[Pré-Época] Galatasaray 1 x 0 FC Porto
E ao sétimo jogo da pré-época lá sofremos a primeira derrota. Frente a uma equipa do Galatasaray recheada de nomes sonantes como Drogba, Sneijder, Altintop e Muslera, o Porto entrou bem em campo e conseguiu produzir o suficiente na primeira parte para sair para o intervalo a vencer. Não fosse... a praga dos penaltis.
Pois é, parece que voltamos à sequência maldita de grandes penalidades falhadas e continuamos com os mesmos intervenientes: Jackson e Lucho. Iturbe já conseguiu concretizar da marca do castigo máximo frente ao MVV mas a taxa de aproveitamento destas situações contínua a deixar muito a desejar. Na segunda parte o Galatasaray entrou mais decidido em campo, controlou o jogo a espaços e acabou por não facilitar onde nós fomos perdulários e ganhar o jogo num penalti convertido pelo Felipe Melo.
Apesar da derrota foi um bom teste e ficam algumas notas a reter para desafios futuros:
- O tipo de jogo: finalmente um jogo de treino contra uma equipa com experiência europeia e em que jogamos os 90 minutos contra 11 jogadores. O adversário não criou muito perigo e quando tentou criar obteve uma excelente resposta da defesa e do Fabiano (já voltamos aqui). Se na primeira parte quase não saiu do meio campo defensivo, na segunda parte o Galatasaray apareceu mais desinibido e deu mais luta. Excelente teste nesta fase da pré-época.
- Dupla de centrais - Ba: Certinhos em todos os momentos do jogo, anularam completamente qualquer lance que o Galatasaray poderia criar através da sua referência no ataque - Drogba. O Ba esteve imperial, secando completamente um avançado que ao longo da sua carreira já envergonhou muitos defesas centrais de elevada reputação.
- Defour em bola corrida: Interventivo, rápido, solidário. Excelente na pressão, no passe e na condução de bola em velocidade foi, com Lucho, o grande responsável pelo domínio que se sentiu na primeira parte do jogo.
- Fabiano: Mais uma bela exibição do nosso suplente. Seguro entre os postes, fez duas ou três grandes defesas e saiu muito bem aos passes em profundidade que tentavam isolar os jogadores mais avançados do Gala. Deu confiança aos colegas e ele próprio parece mais confortável na baliza.
- Danilo: Se já esteve em destaque esta pré-época por marcar um hattrick num dos jogos, hoje este irreconhecível. Ao longo de 75 minutos acumulou um conjunto de passes falhados, más entregas ("passes à queima", ao adversário...) e cruzamentos sem nexo que não são dignos de um titular da defesa do Porto. Perdeu constantemente os duelos individuais com quem atacava do lado dele e foi desarmado inúmeras vezes por ser demasiado lento a definir as jogadas. Descompensou a defesa mais do que uma vez e como sempre recuou a passo. Apareceu aos 75 minutos numa jogada em que descaiu para o centro como bem gosta de fazer e na qual conseguiu ganhar o segundo penalti. Um dia não para o nosso número 2.
- Jackson e os penaltis: Começa a ser crónico e uma coisa que poderia não ter grande valor começa a assumir uma dimensão demasiado grande para não ser desde já atacada pela equipa técnica. Jackson estava a ser uma das melhores figuras do Porto em campo, surge a penalidade e a partir daí desaparece. Este problema tem que ser resolvido da melhor forma, seja evitando que Jackson marque os penaltis, seja treinando-os até à exaustão. A melhor solução tem que ser encontrada porque o nosso craque não pode continuar a "ir abaixo" sempre que estas situações acontecerem ao longo da temporada.
- Defour nas bolas paradas: Sem Josué em campo, coube a Defour assumir a marcação dos cantos e livres... e diga-se que não resulta.
- Inícios de partes: Tanto na primeira parte como na segunda, o Porto demorou a entrar no jogo e a controlá-lo como bem gosta de fazer. Não reparei se isto aconteceu noutros jogos mas espero que seja coisa de pré-época porque a alguns adversários não se podem dar 10 minutos de avanço... e vocês sabem de quem estou a falar.
