Protestos no Olival, Dragões Diários e Bloqueios a Cuba
Depois das bofetadas que temos levado nas últimas semanas, ontem voltei a ver o Porto que conheci em miúdo.
De facto, ontem, um grupo de adeptos, alegadamente da claque Super Dragões, deslocou-se ao Olival para bloquear a entrada dos jogadores no Centro de Estágios Porto-Gaia. Na minha opinião, foi brilhante. Não tendo estado presente e, deste modo, não sabendo pormenores, parece-me que foi um protesto civilizado, sem violência gratuita e que, estou certo, teve um grande impacto nos jogadores. Aliás, atleta que não tenha ficado incomodado com a situação e que não tenha posto a mão na consciência ou é totalmente acéfalo, ou não merece vestir a camisola azul e branca às riscas, a mesma que, se não fossem, mais uma vez, os adeptos, ia deixar de ser obrigatória pelos novos estatutos.
Estou, por isso, convicto que mesmo aqueles atletas que ainda não perceberam o que é o Porto, ontem devem ter começado a perceber. Também me apraz verificar que é possível protestar calmamente, sem apedrejamentos, ameaças e agressões. É uma excelente resposta a acontecimentos no próprio Porto, nos últimos anos e, também, a algumas situações que se passaram, e passam, noutros clubes. Bravo.
Todavia, não há bela sem senão. E há alguns pontos que gostaria de destacar. Em primeiro lugar, creio que os protestos não se devem ficar pelos jogadores e pela equipa técnica. De facto, se fizermos uma comparação com a época transacta, o treinador é novo, o plantel é quase todo novo, mas os erros são os mesmos. Por mim, o bloqueio tinha-se estendido também ao Estádio do Dragão, impedindo os administradores da SAD de entrarem nas instalações do clube.
Depois, há que referir que o Futebol Clube do Porto criticou veementemente, na sua newsletter, Dragões Diário, a atitude dos adeptos. Passando à frente do facto de toda a política de comunicação do Porto passar por uma newsletter enviada aos adeptos, quando há um monte de administradores da SAD calados que nem ratos e incapazes de dar a cara pelo treinador, pelos atletas e pelo clube, era bom que na SAD alguém entendesse os motivos da contestação e percebesse a mensagem em vez de atacar o mensageiro, ainda para mais quando o protesto terá sido totalmente pacífico. Ontem, os portistas mostraram que têm os olhos bem abertos e que estão a recuperar uma das grandes características do Futebol Clube do Porto, a exigência. Os jogadores desiludiram-nos. Não corresponderam ao grande apoio que receberam antes e depois de Munique e espalharam-se ao comprido, jogando sem atitude de campeão na Luz e no Restelo.
Desejaria o Dragões Diário que os adeptos tapassem os olhos, batessem palminhas e não fossem, civilizadamente, mostrar o seu desagrado, agora que está tudo perdido? É que se o bloqueio a Cuba, como é dito, está a acabar, os regimes como o cubano, felizmente, também.
Estou, por isso, convicto que mesmo aqueles atletas que ainda não perceberam o que é o Porto, ontem devem ter começado a perceber. Também me apraz verificar que é possível protestar calmamente, sem apedrejamentos, ameaças e agressões. É uma excelente resposta a acontecimentos no próprio Porto, nos últimos anos e, também, a algumas situações que se passaram, e passam, noutros clubes. Bravo.
Todavia, não há bela sem senão. E há alguns pontos que gostaria de destacar. Em primeiro lugar, creio que os protestos não se devem ficar pelos jogadores e pela equipa técnica. De facto, se fizermos uma comparação com a época transacta, o treinador é novo, o plantel é quase todo novo, mas os erros são os mesmos. Por mim, o bloqueio tinha-se estendido também ao Estádio do Dragão, impedindo os administradores da SAD de entrarem nas instalações do clube.
Desejaria o Dragões Diário que os adeptos tapassem os olhos, batessem palminhas e não fossem, civilizadamente, mostrar o seu desagrado, agora que está tudo perdido? É que se o bloqueio a Cuba, como é dito, está a acabar, os regimes como o cubano, felizmente, também.
A Liga e a FPF estão a dormir. E os clubes, não acordam?
