adeptos moldam os comportamentos às performances dos clubes que apoiam, o que leva a que haja um número elevado de assinantes.
Portanto, resta ao Benfica aumentar o preço do canal, explorando os seus próprios adeptos, ou adquirir novos produtos. No entanto, torna-se difícil encontrar produtos que, por si sós, sejam rentáveis. Alguém imagina a BTV a recuperar um investimento de dois ou três milhões nos direitos de um Gil Vicente, ou de um Paços de Ferreira? Provavelmente não. Conseguirá o Benfica garantir novos assinantes que compensem o preço a pagar pelos direitos de uma Liga Espanhola ou Alemã, ou da NBA? Também é duvidoso.
Portanto, o canal encontra-se numa encruzilhada, sem formas óbvias de fazer disparar as receitas, sem aumentar os custos num montante superior. Qual será então o real objectivo de Vieira e seus comparsas?
O grupo liderado por Joaquim Oliveira, onde se inclui a Olivedesportos, ficou, com a perda dos direitos do Benfica, numa posição muito difícil, financeiramente. A título de exemplo, na semana passada foi noticiado o despedimento colectivo de 150 colaboradores da TSF, do JN, do DN e de OJogo. E se a Olivedesportos tiver problemas financeiros, não poderá honrar os seus compromissos para com todos os outros clubes dos escalões profissionais, enfraquecendo-os.
Sendo certo que é importante combater o monopólio da Olivedesportos, e impedi-la de usar e abusar dos clubes, esta atitude do Benfica visa apenas destruir a Olivedesportos, e conseguir os direitos de alguns clubes nacionais, ficando com eles "na mão", pondo em causa a verdade desportiva. Se a Olivedesportos tinha um monopólio, o Benfica está a abusar da sua posição dominante, para enfraquecer os adversários. Porque, para os batoteiros, qualquer forma serve para ganhar. Não interessa tentar ser mais forte, importa fazer os outros mais fracos.
Mas a coerência de Vieira é de elogiar. Depois de dizer que mais importante do que ter bons atletas, era ter lugares na Liga, o presidente do Benfica continua empenhado em garantir vitórias no campo, fora dele. A entidade gestora do estádio do Algarve já deve esfregar as mãos de contente.
A Verdade Desportiva
A final da Liga dos Campeões, a realizar-se no nosso salão de festas, levou ao encerramento de um dos pavilhões do Benfica no último fim-de-semana e ao fecho dos dois, no que se avizinha. Esta situação foi, oportunamente utilizada pelo Benfica para mais duas das suas pouco éticas manobras, visando obter benefícios e, principalmente, prejudicar o Futebol Clube do Porto.
No último sábado, o Benfica, em andebol, recebeu o Sporting. Mesmo tendo um pavilhão disponível, a auto-denominada impoluta instituição optou por ir jogar a um outro pavilhão em Lisboa, o pavilhão do Casal Vistoso, muito embora pudesse fazer mais sentido ir jogar ao Casal Ventoso. Sucede que o pavilhão do Casal Vistoso é utilizado amiudadas vezes pelo... Sporting nos seus jogos em casa. O Benfica, que mesmo com um orçamento astronómico é incapaz de sequer conquistar um campeonato no andebol, para tristeza do comentador da BolaTV e já se encontra completamente fora da luta pelo título, resolve receber o Sporting, na casa deste, na penúltima jornada, quando o clube de Alvalade se encontra a discutir o título como o penta-campeão nacional Futebol Clube do Porto. Realmente, Benfica e Sporting formam um Casal Vistoso. É tudo em grande, desde as orelhas à barriga, passando pelas falta de ética e vergonha.
Como se não fosse suficiente, para o próximo fim-de-semana, está marcado mais um evento que vai ficar na história da dita gloriosa e imaculada história do Benfica. De facto, na penúltima jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, duas das três equipas que estão na luta pelo título vão defrontar-se na Luz, Benfica e Valongo. O outro candidato, Futebol Clube do Porto, desloca-se ao sempre traiçoeiro reduto do Candelária, na ilha do Pico, Açores. Todos os jogos desta jornada estão marcados para sábado, com excepção de um, o Benfica-Valongo que foi adiado para segunda-feira, com a desculpa da final da Liga dos Campeões. Portanto, Benfica e Valongo entrarão em campo sabendo do resultado do Porto, que, caso ganhe nos Açores afasta definitivamente o Benfica da corrida pelo título nacional. Se é um facto que ninguém é culpado do facto do pavilhão estar indisponível e muito menos se deseja prejudicar o Benfica, forçando o clube a jogar num pavilhão emprestado - curioso, não é? - a situação resolver-se-ia, muito facilmente, adiando também o jogo do Porto para segunda-feira, até porque o Candelária tem a sua situação resolvida no campeonato. Mas não. Não é isso que vai acontecer. Benfica e Valongo entrarão em campo sabendo o resultado do Porto.
Pior ainda, se o Porto vencer o seu jogo, afasta, definitivamente, o Benfica da luta pelo título nacional. Ou seja, se tudo correr bem, o Benfica vai entrar campo sabendo que é matematicamente impossível ser campeão, deixando a luta para o Valongo e para o Porto. Sendo o Benfica o clube que fez o que fez no andebol, como poderermos estar seguros que, independentemente do resultado do Porto, o Benfica tudo fará para vencer o seu jogo e manter o que pouco que resta de verdade desportiva?
Nota: irrita-me ver que não há um único jornalista a dar destaque a este assunto. Parece que 48 horas são menos importantes que três minutos. E irrita-me não haver um único dirigente no meu clube a falar publicamente destes assuntos, atirando com mais esta responsabilidade para cima dos treinadores.