- Números de substituições: Já no jogo de apresentação aconteceu o mesmo. Voltamos a não fazer todas as substituições que estavam ao nosso alcance, mesmo quando o jogo não nos corria de feição. A entrada de Ghilas a 3 minutos do fim não fez também muito sentido. Eu sei que nós adeptos queremos sempre ver todos os jogadores a mostrar o que valem mas numa altura em que temos 26 atletas a trabalhar com a equipa técnica parece-me que temos visto muito pouco de alguns deles.
Amanhã defrontamos o Nápoles com um 11 à partida completamente renovado e portanto poderemos ver outras alternativas dentro do mesmo estilo de jogo que o Paulo Fonseca procura implementar. Espero ver Quintero, Herrera e Reyes jogar e espero que o Jackson apareça bem e a fazer o que tão bem sabe: marcar golos com classe.
[Pré-Época] Millonários 0 x FC Porto 4
Durante a primeira parte, a máxima de que o ataque é a melhor defesa foi comprovada sempre com um grande ritmo, com uma troca de bola rápida, curta a maior parte das vezes, e ao primeiro toque sempre que possível. O FC Porto instaurou-se nos últimos dois terços do terreno não deixando espaço aos Colombianos para demonstrarem o seu futebol. No entanto é importante realçar as dificuldades da equipa em furar as barreiras defensivas do adversário, sendo que o golo de Danilo não foi mais do que um rasgo de génio do Brasileiro. Um golo em que Danilo vestiu a pele de um extremo por momentos, diagonalizou, fintou e rematou em jeito com aquele que é o seu pior pé.
Licá e Kelvin apareceram de diferente forma no jogo. Licá foi muito interventivo e com uma capacidade de recuperação e de colaborar no processo defensivo muito grande, o que poderá ser uma mais valia numa futuro próximo em que sejam necessários jogadores obrigatoriamente mais solidários e tacticamente disciplinados. Kelvin por outro lado pareceu parte do jogo, aliado a este mesmo, mas sempre que interveio efectuou-o com um critério que não foi visível na temporada passada, a jogar com inteligência, contido no um para um e a procurar preferencialmente diagonalizar o seu futebol seja na procura do remate ou de linhas de passe.
Jackson demonstrou o porquê de ser fundamental num futebol personalizado de toque e foge como aquele que se vem vendo o Porto a ensaiar. Apareceu muitas vezes a procurar bola bem atrás e a criar espaços onde eles não os existem, reflexo disso foi um remate conseguido nos últimos dez minutos da primeira parte, em que após uma recepção apertada, inventou espaço para um bom remate à baliza adversária.
Na defesa, Helton actuou muitas vezes como um autêntico libero em constantes trocas de bola com os dois centrais e também com os laterais. Otamendi muito esclarecido, muito interveniente na construção de jogo e Abdoulaye a não conceder espaços na frente da área azul e branca. Fica o registo de uma equipa a realizar uma pressão ao adversário um pouco mais perto da grande área mas não deixa de ser curiosa a forma como os centrais rapidamente recuam no início do processo defensivo para fechar as linhas para a baliza naquilo que parecem ser duas linhas distintas de 4 jogadores atrás da linha da bola.
Na segunda parte a equipa pareceu surgir mais esclarecida, com maior definição no seu futebol ofensivo, criando diversas oportunidades em bola corrida junto da área adversária. Foi porém o melhor jogador em campo que voltou a marcar, e de bola parada, por duas vezes. Danilo que esteve a nível defensivo em bom plano, apesar da fraca oposição que encontrou, após um primeiro golo na primeira parte conseguiu aumentar a contagem para três com dois livres directos, junto da esquina do lado esquerdo da grande área adversária.
Durante a restante segunda parte de realçar a continuação de uma boa exibição de parte do triângulo de meio campo, principalmente do incansável Lucho Gonzalez que construiu e foi ainda o primeiro a destruir muitas vezes.