Mais um fim-de-semana nas provas organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol e pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, mais do mesmo. Mais violência, mais confusão, mais animais nos estádios e, até ver, não se passa nada.
Tudo começou no passado sábado, num jogo de futsal entre o Benfica e o Sporting, no qual a pseudo-claque organizada que não existe, nem é apoiada mas que anda em todos os estádios, os No Name Boys, exibiram, numa demonstração do nível que grassa por aquelas bandas, uma tarja alusiva ao adepto do Sporting assassinado por um membro dessa mesma claque numa final da Taça de Portugal, enquanto entoavam cânticos de gozo e escárnio sobre a situação. No dia seguinte, a mesma claque resolveu, não contente com o espectáculo protagonizado de véspera, presentear os adeptos do Sporting com uma chuva de petardos e tochas que deixaram alguns adeptos leoninos com ferimentos.
Por outro lado, os adeptos do Sporting, resolveram seguir o belo exemplo dado pelos vizinhos da 2ª Circular e resolveram mostrar faixas alusivas a Eusébio da Silva Ferreira, cujo nome só escreverei uma vez, não vá alguém achar que o Nuno Luz escreve para o Mística e a três infelizes adeptos do Benfica que faleceram, também anos 90, na estrada, no regresso de uma viagem à Croácia para apoiar o Benfica.
Se já não bastasse a Liga e a Federação andarem a dormir e punirem com multas residuais os infractores, parece que os clube também não querem saber. No futebol há rivalidades e animosidades. São normais. Não pode haver lugar à violência. E não pode haver factos escamoteados, não pode haver "esquecimentos". Tem de partir dos clube. E têm de ser estes os primeiros a punir os prevaricadores. Eu teria ficado muito feliz se o meu clube tivesse tomado medidas para punir os adeptos que, nas imediações do estádio do Dragão, arremessaram pedras ao autocarro de um clube rival. O imbecil do Diabo de Gaia, famoso por agredir um auxiliar no estádio da Luz, continua impunemente a entrar no estádio do Benfica e a dar entrevistas ao canal oficial do clube. E os casuals do Sporting, protagonistas da largada de touros à porta do Dragão, continuam a entrar em Alvalade livremente, uma vez que, de acordo com a direcção leonina, não se consegue provar que eram adeptos sportinguistas, mesmo que a polícia diga o contrário.
Nem a propósito, o Sporting vem hoje anunciar o corte de relações com o Benfica, pelos motivos elencados acima. É legítimo. O que não é legítimo é que o Sporting não se dê ao trabalho, no mesmo comunicado, de repudiar e prometer agir contra os seus adeptos que também exibiram faixas de nível rasca. E não era difícil apanhar os culpados. Foram exibidas no sector afecto às claques.
Se nos podemos queixar da brandura das punições da FPF e da Liga, incapazes de interditar um estádio, também devemos olhar para os dirigentes sempre prontos a apontar o dedo aos rivais, e incapazes de um gesto de nobreza e dignidade de impedir certos animais de entrar no seu próprio estádio.
Tudo começou no passado sábado, num jogo de futsal entre o Benfica e o Sporting, no qual a pseudo-claque organizada que não existe, nem é apoiada mas que anda em todos os estádios, os No Name Boys, exibiram, numa demonstração do nível que grassa por aquelas bandas, uma tarja alusiva ao adepto do Sporting assassinado por um membro dessa mesma claque numa final da Taça de Portugal, enquanto entoavam cânticos de gozo e escárnio sobre a situação. No dia seguinte, a mesma claque resolveu, não contente com o espectáculo protagonizado de véspera, presentear os adeptos do Sporting com uma chuva de petardos e tochas que deixaram alguns adeptos leoninos com ferimentos.Se já não bastasse a Liga e a Federação andarem a dormir e punirem com multas residuais os infractores, parece que os clube também não querem saber. No futebol há rivalidades e animosidades. São normais. Não pode haver lugar à violência. E não pode haver factos escamoteados, não pode haver "esquecimentos". Tem de partir dos clube. E têm de ser estes os primeiros a punir os prevaricadores. Eu teria ficado muito feliz se o meu clube tivesse tomado medidas para punir os adeptos que, nas imediações do estádio do Dragão, arremessaram pedras ao autocarro de um clube rival. O imbecil do Diabo de Gaia, famoso por agredir um auxiliar no estádio da Luz, continua impunemente a entrar no estádio do Benfica e a dar entrevistas ao canal oficial do clube. E os casuals do Sporting, protagonistas da largada de touros à porta do Dragão, continuam a entrar em Alvalade livremente, uma vez que, de acordo com a direcção leonina, não se consegue provar que eram adeptos sportinguistas, mesmo que a polícia diga o contrário.
