O que esperar de Paulo Fonseca: Nivel Táctico.
De acordo com a capa do Jornal “O Jogo” do dia 5 de
Julho de 2013, podemos ver quais são os pontos essenciais de Paulo Fonseca.
- Sempre 4x3x3
- Equipa de ataque
- Domínio constante
- Recuperar a bola próximo da área adversária
- Posse de bola
- Jogo interior e não largura
- Insistência nas bolas paradas
- Sempre 4x3x3
- Equipa de ataque
- Domínio constante
- Recuperar a bola próximo da área adversária
- Posse de bola
- Jogo interior e não largura
- Insistência nas bolas paradas
Paulo Fonseca está determinado em seguir o legado que lhe foi deixado e continuar a usar o 4x3x3, com uma equipa ofensiva. Algo que foi sempre característico no FC Porto. Pressing alto, e recuperar a bola o mais perto possível da área adversaria. A aposta num jogo mais interior e não de largura. É aqui que entram jogadores como Josué (que jogava a falso extremo no Paços de Ferreira) ou o reforço que tem sido muito falado, Quintero. Depois das contratações feitas até agora, podemos reparar que temos alguns especialistas em bolas paradas (Carlos Eduardo, Josué, Quintero (?)), e devemos tirar proveito disso, porque uma das coisas que faltou na época passada foi o aproveitamento das bolas paradas.
"Ele vai ao pormenor em todos os aspectos Centra tudo na nossa equipa, mantém-se sempre fiel aos nossos princípios de jogo, mas também sabe tudo sobre o adversário e prepara-nos para o que vamos encontrar no jogo" – Tony, jogador do Paços de Ferreira.
De acordo com as palavras de Tony, podemos contar com um treinador empenhado e que sabe preparar bem as equipas, procurando conhecer bem os pontos fortes e fracos dos adversários.
"Tinha sempre o plano A e o B. Parte sempre do 4x3x3, com variação para o 4x4x2 losango no meio, mas depois, se alguma coisa estivesse a correr mal, apostava em dois pontas-de-lança e por vezes até abdicava de um central para passar a jogar com três defesas. No entanto, isto era tudo trabalhado durante a semana. Nós sabíamos o que tínhamos de mudar se estivéssemos a ganhar ou a perder" – Tony, jogador do Paços de Ferreira.
O que todos os portistas puderam reparar nestas duas ultimas épocas, era a falta dum plano B, estávamos sempre muito presos ao 4x3x3 quando por vezes podíamos e devíamos de ter jogado com 2 Pontas de Lança.
Com a possível chegada de Ghilas e a quantidade de médios que temos de qualidade, podemos ter em conta a possibilidade de por vezes jogar em 4x4x2 losango.
Processo defensivo
No Paços de Ferreira, Paulo Fonseca privilegiava
blocos compactos e baixos onde os jogadores do meio campo desciam para ajudar a
defesa formando duas linhas de 4 homens. No Porto, podemos esperar algo
parecido com um defesa solida, deixando poucos espaços entre os sectores, com
apoio do meio campo a fazer pressão sobre o adversário para recuperar a bola e
o acompanhamento dos extremos na subida dos laterais
adversários. Após a perda de bola no ataque, o avançado é o primeiro
a defender e a pressionar.
Esquemas tácticos possíveis
O que esperam vocês, enquanto adeptos do FC Porto, de
Paulo Fonseca? Qual seria o 11 inicial nestes esquemas tácticos? Quais as
expectativas para esta época?
Nuances táticas - 4-3-3 ou 4-3-3
Com início de mais uma época, a especulação é grande em volta do Paulo Fonseca, o novo treinador de uma equipa Tricampeã em título. Hoje discorre-se sobre as capacidades de um treinador com apenas uma época no principal escalão do futebol português, acerca das escolhas e preferências que este poderá nutrir pelos jogadores que terá à disposição, e no modelo táctico que este irá adoptar para a nova temporada.
É precisamente neste último tempo que me pretendo centrar, durante as últimas épocas, principalmente desde 2006/07 ano em que Paulo Assunção assumiu um preponderante papel como trinco numa formação organizada em 4-3-3 sob orientação do Professor Jesualdo Ferreira.
Desde então que o trinco na imagem de Paulo Assunção e posteriormente de Fernando assumiu um papel preponderante na formação do nosso clube, assumindo um papel claramente destruidor no meio campo tendo como principal papel libertar os jogadores do meio campo mais avançados no terreno, desde Raul Meireles e Lucho até, João Moutinho e... Lucho.
Na possibilidade de Fernando rumar a outras paragens perante o assédio da filial Portista, AS Mónaco também conhecido por FC Porto C, coloca-se um ponto de interrogação no que toca à sucessão do brasileiro. Será que a aposta deverá centrar-se na continuidade de um jogador com as características de Fernando e Paulo Assunção? Um jogador à imagem do Fernando Ex-Grêmio? Ou será que é a altura de procurar alternativas?
No quadro das alternativas vejo duas opções que me agradam, o primeiro caso é a utilização de um trinco com maior capacidade de construção e maior acutilância ofensiva, à imagem do que acredito podermos encontrar no futebol de Defour, aliás durante a última época sempre que chamado a desempenhar este papel o Belga respondeu exemplarmente, compensando uma menor acutilância defensiva com uma maior profundidade no futebol ofensivo. Numa equipa com Danilo e Alex Sandro, ambos com capacidade e tendência a jogar subidos, próximos do ataque será necessário encontrar um equilíbrio no sector defensivo quando a equipa atacar para evitar desequilíbrios que incentivem os adversários a explorar um futebol de contra ataque.
Alternativamente, e muito se fala desta alternativa, imagina-se um cenário em que o habitual triângulo de meio campo é invertido, que na minha opinião se adequa mais a uma equipa que ao mesmo tempo que se prepara para dizer adeus a um jogador como Fernando, contratou Carlos Eduardo e Josué, e ainda se prepara para receber um jogador como Quintero. Um triangulo invertido irá conceder mais espaço a um dos jogadores do meio campo para se envolver no processo ofensivo, sendo uma vantagem na maioria dos jogos de uma campeonato em que a maioria das equipas enfrenta as principais favoritas ao título com 10 jogadores atrás da linha da bola. Este sistema obrigará a uma maior solidariedade dos jogadores mais recuados na linha do meio campo porém isso poderá por exemplo representar uma solução face ao défice de acutilância defensiva de um jogador como Defour a jogar a trinco em comparação com Fernando.
Posto isto, passo a bola ao nosso treinador, e deixo no ar algumas questões. Será desejável procurar um novo modelo? Se sim, qual poderá representar uma melhor alternativa? Que outras alternativas poderão ser exequíveis?
Saudações Portistas.