Josué soube pausar o jogo quando as linhas de passe escassearam e foi um jogador esclarecido no que diz respeito ao papel do pivot neste triângulo invertido que Paulo Fonseca tem vindo a ensaiar para o FC Porto 2013-14. Castro também em bom plano, muito combativo, a construir mas também muito forte como último jogador do meio campo na maior parte do tempo.
Jackson fechou o resultado, perto do final do encontro, com dois pormenores técnicos soberbos: primeiro, a arrumar o adversário da frente e segundo a fazer o dito chapéu ao Guarda Redes adversário que possivelmente nem terá percebido o que lhe aconteceu.
As substituições permitiram ver um pouco de Herrera, um jogador muito diferente de João Moutinho, apesar de espalhar promessas de qualidade pelo relvado. É preciso ver o Mexicano somar minutos e só aí poderão ser tiradas algumas ilações. Parece no entanto um jogador que gosta de ter a bola no pé e não se esconde da responsabilidade de ser o primeiro construtor de jogo. Ricardo entrou com grande confiança, brilhando no apoio à defesa mas somando dois ou três apontamentos junto à grande área adversária. Reyes, à semelhança de Abdoulaye e Otamendi, não teve trabalho até porque quando entrou encontrou um Millonarios reduzido a 10 unidades. Mangala permitiu somar minutos de descanso ao incansável Alex Sandro. Izmaylov surgiu em bom plano, rápido, a partir para cima dos adversários com aquela capacidade de tratar a bola com um carinho muito especial.
Um bom ensaio. Nota positiva para um relvado que apesar de escorregadio era de facto um relvado em condições, para a equipa Portista, pela frescura física que manteve em clima e altitude adversa, e para a equipa de arbitragem que soube controlar o excesso de impetuosidade dos jogadores Colombianos. Nota negativa para mais um ensaio em que grande parte do jogo enfrentamos uma equipa reduzida a dez, infelizmente uma variante que não podemos controlar.
[Pré-Época] Deportivo Anzoátegui 2 x FC Porto 4
Uma defesa desconcentrada e descordenada e um ataque criativo, rápido e eficaz resumem os 90 minutos de futebol que ontem pudemos assistir no Estádio José Antonio Anzoátegui.
Numa primeira parte atípica em que ambas as equipas revelaram várias debilidades defensivas sendo concedidos vários espaços entre as duplas de centrais e os meios campos, o Anzoátegui levou a melhor, fruto de uma desconcentração da defensiva azul e branca em que o Mangala concedeu demasiado espaço e não conseguiu levar a melhor perante o avançado da formação Venezuelana. A falta de um trinco mais posicional permitiu que durante toda a primeira parte a equipa adversária encontrasse espaço para o remate de meia distância, sendo que esta foi conseguindo ao longo da primeira parte algumas boas oportunidades de golo sem no entanto ter conseguido faturar. Para além das desconcentrações da dupla de centrais também Fucile apareceu apagado não tendo capacidade de apoiar Varela nas movimentações ofensivas e perdendo ainda alguns duelos no um para um. No capítulo defensivo, Alex Sandro foi a excepção à regra, um jogador que nesta altura da pré temporada dá a sensação de não ter feito qualquer interrupção para descansar desde o jogo com o Paços de Ferreira que selou o Tri Campenaonato.
No ataque foi à esquerda, e com um Iturbe surpreendentemente esclarecido, que o FC Porto demonstrou uma vivacidade muito acima da média da temporada passada. Apesar de se apresentar como uma equipa que gosta de ter a bola, este Porto parece agora uma equipa com maior capacidade de explosão e com mais recursos para chegar à área adversária. Ao contrário dos primeiros jogos em que o afunilamento dos extremos era notório, sendo a procura do espaço interior uma constante, frente à formação Venezuelana estes movimentos (apesar de continuarem presentes) foram acompanhados de uma maior largura de jogo.