Nem a propósito, o Sporting vem hoje anunciar o corte de relações com o Benfica, pelos motivos elencados acima. É legítimo. O que não é legítimo é que o Sporting não se dê ao trabalho, no mesmo comunicado, de repudiar e prometer agir contra os seus adeptos que também exibiram faixas de nível rasca. E não era difícil apanhar os culpados. Foram exibidas no sector afecto às claques.
Se nos podemos queixar da brandura das punições da FPF e da Liga, incapazes de interditar um estádio, também devemos olhar para os dirigentes sempre prontos a apontar o dedo aos rivais, e incapazes de um gesto de nobreza e dignidade de impedir certos animais de entrar no seu próprio estádio.
Carta aberta aos verdadeiros Portistas
Sim, tu, é mesmo a ti que eu estou a escrever. Se amas o Porto, se sentes o Porto, tu és um verdadeiro Portista e és tu o destinatário deste texto que escrevo. Porque, o Portismo não se mede, não se pesa. O Portismo sente-se e, que eu saiba os campeonatos que interessam são o de futebol, o de hóquei, o de andebol e o de basquetebol e não o do Portismo. Não há prémio para o maior Portista do Mundo e, nenhum Portista tem o direito de julgar o Portismo dos outros. Porque o Portismo sente-se e, andar nos cafés, no estádio ou na internet a julgar e a quantificar o Portismo de outrém, é relegar esse nobre sentimento para o nível de uma infantil medição de pilinhas.
O que tu, verdadeiro Portista, tens de perceber e aceitar é que há inúmeras formas de viver o Portismo. Há aqueles que estão calados e há os que não se calam. Há quem nunca se levante e há quem nunca se sente. Há quem prefira ir ao estádio e há quem prefira ficar sentado no sofá de casa, a ver. Enquanto não prejudicares o Porto, tu serás sempre um verdadeiro Portista. Há quem viva o Porto, no Porto, ou no Algarve, em Gaia, ou em Paris, em Matosinhos ou no Brasil. E todos são verdadeiros Portistas. Porque cada verdadeiro Portista sente o Porto à sua maneira. Não há regras, não há estatutos, não há leis que regulem o Portismo e, portanto, enquanto tu fizeres o que podes pelo Porto, não podes tolerar que te acusem de não seres um verdadeiro Portista, ou até um infiltrado. Isso, verdadeiro Portista, é conversa de quem não tem argumentos, é conversa de quem não é cego mas também não quer ver e é conversa de quem se acha superior aos outros. Porque, verdadeiro Portista, tu és tão Portista na vitória como na derrota, na alegria como na tristeza. E isso é que importa.
Portanto, verdadeiro Portista, nunca te acanhes. Não te cales quando achares que a equipa joga mal, que o treinador errou, que a SAD meteu água ou que a relva apresenta uma tonalidade diferente do normal. Desde que o faças construtivamente, educadamente e de forma justificada, o Porto só tem a ganhar com o teu contributo. Porque só com massa crítica, só com o contributo de todos os verdadeiros Portistas, só com a tua ajuda é que o melhor Clube do Mundo manterá esse estatuto. Não cedas a pressões, não ignores, não comas e cales, não assobies para o lado. Manifesta-te. Mesmo que isso custe. Porque, como diz o nosso Presidente Pinto da Costa, teremos de lutar "contra tudo, contra todos e (principalmente) contra os tolos".
Força verdadeiro Portista.
Um abraço,
De outro verdadeiro Portista
Silêncio que estão a cantar os No Name Boys...
... ou a Juve Leo, que vai dar ao mesmo.
Não se assustem ao ler o título. Essa não é a nossa opinião, nem deveria ser a de nenhum portista. No nosso estádio deveríamos mandar nós, deveríamos ser nós a fazer mais barulho, deveríamos ser nós a empurrar a equipa para a frente.