Carlos Eduardo, o "10" de serviço durante a primeira parte do encontro, apareceu demasiado distanciado dos restantes jogadores do trio do meio-campo, o que possivelmente esteve na origem na dificuldade da formação portista em manter a posse de bola no último terço do terreno. Foi na mexida desta pedra basilar que na segunda parte o futebol apresentado se transfigurou com a entrada de Lucho. Com um futebol mais esclarecido e com um elemento mais próximo dos restantes membros do meio-campo aumentou a facilidade na troca de bola e o meio-campo passou a ter capacidade de se aproximar ora da defesa ora do ataque graças a uma maior mobilidade e solidariedade de Lucho. A juntar à festa, Defour fez uma segunda parte em grande nível, presente em todo o lado e com uma entrega surpreendente se tivermos em conta as condicionantes fisiológicas do jogador que é asmático e enfrenta, por estes dias, condições climáticas adversas.
Juntamente com Lucho, entraram Danilo e Jackson, um trio que revolucionou o futebol da equipa que ganhou uma maior estabilidade e equilíbrio, excepção feita a um passe de Fernando que entregou a bola a um jogador adversário mesmo em frente à grande área e ao segundo golo dos Venezuelanos na sequência de uma bola parada e que apesar de tudo surgiu de um remate em que o jogador adversário provavelmente nem viu para onde estava a rematar.
O resto da história do jogo conta-se à imagem de uma equipa muito esclarecida no processo ofensivo, que marcou quatro golos e poderia ter marcado mais uns dois ou três, um Iturbe explosivo que realizou uma mão cheia de cruzamentos que levavam selo de golo, um Danilo a fazer um dos seus melhores jogos em muito tempo e um Herrera com lampejos de classe e que aparenta ser um jogador mais físico e combativo que João Moutinho. A equipa manteve este registo durante sensivelmente os primeiros trinta minutos da segunda parte sendo que o último quarto de hora se jogou a um ritmo mais lento, fruto do cansaço acumulado do muito trabalho realizado nas últimas semanas, de um relvado com claras semelhanças àquela carpete ratada que ficou guardada no sotão durante as últimas décadas, e do efeito inevitável do Jet Lag sofrido aquando destas viagens intercontinentais.
Saudações desPortistas.
[Pré-Época] Marselha 0 x FC Porto 3
Foi em ambiente de festa, estando a equipa do Porto a jogar "em casa" fora de casa, que o Porto versão 2013/14 despachou com alguma facilidade o vice campeão francês, o Marselha.
Num jogo a ritmo de pré-temporada, foram visíveis alguns lampejos daquilo que Paulo Fonseca tem insistido junto dos jogadores durante as várias sessões de treino realizadas durante o estágio. O triângulo invertido no meio campo veio para ficar, e ficou a sensação que com isso a necessidade de vender Fernando também. O meio campo parece para já ainda a assimilar rotinas a processos muito diferentes do que aquilo que estava habituado mas até aí nada de anormal.
Foi durante a primeira parte que pareceu existir um espaço anormalmente grande entre o sector defensivo e o meio campo que, aliado a um jogo particularmente desconcentrado de Mangala, terá estado na origem das diversas ocasiões de golo de que os franceses dispuseram durante a primeira parte. Depois, Morel decidiu borrar a pintura e foi expulso depois de pontapear uma bola contra Fucile em protesto por uma decisão do árbitro, dessa forma o Porto esteve em vantagem numérica durante 50 minutos, e se durante o resto da primeira parte ainda deram luta, a equipa de Marselha parece ter deixado o sector ofensivo no balneário depois do intervalo.
Ficou ainda a ideia que com médios com rotinas a jogar um futebol mais ofensivo e mais de construção do que de destruição o triângulo de meio campo é mais fluído e funciona muito melhor, porém como referido atrás, esta análise carece de substância por o adversário estar a jogar com menos um.
Apesar de tudo um bom teste, Paulo Fonseca só pode estar satisfeito e parece que este se prepara para somar dores de cabeça quando chegar a hora de definir um onze base para a temporada.
Os jogadores um a um
Helton::. O nosso "capitão" não vê os anos passar por ele. Numa primeira parte em que a defesa apareceu mais desconcentrada do que deveria ser permitido esteve sempre atento resolvendo quando necessário quando tudo o resto falhava. Como tudo não são rosas ainda somou uma má saída da baliza que teria dado golo não fosse a intervenção de Otamendi.