Infelizmente, nos dois últimos clássicos disputados no Dragão, não foi isso que sucedeu. Quando as coisas começaram a correr mal, a principal claque do clube, que costuma ser o "motor" do estádio, calou-se. Contra o Sporting, da bancada sul, só vinham assobios e contra o Benfica, só se ouviam, fora algumas raras excepções, moscas...
Pelo segundo jogo consecutivo, os Super Dragões, claque oficial do clube, que recebe camisolas dos jogadores nos seus aniversários e que é o único grupo organizado afecto ao Porto com capacidade para se ouvir no estádio inteiro permitiram que as claques adversárias se impusessem facilmente, brindando todo o Estádio com "olés" e "A todo um bom Natal".
Se
incentivar a equipa já é exigível a qualquer adepto que se desloque ao
estádio, mais o é a uma claque organizada, apoiada pelo clube, com
bilhetes gratuitos ou a muito baixo custo, e que depois são revendidos à
porta do Dragão, (e ainda tentam comer outros portistas por lorpas,
dizendo que são para a central).
Mas ainda é mais exigível que essa mesma claque não ande, ainda para mais na ressaca de uma derrota difícil de digerir, a convidar, no seu Facebook, portistas a faltar ao jogo com o Vitória de Setúbal, para, do outro lado da rua ,irem assistir a uma série de combates de MMA, onde o líder da claque vai participar. Que Fernando Madureira falte ao jogo, porque tem um outro compromisso, é perfeitamente compreensível. O dito evento no Dragão Caixa está marcado há várias semanas e não é normal o Porto jogar à sexta. Que a claque ande a aliciar pessoas a lá ir, ao invés de irem ao futebol, é inadmissível e é altamente provável que o número de vendedores de bilhetes para a "central" dispare. E até ao momento ainda não houve por parte da claque nenhuma menção ao jogo de sexta, algo que é raro acontecer em semanas de jogo em casa.
Infelizmente,
nós, que estamos de fora, cremos que os Super Dragões perderam algumas
das características que os tornaram conhecidos. Hoje, parecem uma claque
mais amorfa, sem a exigência que tornou a bancada que ocupavam num
verdadeiro tribunal nas Antas, sem a independência que antes lhes
permitia, se achassem por bem, criticar a SAD e sem capacidade de criar
um ambiente de enorme pressão para com os adversários. É uma pena. O
clube perde massa crítica, perde heterogeneidade, perde diversidade. E
não ganha nada com isso.
Nota 1: nós não somos cegos/surdos. Temos plena que consciência que ainda há membros da claque que cantam do início ao fim e fazem das tripas coração para acompanharem o Porto para todo o lado. A esses, o nosso respeito e o nosso muito obrigado.
Nota 2: parece que não somos os únicos com esta opinião. Sábias palavras, estas, do Miguel, no Tomo II.
Não se assustem ao ler o título. Essa não é a nossa opinião, nem deveria ser a de nenhum portista. No nosso estádio deveríamos mandar nós, deveríamos ser nós a fazer mais barulho, deveríamos ser nós a empurrar a equipa para a frente.
Infelizmente, nos dois últimos clássicos disputados no Dragão, não foi isso que sucedeu. Quando as coisas começaram a correr mal, a principal claque do clube, que costuma ser o "motor" do estádio, calou-se. Contra o Sporting, da bancada sul, só vinham assobios e contra o Benfica, só se ouviam, fora algumas raras excepções, moscas...
Pelo segundo jogo consecutivo, os Super Dragões, claque oficial do clube, que recebe camisolas dos jogadores nos seus aniversários e que é o único grupo organizado afecto ao Porto com capacidade para se ouvir no estádio inteiro permitiram que as claques adversárias se impusessem facilmente, brindando todo o Estádio com "olés" e "A todo um bom Natal".