Alex Sandro::. Enquanto alguns ganham ritmo para a nova temporada este Brasileiro parece que não foi de férias e como bónus ainda recarregou as baterias. Enérgico, incisivo no ataque e dos mais atentos na defesa.
Mangala::. Um monstruoso central que no entanto ontem apareceu pouco concentrado e um pouco displicente, foi na primeira parte o elo mais fraco da defesa. Nada de alarmante, estamos na pré temporada.
Otamendi::. O verdadeiro patrão da defesa. Este muito bem a maior parte do tempo, evitou males maiores quando Helton calculou mal uma saída da baliza, foi o melhor no sector recuado durante a primeira parte.
Fucile::. Eis uma alternativa mais do que viável a Danilo. Bem, ora na direita e na esquerda, sempre naquele seu registo muito próprio raçudo e combativo. O temperamento às vezes atinge níveis irascíveis o que não se compreende sobretudo num jogo amigável, e que nos trás memórias de São Petersburg.
Fernando::. Tal como haveria comentado numa publicação anterior, torna-se num jogador banal jogando num sistema de duplo pivot Não esteve mal mas longe do brilhantismo que normalmente lhe podemos atribuir.
Josué::. Um jogo muito interessante do "Pequeno Rebelde". Muito participativo sem se esconder do jogo em momento algum. Falhou na minha opinião demasiado passes sobretudo de média e longa distância o que se compreende facilmente numa fase em que jogador se está a entrosar com os seus companheiros e as próprias movimentações da equipa ainda estão a ser assimiladas.
Lucho::. Não é um organizador de jogo pelo menos na medida de um 10 convencional, porém tem sido uma agradável surpresa, impondo um bom ritmo e apresentando uma frescura e disponibilidade tremendos, ainda para mais para a sua idade. Fica a dúvida se durante a temporada recuará no triângulo.
Izmaylov::. Apesar de guardar nos pés uma capacidade técnica e uma visão acima da média, joga a um ritmo mais lento e fica a sensação que muitas vezes para o jogo num momento em que se pedia uma explosão. Dada as alternativas está longe de ser um dos meus favoritos na luta pela titularidade acredito por isso que a saída fosse a alternativa mais razoável para o futuro do jogador.
Kelvin::. O MVP. Um jogador muito mais esclarecido que aquele que durante um ano navegou entre a Equipa A e B. A soltar a bola com grande facilidade, com uma capacidade de decisão infinitas vezes superior, partindo menos vezes para o 1 para 1 mas com grande eficácia. Foi ainda capaz de aparecer na cara do golo com duas grandes oportunidades, uma que acabou por originar o primeiro golo da equipa em recarga de Izmaylov, e o segundo depois de uma enorme investida individual. Merecia o golo.
Jackson::. Igual a ele próprio. É dos avançados com um melhor rácio tentativas de remate/golo. Não é um jogador capaz de criar muitas oportunidades, preferindo tabelar sempre que possível para alguém melhor posicionado, mas quando tem uma oportunidade raramente falha. Assim foi frente ao Marselha.
Fabiano::. Pouco foi possível observar do Guarda Redes da segunda parte já que na segunda metade do encontro parece que os avançados do Marselha decidiram ficar no balneário.
Iturbe::. Protagonizou o momento da noite. Um enorme golo na sequência de uma boa jogada colectiva. Deu a sensação que por momentos, vindo directamente da cidade de São Peterburg, o espírito de Hulk encarnou no argentino.
Defour::. Ao contrário do que havia acontecido frente aos Holandeses, entrou muito bem em jogo estando na origem do golo de Jackson Martinez com um passe fabuloso a rasgar toda a defesa dos franceses De entre todos os jogadores que actuaram na segunda parte foi daqueles que apresentou uma maior ritmo de jogo.
Danilo::. Jogou na direita, jogou na esquerda. Sem dar muitas nas vistas fica a curiosidade de ter parecido estar em melhor plano durante o período de tempo que jogou à esquerda. Resta saber que efeito terá a concorrência de Fucile pela titularidade.