Mas ainda é mais exigível que essa mesma claque não ande, ainda para mais na ressaca de uma derrota difícil de digerir, a convidar, no seu Facebook, portistas a faltar ao jogo com o Vitória de Setúbal, para, do outro lado da rua ,irem assistir a uma série de combates de MMA, onde o líder da claque vai participar. Que Fernando Madureira falte ao jogo, porque tem um outro compromisso, é perfeitamente compreensível. O dito evento no Dragão Caixa está marcado há várias semanas e não é normal o Porto jogar à sexta. Que a claque ande a aliciar pessoas a lá ir, ao invés de irem ao futebol, é inadmissível e é altamente provável que o número de vendedores de bilhetes para a "central" dispare. E até ao momento ainda não houve por parte da claque nenhuma menção ao jogo de sexta, algo que é raro acontecer em semanas de jogo em casa.
Infelizmente,
nós, que estamos de fora, cremos que os Super Dragões perderam algumas
das características que os tornaram conhecidos. Hoje, parecem uma claque
mais amorfa, sem a exigência que tornou a bancada que ocupavam num
verdadeiro tribunal nas Antas, sem a independência que antes lhes
permitia, se achassem por bem, criticar a SAD e sem capacidade de criar
um ambiente de enorme pressão para com os adversários. É uma pena. O
clube perde massa crítica, perde heterogeneidade, perde diversidade. E
não ganha nada com isso.Nota 1: nós não somos cegos/surdos. Temos plena que consciência que ainda há membros da claque que cantam do início ao fim e fazem das tripas coração para acompanharem o Porto para todo o lado. A esses, o nosso respeito e o nosso muito obrigado.
Nota 2: parece que não somos os únicos com esta opinião. Sábias palavras, estas, do Miguel, no Tomo II.
Um Grande portista
O espectacular mundo que é a bluegosfera, onde se incluem blogs, fóruns, sites ou páginas de Facebook relacionados com o Futebol Clube do Porto, e onde a informação corre bem mais depressa do que na Comunicação Social, por muito que isso custe a muita gente, já me tinha mostrado que havia um pequeno grande adepto do nosso querido clube, que merece destaque.
De facto, já tinha ouvido falar de um muito jovem adepto do Porto que, nas várias bancadas, do Dragão, do Dragãozinho ou do Estádio Jorge Sampaio, em Gaia, faz a festa, lança os foguetes e apanha as canas, sozinho. O menino, por sua iniciativa, passa o jogo todo a cantar pelo Porto, incentivando os atletas. Sozinho, sem ninguém puxar por ele.
No passado sábado, de má memória em termos de futebol, dirigi-me, antes da dita tragédia, ao pavilhão Dragão Caixa, para assistir ao Porto-Valdagno, a contar para a Liga dos Campeões. Verifiquei que, não raras vezes, apenas se ouvia a voz de criança de um menino que, incessantemente cantava pelo Porto, mesmo quando estivemos a perder...
O menino fazia-se acompanhar de uma senhora, que creio ser sua mãe e vestia uma enorme camisola com o nome e o número de Diego Reyes, que, segundo sei, lhe terá sido oferecida pelo próprio atleta após um jogo da equipa B. Isto também importa relevar, uma vez que é sinal que ainda há jogadores que reconhecem a importância dos adeptos.
Este menino, de quem eu nada sei, é um grande portista. É com jovens adeptos destes que o Futebol Clube do Porto continuará a ser um grande clube. É de portistas como este, que apoiam incessantemente, de forma desinteressada e que vivem para isso e não disso, que o FCP necessita.
Vem isto a propósito do que se passou nas bancadas no Porto-Sporting. É um facto que, em Portugal, têm de ser as equipas a puxar pelos adeptos e não o contrário. No entanto, num estádio onde um indivíduo que se levanta para cantar o hino na central é visto como uma aberração e onde a principal claque, com algumas gloriosas excepções e umas quantas assobiadelas, primou pelo silêncio, (a bancada jovem serviu para quê, mesmo?), seria bom que o clube desse visibilidade, caso os pais o permitam, a este jovem adepto. Muita gente haveria deixar de ser azul, para ficar roxa, de vergonha.
A propósito de adeptos portistas, um outro jovem adepto, embora não tão jovem como o anterior, tratou o Correio da Manhã e o seu canal de televisão, como estes merecem.
Pena tenho eu que, o Futebol Clube do Porto já não siga estas tão boas práticas, de ignorar e desprezar quem se faz valer de uma licença de órgão de comunicação para por em prática uma agenda cada vez menos escondida que visa atacar, destruir e espezinhar quem não cai, ou não pode cair nas graças de quem dirige esses pasquins.