Herrera::. Entrou e jogou na posição 6 para surpresa geral. Interventivo, a recuperar algumas bolas e a distribuir rapidamente chegou para deixar os adeptos com vontade de ver mais.
Ghilas::. Muito diferente de Jackson, não precisa de muito para tentar o golo. Mesmo quando não marca, não sabe passar ao lado do jogo. Seja com algumas combinações vistosas ou com um ou dois tentos de deixar os cabelos dos adeptos adversários em pé.
Varela::. Podendo ainda ser demasiado cedo para lançar foguetes ou qualquer outro objecto pirotécnico, os indícios indicam que o Varela preparar-se para arrancar para uma temporada ao seu melhor nível. Algumas boas arrancadas a torcer os rins aos adversários, criou algum perigo e introduziu velocidade ao futebol da equipa.
Carlos Eduardo::. Passou ao lado do jogo, a bola pouco passou pelos pés dele e quando o fez não conseguiu espalhar magia.
Castro::. A lembrar o Defour da época passada, jogou onde foi preciso seja a médio seja a lateral. Por isso não terá brilhado substancialmente mas a jogar sempre bem, sem errar e sempre com a raça que lhe é reconhecida.
Maicon & Abdoulaye::. À semelhança de Fabiano, fruto da desinspiração, e talvez falta de pernas, dos jogadores do Marselha em resultado da expulsão de Morel, tiveram uma segunda parte muito tranquila em que secaram qualquer chance da equipa Marselhista de reduzir a desvantagem
Reyes::. Poucos minutos e um ataque inexistente fez com que passa-se ao lado do jogo, fica para a próxima a oportunidade de se mostrar.
Licá::. Não teve tempo para mostrar muito, dez minutos em campo chegaram no entanto para um par de investidas sem grande sucesso.
Tiago Rodrigues::. Um jogador que por menos tempo transpira muita qualidade. Trata a bola com grande qualidade, ontem não pode fazer muito mas ainda sacou um bom remate que só foi segurado à segunda.
[Pré-Época] MVV Maastricht 0 x FC Porto 6
Varela, 21m, Ghilas, 23m, Castro, 31m,
Jackson, 53m, Iturbe, 65m, pen., e Izmaylov, 88m
O primeiro particular da era Paulo Fonseca não podia ter corrido melhor.
Na primeira parte o treinador optou por jogamos com duplo pivot e não podia ter corrido melhor. Vimos um Lucho sempre muito ofensivo e muito perigoso e a criar muitas oportunidades. Ainda no meio campo apareceu um Josué muito criativo e querer mostrar serviço e o Castro com a mesma raça de sempre marcou o terceiro golo depois de um passe atrasado do reforço Ghilas. Nas alas esteviram Varela e Licá e estiveram ambos em bom plano. O reforço Licá mostrou bom trabalho e bons pormenores ao ir para cima da defesa e nas tabelinhas com os colegas. Já o Varela foi um jogador prático e rápido e conseguiu um golo de belo efeito. Para concluir a frente de ataque esteve Ghilas na sua estreia e não podia ter sido melhor, um golo e uma assistência, vou focar-me mais na assistência porque foi um claro caso de grande visão de jogo e de grande oportunismo.
Na defesa não há muito a dizer, porque praticamente não houve trabalho, de realçar o vom entrosamento dos laterais nas subidas (Danilo mais pelo meios, Alex Sandro mais pela ala) conseguiram levar algum dinamismo ao ataque.
Na segunda parte Paulo Fonseca mexeu o 11 quase por completo, só deixando o Alex Sandro em campo nos primeiros minutos e acabou por substituí-lo pelo Iturbe, que acabou por fazer uma exibição bem conseguida e onde marcou um golo de penalti.
Num jogo de sentido único o treinador do NGC optou por deixar a defesa apenas com três elementos e com Fernado a ajudar no ataque e na defesa tudo fica mais simples.
Com o meio-campo consistente e bem organizado pelo Defour e pelo Carlos Eduardo (que foi substiuido pelo Tiago após um toque que lhe provocou uma lesão muscular) os homens da frente tiveram bastante bola, mas não muito espaço, visto que a defesa dos holandeses se fechou muito.
Na frente de ataque este o Iturbe (que já falei em cima), o Kelvin que esteve rápido e imprevisivel e fez bem de segundo avançado, e quando foi preciso ainda veio atrás buscar a bola, no lado esquerdo jogou o russo Izmaylov que marcou um golo e partiu bem para cima da defesa, falhou alguns passes e remates, mas fez um bom jogo. Do Jackson não há muito a dizer além de que foi o Jackson a que já nos habituou. Marcou um golaço, distribuiu jogo na frente e causou problemas à defesa adversária.
Acabando o jogo, resta dizer que foi um bom treino e venha o próximo que é o Marselha no dia 13.
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| Segunda parte |
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| Primeira parte |
Nuances táticas - 4-3-3 ou 4-3-3
Com início de mais uma época, a especulação é grande em volta do Paulo Fonseca, o novo treinador de uma equipa Tricampeã em título. Hoje discorre-se sobre as capacidades de um treinador com apenas uma época no principal escalão do futebol português, acerca das escolhas e preferências que este poderá nutrir pelos jogadores que terá à disposição, e no modelo táctico que este irá adoptar para a nova temporada.
É precisamente neste último tempo que me pretendo centrar, durante as últimas épocas, principalmente desde 2006/07 ano em que Paulo Assunção assumiu um preponderante papel como trinco numa formação organizada em 4-3-3 sob orientação do Professor Jesualdo Ferreira.
Desde então que o trinco na imagem de Paulo Assunção e posteriormente de Fernando assumiu um papel preponderante na formação do nosso clube, assumindo um papel claramente destruidor no meio campo tendo como principal papel libertar os jogadores do meio campo mais avançados no terreno, desde Raul Meireles e Lucho até, João Moutinho e... Lucho.
Na possibilidade de Fernando rumar a outras paragens perante o assédio da filial Portista, AS Mónaco também conhecido por FC Porto C, coloca-se um ponto de interrogação no que toca à sucessão do brasileiro. Será que a aposta deverá centrar-se na continuidade de um jogador com as características de Fernando e Paulo Assunção? Um jogador à imagem do Fernando Ex-Grêmio? Ou será que é a altura de procurar alternativas?
No quadro das alternativas vejo duas opções que me agradam, o primeiro caso é a utilização de um trinco com maior capacidade de construção e maior acutilância ofensiva, à imagem do que acredito podermos encontrar no futebol de Defour, aliás durante a última época sempre que chamado a desempenhar este papel o Belga respondeu exemplarmente, compensando uma menor acutilância defensiva com uma maior profundidade no futebol ofensivo. Numa equipa com Danilo e Alex Sandro, ambos com capacidade e tendência a jogar subidos, próximos do ataque será necessário encontrar um equilíbrio no sector defensivo quando a equipa atacar para evitar desequilíbrios que incentivem os adversários a explorar um futebol de contra ataque.
Alternativamente, e muito se fala desta alternativa, imagina-se um cenário em que o habitual triângulo de meio campo é invertido, que na minha opinião se adequa mais a uma equipa que ao mesmo tempo que se prepara para dizer adeus a um jogador como Fernando, contratou Carlos Eduardo e Josué, e ainda se prepara para receber um jogador como Quintero. Um triangulo invertido irá conceder mais espaço a um dos jogadores do meio campo para se envolver no processo ofensivo, sendo uma vantagem na maioria dos jogos de uma campeonato em que a maioria das equipas enfrenta as principais favoritas ao título com 10 jogadores atrás da linha da bola. Este sistema obrigará a uma maior solidariedade dos jogadores mais recuados na linha do meio campo porém isso poderá por exemplo representar uma solução face ao défice de acutilância defensiva de um jogador como Defour a jogar a trinco em comparação com Fernando.
Posto isto, passo a bola ao nosso treinador, e deixo no ar algumas questões. Será desejável procurar um novo modelo? Se sim, qual poderá representar uma melhor alternativa? Que outras alternativas poderão ser exequíveis?
Saudações Portistas.










